segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Conferência de Casais. Palestra 3: Casamento Criativo




Pedro Dulci – 27.10.2018
Park Hotel Imperial – Anápolis

O que vem à sua cabeça quando falamos de “casamento criativo?”

Criatividade normalmente é lembrada pelo antônimo: Monótono, rotineiro.

Risco: Tirania da criatividade (pressão).
Para alguns, parece absolutamente tedioso viver com o mesmo parceiro, por décadas.
Outros, desejam imitar determinadas relações pecaminosas e costumes pagãos para “apimentar a relação”.

Todas piadas sobre casamento são ruins:
a.     Casamento é bom... bem melhor que morrer queimado!
b.     Piscina gelada... os de dentro ficam chamando para entrar, dando a entender que é bom...
c.      Já pensou em se divorciar? Não! Mas matar, várias vezes...

Estatística: revista Veja, 2016
1/3 dos casamentos termina em divórcio.
Tempo médio de casamento dos divorciados: 15 anos.

Problema cultural: Empoderamento feminino e embananamento masculino.

Eva Illouz: filósofa judia . Livro: “Amor nos tempos de capitalismo”.
Casamento hoje possui uma visão mercadológica, consumista. A lógica do consumo prevalece. Melhor custo/beneficio. Novas ofertas, promoções, relações que trazem mais beneficio.

O que pressiona os casais hoje a quererem um casamento criativo e mirabolantes?
O paradoxo nos levou a este pessimismo.
O altíssimo grau de pessimismo em relação ao casamento é fruto de uma imagem idealizada do matrimonio criativo.

Kevin Vanhoozer: teólogo: “Quadros de uma exposição teológica” (2016)
“A descrição da imaginação como geradora de falsas imagens nos mantém cativos. Temos uma falha de imaginação evangélica. não conseguimos ligar os pontos culturais com os pontos bíblicos”.

O que nos vem à mente quando pensamos em artistas criativos?
Sempre pensamos em pessoas malucas, fora da curva, doidonas, do tipo do Alen Gensburg. Estes são exemplos de criatividade destrutiva. Inovação pecaminosa pode ser motivo de fragilização de uma relação. Corremos perigos de estarmos viciados no padrão de uma cultura pecaminosa.

C. S. Lewis: (1964): Professor de literatura Oxford.
“Precisamos não de uma criatividade que põe sentido, mas que reconhece sentido”. Para por sentido, a geração atual decide não fazer uma aliança, mas um contrato, afinal dizem: “Juntado com fé, casado é”.

Ef 5.32, Paulo fala de casamento como um mistério profundo.
O significado precisa ser encontrado no Evangelho, conduzido por imagens bíblicas. O propósito é retratar a relação entre Cristo e seu povo, experiência da Trindade.

Edith Schaeffer: livro “celebração do matrimonio” (1975).

Como discipular nossa imaginação para o casamento criativo?

Algumas dicas:
1.     Não adultere sua imaginação com outro – Não só com pornografia, adultério, lascívia. Nem mesmo gaste tempo com outra pessoa, seja ela amiga ou amigo.

2.     Não adultere sua imaginação em casa – Coloque a mesa, arrumada, bonita, sirva de forma bonita, criativa. Aprenda a admirar a criação. “prepare seu lar com o máximo de ingredientes inspiradores”(Edith Schaeffer). Faça algo com amor, sirva com inspiração. Faça o melhor com os materiais à mão.

3.     Não adultere sua imaginação no Evangelho – Como fazer seu casamento dar certo? O Evangelho tem poder e nos dá o modelo. Por meio do casamento, o mistério é restaurado. Por que fazer ao cônjuge? Por causa do evangelho.

Conferência de Casais. Palestra 2: Conduzindo a família através da oração e dependência de Deus



Pr. Jesus Aparecido – 27.10.2018
Park Hotel Imperial – Anápolis

Texto: Tg 5.17-18

Moisés ficou 40 anos achando que era alguém, 40 anos para aprender que não era ninguém e 40 anos para saber quem era Alguém.

Palestra: O que não me contaram no casamento antes de me casar? Só depois da convivência conseguimos entender realmente quem é o outro.
Na verdade, falamos muito em deus, mas sempre na perspectiva de instrumentalizá-lo. Somos arrogantes. Nossa força é nada, mas a arrogância é imensa!
Precisamos de Deus.
Nascimento do filho: Ninguém tem manual. Todos somos marinheiros de primeira viagem. Filhos são diferentes.

No mundo da incredulidade, o homem tomou posse da sua vida e desprezou Deus.
Biografia de Mandela, depois de 27 anos numa mina de calcário, lhe perguntaram como ele sobreviveu sem se tornar vingativo e amargo. ele responde: “Eu sou o senhor do meu destino, eu sou o capitão de minha alma”. Apesar de tal afirmação ser muito interessante e deve ser lido na perspectiva de sua fala, este não é o discurso de um homem de Deus. Não somos donos do nosso destino!

Nietzsche: “Deus está morto. Quem o matou? Eu e você!”
Temos uma perspectiva deísta: Deus distanciado.

Ricardo Barbosa:
“A pior forma de ateísmo não é o materialismo dialético ou o filosófico, ensinado nas universidades, que nega a existência de Deus, mas o ateísmo evangélico, que transforma Deus num ser distante”.

Schaeffer: “O Deus que intervém, está presente! Responde nossas orações”.

Tg 5.16: “Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo”. A soberania de Deus não é determinista.

Por que orar?
A.     A Bíblia ensina a orar...
B.     Jesus orava...
C.     Deus responde nossas orações.

Paul Washer: Os discípulos ao verem Jesus orar, não pedem para que ele lhes ensine a andar sobre as águas, nem a fazer milagres e curar, mas a orar.
Você pediria a alguém que não ora para ensinar a orar? Você pediria a um perna de pau para ensinar seu filho a jogar futebol?

At 10.4: Cornélio é um homem temente a Deus que de contínuo orava e dava esmolas. Suas orações e seus atos de bondade foram guardados diante de Deus. Assim como também são guardados diante dele nossos atos de maldade. Tudo o que você  fizer, não espere reconhecimento, Deus sabe... ele está vendo...

Hb 13.5-6: oração nos leva à dependência de Deus.
Como orar?
A.     De acordo com a vontade de Deus – “Seja feita a tua vontade”. No céu, a vontade de Deus é sempre feita. O único lugar em que a vontade de Deus não tem sido feita é na terra.
B.     Orar com fé – Para orar é preciso ter fé (Hb 11.6). perseverança.
a.     Elias era um homem sujeito às nossas mesmas paixões.
b.     Como os profetas eram frágeis e humanos.
                                               i.     Jeremias: briga com Deus, pede para abandonar seu ministério, entrega os pontos.
                                              ii.     Elias. Ora e desce fogo dos céus, mas era humano, depressivo. Mas orou sete vezes. Será que desistiríamos? Ele orou porque cria, orou contra a desesperança, e correu quando viu um pequeno sinal.
                                            iii.     Moisés: batalha decidida com mãos levantadas.

A verdade é que ESTAMOS MUITO INCRÉDULOS!
Mãos levantadas, joelhos dobrados, definem a sorte de uma nação. Mantem uma família em pé, sustentam o casamento.

Conferência de Casais. Palestra 1: Forçado pelas circunstâncias?


Forçado pelas circunstâncias
Nilton Barbosa – 26.10.2018
Park Hotel Imperal – Anápolis

Texto: 1 Sm 13.8-12

Ponto central:
Saul saiu para encontrar s jumentas extraviadas da fazenda e se deparou com o profeta Samuel. Como um incidente trivial, pode estar dentro do propósito de Deus?

Circunstâncias são caminhos que ele usa para nos levar onde quer nos levar.
Deus trabalha através das circunstâncias e nas circunstâncias.

Saul, na ânsia de decidir, fez aquilo que não poderia fazer
Circunstâncias aparecem com cara de ameaça e medo.
            Os de fora dizem: você não vai fazer nada?
            OS de dentro dizem: Se mexe meu amigo
Elas nos fazem ver apenas as pressões. Quantas vezes saímos de casa para um jeito, seja qual for, como fizeram
Sara e Abraão...
Esaú: Imediatismo
Rebeca: Deu um jeito... mentiu – Até Jacó se assustou: Isto é maldição!
Forçado pelas circunstâncias nos perdemos de Deus e desonramos o Sagrado.

A verdade:
Não somos servos das circunstâncias. Não devemos ceder. Elas são variáveis e mudam. Deus é Senhor das circunstâncias e as usa, se não nos deixarmos pressionar e nem tentarmos defender Deus.

Rom 8.28: “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”. Boas, ruins, acidentais, previsíveis.
Circunstâncias ruins num primeiro momento tem cara de salário atrasado, luto e morte, mas as coisas não acontecem aleatoriamente.

Pv 5.6: “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento”. Veja deus em seus caminhos e ele endireitará as suas veredas.