Introdução
Pregar
sobre pureza moral e sexual é absolutamente antipopular. Vivemos dias em que
faltam parâmetros éticos e o evento do pluralismo, no qual se insiste em que a
sociedade seja inclusivista e aceite as pessoas sem se importar com suas
convicções pessoais e sua ética, mesmo que tais comportamentos sejam contrários
à Palavra de Deus e ao princípio da santidade que Deus exige do seu povo. A
sociedade atual quer uma comunidade onde tudo seja permitido. Onde seja proibido
proibir!
Gosto
muito de uma frase do Rev. Hernandes Dias Lopes: “Deus disse venha como está,
mas não disse, permaneça como estás.” Jesus convida
a todos: "Vinde a mim!" Não estabelece qualquer condição moral ou
espiritual, o Evangelho não é feito a pessoas justas e certinhas. Jesus disse: “os
sãos não precisam de médico”, portanto, se você está procurando uma igreja
perfeita, a nossa igreja não é a igreja que você procura. Jesus convida todos,
em qualquer situação que estejam, para o receberem e sejam transformados pelo
seu poder e graça. Venha do jeito que você se encontra, não importa quem você é
nem o que você fez, mas é errado acreditar que o chamado para seguir a Cristo não
inclua uma vida de ruptura com o pecado, arrependimento e mudança de atitudes e
valores. Jesus disse, “Venha como está”, mas a graça de Cristo sempre agirá
naqueles que recebem o poder do Espírito Santo. O Evangelho de Cristo tem poder
para transformar a história de qualquer um. Jesus tem o poder para nos
transformar. Isto é chamado de Novo Nascimento.
A falta de uma séria compreensão do discipulado gerou “A nova
moralidade.” Valores opostos à ética cristã foram relativizados, e as pessoas
dizem que não existe certo e errado, cada um faz o que acha que é certo
(subjetivismo), criando assim a Nova moralidade. Schaeffer afirma que “A Nova
Moralidade nada mais é que a antiga imoralidade”.
Por
que a igreja de Cristo deve insistir na questão da pureza moral e confrontar a
nova moralidade? Existem muitos que atualmente querem justificar o pecado mesmo
que tenham que “atualizar a Bíblia”, isto é, abandonar determinados textos para
que o pecador continue na prática do pecado.
Neste
texto temos algumas razões relevantes para considerarmos a necessidade de
vivermos uma vida de pureza.
1.
Por causa de nossa relação com Cristo: A igreja é a noiva de Cristo: “Porque zelo
por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar
como virgem pura a um só esposo, que é Cristo.” ( 2 Co 11.2)
Como
noiva de Cristo, a igreja tem um status moral, possui vínculos e compromissos
com Cristo. A igreja está sendo preparada para com Jesus, nas núpcias do
Cordeiro, quando Jesus voltará para buscar sua igreja.
No
Antigo Testamento, Israel é frequentemente chamado de “esposa de Jeová”
(Is 54.5; 62.5; Jr 3.14; Ez 16.8, Os 2.19); A infidelidade do povo de Deus era considerada
adultério espiritual (Jz 2.17; 8.27; 1 Cr 5.25; Sl 106.39).
No
Novo Testamento a Igreja é a “a noiva de Cristo”. O dia da volta do Senhor
Jesus será o dia das festas de um casamento. Paulo expressa sua preocupação com
a possibilidade da igreja ser seduzida por falsos apóstolos ea perder sua
pureza como a noiva que se apresenta ao seu marido.
Precisamos
de uma vida santa porque somos a noiva de Cristo, sendo preparados para nos
encontrar com Jesus. Precisamos manter a pureza moral para este encontro.
2.
Porque o projeto do diabo é enganar – “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com
a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da
simplicidade e pureza devidas a Cristo.” (2 Co 11.3)
Desde
a criação do mundo tem sido assim. A história do Éden nos relata a perda da
inocência humana, e como o diabo conseguiu enganar e seduzir Eva levando-a à
desobediência e rebeldia. A tentação a atraiu e seduziu. Tiago diz que ao
sermos tentados o somos por causa de nossa própria cobiça, que uma vez
concebida leva a morte. (Tg 1.4)
No
processo de engano o diabo faz duas coisas:
A.
Corrompe a mente – “Mas receio que,
assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja
corrompida a vossa mente.”
Pensamentos
mentirosos são gigantescos inimigos. Todos os dias temos um bombardeio de
ideias contrárias a vida de adoração. Somos confrontados com o pensamento
secular que se opõe à cosmovisão bíblica. As mentiras seduzem e fazem sentido.
De forma repetida, recebemos informações e imagens que ficam impregnadas em
nossas mentes.
Uma
mente corrompida tem dificuldade de adorar a Deus. O Espírito Santo precisa
agir para que retorne aquilo que é verdadeiro, justo e santo. É necessário
pedir poder e graça de Deus, e se arrepender para vencer este ataque
sistemático e organizado de satanás que cativa e seduz nossas mentes com sua
forma de pensar.
B.
Destrói a simplicidade da fé – “... assim também seja corrompida a vossa
mente e se aparte da simplicidade...”
Em
que consiste a simplicidade?
Hugues
aponta para 3 dimensões:
A.
Entusiasmo e
espontaneidade - Oposto do desânimo e alegria diante de Deus
B.
Singeleza de
coração - Oposto da arrogância e presunção espiritual. Fé singela, profunda,
sem marketing, sem propaganda
C.
Liberdade da
duplicidade - coração sem máscaras, sem tentativa de encobrimento, sem
necessidade de engano.
Jesus
fala da necessidade de sermos simples como as pombas e prudentes como a
serpente. Simplicidade é o oposto da complexidade. Lamentavelmente tenho visto
discípulos de Cristo se tornando exigente e sofisticado demais, transformando a
mensagem simples do evangelho em algo complicado. Certa mulher simples, depois
de um complexo sermão de seu pastor intelectualizado demais, afirmou: “Pastor,
apesar de sua mensagem, eu continuo crente.” Recentemente eu estava
participando de um congresso ao lado do Ricardo Barbosa, e o conferencista usou
uma linguagem tão rebuscada e filosófica, que o Ricardo me cutucou e perguntou:
“Você está entendendo?” Eu olhei para ele e respondi: “É pra entender?”
A
história do Éden nos relata a perda da inocência humana, e como o diabo criou
suspeitas no coração de Eva com relação às intenções de Deus para com eles.
Satanás turvou a fonte de um relacionamento que até então era puro e isento de
apreensões e suspeitas. O diabo gerou suspeita e colocou dúvidas em relação ao caráter
de Deus e ao seu plano amoroso.
Este
é o perigo da sofisticação: A perda da simplicidade! Precisamos aprender a crer
com simplicidade.
Quando
o Pr. Black faleceu, comentei sobre isto no sermão que fiz no seu funeral. Ele tinha
60 anos, mas a beleza e simplicidade do evangelho sempre estiveram presentes em
sua vida. Infelizmente temos uma geração exigente demais, e que tem perdido a
capacidade de simplesmente crer, sem volteios, sem muita complexidade, apenas
crer na beleza da fé, nas verdades puras do Evangelho.
Quando
pessoas usam textos claros e simples da Bíblia para dar uma explicação
sofisticada demais podemos estar certos de que isto trará dúvida e insegurança.
Por isto, apenas creia!
D.
Destrói a pureza moral – “...seja
corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a
Cristo.”
O
diabo é um ser “imundo” por natureza. A Bíblia chama seus agentes de “espíritos
malignos” e “espíritos imundos.” O imundo gera imundície. O alvo do diabo é
levar-nos à impureza. Isto faz parte de sua natureza intrínseca.
A
impureza destrói nossa vida. Quando pecamos contra Deus, ficamos
desautorizados, sentimos culpa e nos afastamos de Deus. O pecado tem efeito
corrosivo. Quando somos dominados pelo pecado entramos em um processo de
decadência, podridão, abatimento e tristeza. Não há nada tão danoso à personalidade
humana quanto a vida de pecado.
Quando
Deus dá sua lei ao povo no Antigo Testamento, ele enfatiza que seus mandamentos
foram dados para que pudessem viver bem. Obedecer traz vitalidade e entusiasmo.
A impureza destrói a família. Lares marcados
por infidelidade são dominados por amargura, ressentimento, tristeza e dor. Quanto
sofrimento e amargura o pecado tem trazido para nossos lares e nossos filhos.
A impureza destrói
a igreja. O pecado de um membro local traz danos profundos danos
à Igreja. Algumas comunidades literalmente implodiram pela impureza moral de um
líder ou do pastor. Muitas
igrejas sofrem por muitos anos por causa da infidelidade. As teias do pecado
penetram nos tecidos capilares da igreja e enfraquecem seu testemunho e seu
impacto sobre as trevas. Milton Nascimento afirma: “nada temer senão o temer o
medo, o correr da luta. Nada a temer senão esquecer o medo”. Pensando na igreja
eu daria outra versão a esta música: “Nada a temer senão o seu pecado e sua
infidelidade.”
Impureza enfraquece o Reino de Deus. Não é apenas a igreja local que perde, mas a impureza tem profundos
efeitos negativos sobre o reino de Deus, no seu testemunho. Um dos mais
respeitados pregadores do evangelho no Brasil, caiu em adultério. Ele era líder
de uma das maiores obras sociais da América Latina, numa das regiões mais
miseráveis do Brasil. O repórter Omar de Souza o entrevistou num artigo para a
revista Eclesia e começa a reportagem, falando do impacto negativo em
centenas de vida quando aquele projeto fechou suas portas. A queda de seu líder
deixou de abençoar muitas vidas. O reino de Deus perdeu, aquela comunidade teve
perdas profundas. O pecado do líder destruiu o projeto.
3.
A terceira razão para termos uma vida de pureza, é porque o plano do
diabo tem sido mesmo desde o princípio do mundo. Ele quer nos afastar da
santidade: “Mas
receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também
seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a
Cristo.”
(2 Co 11.3).
E qual é a estratégia do diabo? Corromper a nossa mente:
“... assim
também seja corrompida a vossa mente.”
A mente é o campo de batalha. “A serpente
enganou a Eva com a sua astúcia.” Satanás enganou nossos pais no Éden corrompeu suas
mentes. Esta tem sido sua estratégia desde o princípio. O diabo atingiu a teologia,
isto é, a forma como viam Deus e a simplicidade com que obedeciam.
Paulo faz questão de demonstrar isto neste versículo. Esta
é a forma do diabo agir, desde o princípio. Quando Satanás muda a simplicidade
da fé ele também muda a nossa forma de agir. Teologia precede ética. As pessoas
agem com base naquilo que creem. Na Carta aos Romanos lemos: “A ira de Deus
se revela dos céus contra toda impiedade e perversão dos homens que detém a verdade
pela injustiça.” (Rm 1.18) Os homens tentam deter a verdade (conceituação,
forma de crer), pela injustiça (prática, forma de agir). É porque eles querem
agir da forma de forma pecaminosa, sem a direção de Deus, que eles mudam o
critério da verdade e sua eficiência.
Ele corrompe intelectualmente a mente. Stott afirma:
“Todo movimento de poder tem a filosofia que se apossou da mente, inflamou a
imaginação e captou a devoção de seus seguidores. Basta pensar nos manifestos fascistas
e comunistas deste século, nas obras “Mein Kampf” de Hitler, “Des Kapital”, de
Marx, e “Pensamentos” de Mao-Tse-Tung.”
Quando alguém sai para caçar, ele mira na cabeça e não
na cauda, pois se o tiro atingir a cabeça, o animal morrerá. Ideias são mais
fortes que os exércitos. Ideologias são mais fortes que os governos. Quanto
mais os homens reprimem a verdade de Deus, mais fúteis e insensatos se tornam na
forma de pensar. Por esta razão, Deus se revelou por intermédio de palavras às
mentes humanas. Sua revelação é uma revelação racional a criaturas racionais.
Nosso dever é receber a mensagem, submeter-nos a ela, esforçarmo-nos por
compreendê-la e aplicá-la ao mundo que vivemos.
Grande parte da Batalha espiritual se passa na mente
humana. Travar esta guerra implica em reconhecer que quando o pensamento não é
reto ou não está em harmonia com o pensamento e a verdade divina, o homem será
levado a disposições mentais reprováveis. O diabo está sempre instilando ideias
falsas e erradas na mente humana.
A igreja em Corinto, na verdade, estava admitindo alguns
pregadores com conteúdo anticristão. Alguns estavam pregando heresias, Paulo
denuncia três pontos de vista contrários à fé cristã sendo apregoada por tais
mestres, e infelizmente aquela igreja estava tolerando este tipo de mensagem: “Se, na
verdade, vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou se aceitais
espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente que não
tendes abraçado, a esse, de boa mente, o tolerais.” Paulo não entende como aquela igreja podia ser tão complacente com
pessoas tão heréticas.
Quais problemas estavam presentes?
Uma cristologia diferente
Um espírito
diferente
Um Evangelho diferente
Uma cristologia diferente
Eles estavam falando de Jesus, mas na verdade não
estavam falando do Jesus da Bíblia. Era outro Jesus, adequado à sua realidade.
Deixe-me dar um exemplo simples:
Alguns anos atrás, numa reunião em uma organização de homens de negócios e
profissionais, Dr. James Fanstone ouviu o presidente desta associação falar
de Jesus como um amigo. Após esta declaração, Dr. Fanstone pegou a palavra e falou
enfaticamente: “Eu chamo Jesus de amigo, mas gostaria de dizer que ele é muito
mais que amigo. Ele é meu Deus, meu salvador, meu redentor, ele veio para
assumir meu lugar na cruz e me redimir de meus pecados.”
O que ele fez? Ele clarificou a ideia de quem é Jesus.
Muitas pessoas estão falando de Cristo, mas será que o
Jesus do qual eles falam é o Jesus do qual a Bíblia fala?
Paulo percebia algo muito grave na cristologia da Igreja
de Corinto, e a visão que tinham de Cristo naquela igreja. Quais são as grandes
heresias cristológicas de história da Igreja cristã, e como ela pode sutilmente
penetrar na igreja ainda hoje? Precisamos estar alerta em relação a este
assunto, porque na verdade, nem sempre o Cristo que tem sido pregado é o Cristo
das Escrituras Sagradas.
Jesus humano, não Divino - Alguns outros grupos também confundiram a natureza divina de Cristo,
entre eles os ebionitas e alogianos. Outro grupo forte foi do Arianismo. Ário, bispo
do Século IV, negava a natureza divina de Cristo, até que esta discussão chegou
ao Concílio de Nicéia (325 d.C.) e mais tarde de Constantinopla. Hoje em dia este
pensamento é defendido entre os unitaristas (Igreja unitariana) e Testemunhas
de Jeová. Os arianos consideravam Cristo como um ser criado, nem Deus nem
homem, uma espécie de semideus e os Testemunhas de Jeová acreditam e pregam
isto. Parece uma ideia nova, mas esta é uma tese bem antiga.
Jesus Divino, não humano - O gnosticismo e o docetismo do século II negaram a humanidade real de
Cristo. Diziam que Jesus era apenas aparentemente humano (docetismo, verbo dokein,
do grego que sig. “parecer”) e que o Deus Todo-Poderoso jamais poderia se
encarnar, se tornar homem, porque a matéria é essencialmente má.
Ignorar, negar, ou minimizar o Cristo histórico, tem
profundos efeitos sobre a mensagem, missão e práxis eclesial.
Jesus, e mais alguma coisa - Isto se manifestou de forma muito forte na Igreja da Galácia. Um grupo
de pessoas dizia: “É necessário crer em Cristo, mas a circuncisão é
indispensável”. Em nossos dias ainda algumas igrejas dizem: “É necessário crer
em Cristo, mas se não guardar o sábado não há salvação”. Definitivamente é um
Jesus diferente.
Jesus Salvador, mas não Senhor – Alguns pregam a mensagem de um Cristo que traz benção, cura e
salvação, mas sem anunciar ao mesmo tempo que este Jesus exige submissão
completa. Que seguir a Cristo exige submissão, obediência e que não há
discipulado barato. Aceitar a Jesus é muito mais que tê-lo num cantinho da vida
religiosa. Aceitar a Jesus significa deixá-lo dirigir nossa experiência pública
e privada, em casa, no trabalho, onde quer estivermos e o que estivermos
fazendo.
Um espírito diferente
Este texto também afirma: “ou se aceitais
espírito diferente que não tendes recebido.” Por aceitarem “outro Cristo”, estavam também
subordinados a “outro espírito”. Este texto não fala do Espírito Santo, mas de outra
força ou entidade, de espírito malignos que agem quando o verdadeiro Cristo não
é pregado. Paulo está falando de poderes demoníacos. Pregar outro Cristo atrai
outro espírito que não é o Espírito Santo. Sem a mensagem simples e clara de
Cristo surge uma nova e maligna espiritualidade. Muitas pessoas têm experiências
e sensações, mas isto não significam que estejam sendo dirigidos pelo Espírito
de Deus. Havia coisas inerentes na forma daquela igreja interpretar o
evangelho, que os levava a viver de forma diferente daquilo que Deus queria. Uma
nova fonte espiritual passou a guiá-los. Eles aceitaram um “outro Jesus” e
estavam sendo guiados por “outro espírito.” A igreja de Corinto estava
aceitando a ação de outro espírito, que não era o Espírito de Cristo.
Um Evangelho diferente
Existe apenas um evangelho de nosso Senhor Jesus, mas
estes apóstolos estavam trazendo uma mensagem contaminada e diluída. Era água
misturada ao leite. Ao escrever a Carta aos Gálatas Paulo afirma que mesmo que
um anjo do céu pregasse evangelho diferente do que ele havia pregado, deveria
ser anátema, ou maldito. (Gl 1.6) Ele usa uma palavra forte. Por que foi tão
enfático nesta questão?
Ao lermos a carta aos Coríntios, veremos que Paulo
admite a possibilidade de pastores serem verdadeiros demônios, ou instrumentos
do diabo. (2 Co 11.13-15) lamentavelmente eles estavam pregando, eles assumiam
o púlpito da igreja, ensinavam na Escola dominical e em pequenos grupos. Não é
surpreendente? A igreja aceitava e engolia a mensagem que estes agentes
demoníacos traziam à igreja. A Igreja de Corinto não questionava o que estava
sendo ensinado.
Ao enviar uma carta à Igreja de Éfeso, Jesus denuncia
aqueles que “se declaram apóstolos e não são.” (Ap 2.2) Ao enviar a
mensagem à Igreja de Tiatira, Jesus afirma que havia uma mulher que “se
declarava profetisa”, e que estava não apenas ensinando na igreja, mas
ainda seduzia os servos de Deus a praticarem a prostituição e a comerem coisas
sacrificadas a ídolos. (Ap 2.20) Na carta a Tito Paulo fala de obreiros, movidos
por “torpe ganância.” (Tt 1:10,11) Eram obreiros, remunerados na igreja,
mas a motivação deles não era a glória de Cristo. Em todas as gerações, a
mensagem do evangelho tem sido diluída e alterada. Mas devemos lembrar que o
evangelho não precisa de nenhum acréscimo, e de sua mensagem nada pode ser
retirado. Não existe “outro evangelho” porque este “outro” é o anti evangelho,
oposto e inimigo do verdadeiro evangelho. A igreja de Corinto estava
assimilando um evangelho contaminado.
Paulo afirma: “Não é de se admirar, porque o próprio diabo
se transforma em anjos de luz”. (2 Co 11.14) Satanás procura alterar e
confundir a mensagem, e para isto usa a estratégia de infiltração, colocar seus
mensageiros para trazer confusão, e descrédito ao evangelho.
A. T. Robertson (1863-1934), grande erudito
do Novo Testamento, afirma que Paulo não admite dois evangelhos (ouk estin
állo), mas classifica o “evangelho” judaizante (o evangelho de Cristo
mesclado com práticas judaicas) [cf. At 15.1; Cl 2.16,17]) como héteros,
radicalmente diferente do único e verdadeiro evangelho. Os gálatas estavam
abandonando o evangelho em favor de um diferente, que proclamava a fé em
Cristo, adicionada às obras da lei como o caminho para a salvação.
O Livro de Mórmon traz na capa o subtítulo: um outro
testamento de Jesus Cristo. Com certeza, esse outro testamento é
o anti evangelho.
Conclusão: O que pode
sustentar nossa vida?
Neste texto temos algumas recomendações:
§ Tome cuidado com sua mente. Em que você está crendo? O que você crê
determina o que você fará. Mente é oficina do diabo, se estiver vazia melhor
ainda…
§ Não se aparte da simplicidade. Descomplique sua relação pessoal com Deus.
Mantenha sua fé simples, leia a Bíblia devocionalmente, mantenha um sincero
desejo de santidade.
§ Viva uma vida de pureza moral – Não negocie as propostas do diabo.
Cuidado com a grama do vizinho que parece sempre mais verde. Cuidado com as
ofertas irresistíveis de satanás para sua vida.
“Cuida de ti mesmo e da doutrina.” Esta foi a
recomendação de Paulo a Timóteo se aplica perfeitamente a nós. Se você não
cuidar das verdades do evangelho, você será presa fácil do diabo
Entregue sua vida a Jesus se ainda não o fez. A única
forma de estar protegido das artimanhas do maligno é estando debaixo da
proteção do Senhor.
Jesus certa vez disse: “Eu sou o bom pastor, o bom
pastor faz sair as ovelhas que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o
seguem, porque lhe reconhecem a voz; mas de modo nenhum seguirão o estranho;
antes, fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.” (Jo 10.4,5)
É maravilhoso o que Jesus diz neste texto. As ovelhas,
conhecem a voz do pastor e seguem a voz do pastor. Elas se assustam e fogem quando
chamadas por um estranho. Pessoas que ainda não são do aprisco de Cristo, não discernem
a voz deste pastor, é são facilmente seduzidas pelas propostas do diabo. Elas
não sabem se a voz é do bom pastor, ou se é do inimigo, porque apenas as
ovelhas de Cristo são capazes de reconhecer sua voz, e por isto jamais seguirão
o estranho.
Há muita voz... há muitos convites. Mas só existe um
pastor verdadeiro. Jesus
Que Deus nos ajude