sexta-feira, 8 de setembro de 2023

2 Cr 34.1-7 Quando jovens decidem seguir a Cristo


 

 

Quando jovens decidem seguir a Cristo

2 Cr 34.1-7

 

 

O reinado de Josias

¹ Tinha Josias oito anos de idade quando começou a reinar e reinou trinta e um anos em Jerusalém.

² Fez o que era reto perante o Senhor, andou em todo o caminho de Davi, seu pai, e não se desviou nem para a direita nem para a esquerda.

#  A purificação do templo e do culto

³ Porque, no oitavo ano de seu reinado, sendo ainda moço, começou a buscar o Deus de Davi, seu pai; e, no duodécimo ano, começou a purificar a Judá e a Jerusalém dos altos, dos postes-ídolos e das imagens de escultura e de fundição.

Na presença dele, derribaram os altares dos baalins; ele despedaçou os altares do incenso que estavam acima deles; os postes-ídolos e as imagens de escultura e de fundição, quebrou-os, reduziu-os a pó e o aspergiu sobre as sepulturas dos que lhes tinham sacrificado.

Os ossos dos sacerdotes queimou sobre os seus altares e purificou a Judá e a Jerusalém.

O mesmo fez nas cidades de Manassés, de Efraim e de Simeão, até Naftali, por todos os lados no meio das suas ruínas.

Tendo derribado os altares, os postes-ídolos e as imagens de escultura, até reduzi-los a pó, e tendo despedaçado todos os altares do incenso em toda a terra de Israel, então, voltou para Jerusalém.

 

Introdução

 

Se eu pudesse dar um conselho à igreja de Cristo eu diria o seguinte: Jovens, decidam logo por Cristo! Não adiem seu compromisso.

 

Muitas pessoas demoram demais a decidir levar uma vida de compromisso e santidade. Já vi adolescentes e jovens se rendendo a Cristo e até mesmo crianças de todo coração e quando isto acontece o reino de Deus é muito abençoado.

 

Quero citar dois exemplos:

 

Dwight Lyman Moody (D. L. Moody) nasceu em 5 de fevereiro de 1837, em East Northfield, Massachusetts (EUA). Aos 17 anos saiu de casa para trabalhar em Boston e lá foi convertido do unitarismo ao cristianismo bíblico. Ele pediu a seu tio, Samuel Holton, um emprego. Relutantemente, o tio o contratou para trabalhar em sua própria loja de calçados. No centro de Boston há uma placa marcando o lugar em que Moody trabalhou se converteu. Em 21 de abril de 1855, Kimball, seu professor da escola dominical, visitou a Loja de Sapatos Holton, encontrou Moody em um depósito e ali falou com ele sobre o amor de Cristo. Moody aceitou o amor de Deus e dedicou sua vida a servi-lo. Sua conversão iniciou sua carreira e ele se tornaria o maior evangelista do Século XIX, estabeleceu o Instituto Bíblico Moody que tem servido de grande benção às igrejas evangélicas ainda hoje, e tem preparado pregadores, missionários e líderes em todos os continentes do mundo.

Ter se convertido de todo o coração aos 17 anos, foi algo maravilhoso para sua vida e para o reino de Deus.

 

Billy Graham foi o maior evangelista no século XX, e alguns acreditam que ele foi o maior evangelista de todos os tempos. Com suas cruzadas ao redor do mundo, acredita-se que cerca de 2,5 milhões de pessoas, tenham tomado uma decisão por Jesus. Ele nasceu em 7 de novembro de 1918 em Charlotte, e se converteu aos 16 anos de idade. Entre suas conhecidas frases podemos citar:

-"A Bíblia é mais atual do que o jornal de amanhã!"

-"Estude a Bíblia para ser sábio; creia na mesma para ser salvo; siga os seus preceitos para ser santo."

-"Eu li a última página da Bíblia. Tudo vai dar certo."

A conversão de Billy Graham aos 16 anos, certamente foi um marco importante para sua vida e para a igreja de Cristo.

 

Muitos demoram a tomar uma decisão séria e profunda por Cristo. Se perdem nas paixões da mocidade, nos entretenimentos e distrações, nas demandas acadêmicas ou profissionais e adiam seu compromisso. Por isto, a vida de Josias atrai tanto. Ele foi uma pessoa com compromissos e propósitos claros por Deus desde cedo.

 

Ele assumiu o trono aos 8 anos de idade, num contexto complexo.

 

Seu avô, Manassés, foi considerado o pior e mais pervertido rei de Israel, por causa da sua idolatria e violência. Felizmente ele se converteu no final da vida, depois de ter sido exilado na Babilônia e pode reparar ainda muitos dos seus erros como rei.

 

Seu pai, Amom, não temia a Deus e não se importava com as coisas de Deus. Ele só reinou dois anos e morreu de forma trágica aos 24 anos, assassinado pelos seus servos numa conspiração dentro do palácio. (2 Cr 33.24) A Bíblia faz três afirmações sobre seu pai:

a.     Não se humilhou - (2 Cr 33.23)

b.     Acrescentou mais e mais culpa (2 Cr 33.23)

c.     Induziu outros ao erro (2 Cr 33.22)

 

Neste cenário, surge o jovem rei Josias. Colocado às pressas para ser rei, aos 8 anos de idade. Certamente recebeu a tutela de pessoas sensatas e comprometidas com Deus. O fato é que, aos 16 anos, vemos Josias assumindo posições muito claras em relação à sua fé:

 

“Porque, no oitavo ano de seu reinado, sendo ainda moço, começou a buscar o Deus de Davi, seu pai; e, no duodécimo ano, começou a purificar a Judá e a Jerusalém dos altos, dos postes-ídolos e das imagens de escultura e de fundição.” (2 Cr 34.3)

 

O que acontece quando buscamos a Deus desde cedo?

 

1.     Tomar decisão de seguir a Cristo na juventude evita angústias e sofrimentos que advém pelos pecados.

 

Nem todo sofrimento é causado pelo pecado, mas muito sofrimento é causado por transgressões à Lei de Deus e decisões equivocadas.

 

Ec 7.28 diz: “Eis o que tão somente achei: Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias.”

 

O fato é que a vida é essencialmente simples, mas nós a complicamos com os nossos pecados. Muitas vezes vejo adolescentes e jovens, cheios de vida, exuberantes, bonitos, envolvidos com a igreja, se consagrando, mas começam a enveredar pelo mundo, tomando decisões erradas, se tornando promíscuos muito cedo, pecando sexualmente contra Deus, encharcando a cara na bebida, enveredando-se pela maconha, e nós já sabemos o resultado disto tudo. Eles eventualmente voltarão, mas muitos, lamentavelmente, se perderão e não conseguirão achar o rumo da volta da casa e da comunhão com Deus. Estatisticamente falando, quando os jovens entram para a universidade, 20% continuam firmes no caminho do Senhor, 20% se afastam e eventualmente retornam, e 60% se perdem pelo caminho, abandonando a Deus e seus princípios.

 

O pecado traz muita dor e sofrimento. Veja o exemplo do avô de Josias, o rei Manassés. Quanto sofrimento ele trouxe ao coração de Deus, ao povo de Israel e a si mesmo.

 

2.     Tomar decisão de seguir a Cristo na juventude potencializa dons e talentos para o Reino de Deus.

 

Igrejas saudáveis geralmente possuem uma mocidade saudável e santa. E uma juventude cheia do Espírito Santo, abençoa vidas.

 

Eu tomei a decisão de forma mais consciente de seguir a Cristo aos 16 anos. Eu já trabalhava no Bradesco com carteira assinada e tudo. Neste emprego um dos meus colegas, também jovem, e iniciando sua carreira bancária se identificou muito comigo. Posteriormente fez o concurso no Banco do Brasil, e muitos anos depois, quando cheguei a Anápolis me reencontrei com ele. Ele é um homem crente. Ele me fez uma declaração da amizade e concluiu: “Sua vida de fé, sempre me inspirou e me desafiava. Mais tarde, também me aproximei de uma igreja e entreguei minha vida a Cristo.”

 

Eu era ainda muito jovem, minha fé era frágil. Mas eu era crente. Meu testemunho, já nesta idade, levaria alguém a querer desejar o mesmo Deus que já havia me alcançado. Não é maravilhoso pensar nisto?

 

Jovens sucateados pelo pecado, despotencializam o reino de Deus.

 

Em 2003, no início do meu ministério em Anápolis, fizemos um acampamento no carnaval. Não conseguimos encontrar muitos jovens que pudessem liderar o encontro conosco, mas alguns adolescentes se voluntariaram e se tornaram equipantes. O problema é que o acampamento era de jovens e alguns acampantes eram bem mais jovens que os equipantes. Tivemos um problema e quando fomos lidar com a disciplina, um dos jovens mais velhos disse: “Quem são estes pirralhos para liderar o acampamento?” Ele estava certo. A equipe era muito jovem. Mas minha esposa respondeu: “Eles estão liderando porque vocês, que já são mais velhos e experientes, não assumiram ainda uma vida de compromisso com Cristo.” Naquele acampamento, para vocês terem uma ideia, alguns jovens saíram escondidos, se envolveram numa briga em Pirenópolis, e um deles foi preso.

 

Jovens dominados pelo pecado não podem colocar suas vidas a serviço do reino. A igreja de Cristo perde. O reino de Deus perde. O pecado não permite que suas vidas possam ser instrumentos de bençãos nas mãos do Senhor, porque o método de Deus é usar vidas que estejam quebrantadas nas suas mãos.

 

3.     Tomar decisão de seguir a Cristo ainda jovem evita o fracasso de uma vida de pecado.

 

A Bíblia afirma que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23). Paulo pergunta aos Irmãos recém-convertidos da igreja de Roma: “Naquele tempo (ele se referia ao tempo em que eles ainda eram escravos do pecado), que resultado colhestes? Somente as coisas de que, agora, vos envergonhais, porque o fim delas é a morte.” (Rm 6.22)

 

Qual é resultado do pecado na vida das pessoas?

O pecado gera depravação do espírito (Mt 22.37; Rm 1.21-23);

Depravação do corpo (1 Co 6.13);

Obscurece o intelecto (Rm 1.28; Ef. 4.17; 1 Co 1.21)

Contamina as emoções (Rm 1.26).

 

Carlyle afirma que “o pecado foi, é e será, eternamente o pai da miséria”. G. E. Wright diz: “Pecado como ato da vontade tem seus concomitantes integrais físicos, psíquicos e sociais, incluindo a corrupção da própria vontade”. (Deuteronômio: Biblia do Homem na sociedade – pág.52)

 

Provérbios, o livro de sabedoria da Bíblia afirma: “Com a sabedoria edifica-se a casa, e com a inteligência ela se firma; pelo conhecimento se encherão as câmaras de toda sorte de bens, preciosos e deleitáveis.” (Pv 24.3,4)

 

Este é tripé do sucesso na filosofia de vida Judaica:

Sabedoria

Inteligência

Conhecimento.

 

Muitos jovens são inteligentes e cheios de conhecimento (informação), mas falta-lhes sabedoria (prudência, sensatez, equilíbrio).

 

O pecado gera fracasso e ruína. Pode parecer charmoso e encantador, mas é apenas uma sugestão diabólica. Fique atento com as propostas do diabo. “todas as maçãs do diabo são bonitas, mas todas elas têm bicho.” O pecado destrói.

 

Como servir a Deus desde cedo?

 

Ao estudarmos a vida de Josias, vemos três atitudes que foram marcantes na sua história, e todas elas podem ser aplicados a todos aqueles que desejam seriamente seguir a Cristo.

 

A.    Comece a buscar a Deus – “Porque, no oitavo ano de seu reinado, sendo ainda moço, começou a buscar o Deus de Davi, seu pai.” (2 Cr 34.3)

 

Com 16 anos, Josias começou a buscar o Deus de seu pai, Davi.

Quem busca encontra Deus. O Profeta Jeremias afirma: “Invoca-me e te responderei. Anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes.” (Jr 33.3) Ele se revela àqueles que o procuram de todo coração. Buscar a Deus é um ato de fé, daqueles que confiam que ele nos ama e vai responder. A Bíblia diz: “Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração.” (Pv 29.13)

 

Comece a ler a Bíblia, devocionalmente. Desenvolva vida devocional, momento silencioso. Não se afaste de sua igreja local. Participe das reuniões de pequenos grupos, seja encorajado e encoraje outros a seguir a Cristo. Estar perto das coisas espirituais, deixar o entretenimento um pouco de lado. Desejar a Deus é fundamental para nossa transformação. Peça a Deus que te ilumine, te guarde e te acompanhe, santifique seus pensamentos, seus lábios, seu olhar.  

 

Josué, nunca se apartava da Tenda. Josué era um jovem que servia a Moisés, ele dedicava todo o seu tempo auxiliando Moisés no seu ministério. A Bílbia afirma que “o jovem Josué não se apartava da tenda.” (Ex 33.11). Ele estava perto das coisas de Deus, tinha prazer em servir Moisés, em aprender de Deus. Mais tarde, ele será o substituto de Moisés. Desde cedo ele tinha o coração inclinado às coisas de Deus. Os jovens, na sua maioria, que amanhã estarão lierando esta igreja, são os jovens que hoje assumem compromisso profundo pela vida de santidade e compromisso com as verdades do Evangelho.

 

B.     Destrua os ídolos – “No duodécimo ano, começou a purificar a Judá e a Jerusalém dos altos, dos postes-ídolos e das imagens de escultura e de fundição. Na presença dele, derribaram os altares dos baalins; ele despedaçou os altares do incenso que estavam acima deles; os postes-ídolos e as imagens de escultura e de fundição, quebrou-os, reduziu-os a pó e o aspergiu sobre as sepulturas dos que lhes tinham sacrificado.” (2 Cr 34.3-4)

 

Ídolos são sutis. Precisam ser desmascarados. O grande problema da nossa vida é a dificuldade que temos de dar a Deus a centralidade de tudo que fazemos (Rm 1.18-23). Não queremos dar a honra que Deus é merecedor, por isso criamos ídolos, ou melhor, estabelecemos coisas como deuses para nossas vidas. Para negarmos o controle de Deus sobre nossas vidas, nós escolhemos outras coisas que possam ser substitutos de Deus.

 

Tim Keller. “Na base de nossas escolhas, nossa estrutura emocional, nossa personalidade é um falso sistema de fé centralizado em um ídolo".

 

Mesmo após a conversão, facilmente somos distraídos pelos “ídolos de nosso coração”. Ezequiel fala que os homens “Levantaram ídolos dentro do seu coração” (Ez 14.3). Ídolo tem a ver com nosso coração. Deus revela aqui não que estas pessoas adoravam determinados ídolos feitos em barro, de forma externa, mas que os ídolos estavam arraigados nos seus corações.

 

ídolos controlam e afetam o coração, tomam o espaço da alma, e nos faz pensar que é impossível ser feliz ele. 

ü  Glutonaria - transforma a comida em sua obsessão.

ü  Ambição - Torna-nos escravos do sucesso e do reconhecimento humano.

ü  A luxúria - Nos faz depender de sexo e pornografia.

ü  A ganância do dinheiro – nos faz viver em torno do lucro.

ü  Vaidade – nos torna prisioneiro da estética.

Os ídolos nos fazem crer que sem eles não podemos ser felizes. Ídolo é um sempre um substituto de Deus e nos predispõe a viver de forma independente de Deus.

 

A segunda coisa que Josias fez foi quebrar os ídolos. Poucas coisas são tão urgentes e necessárias atualmente que quebrarmos os ídolos, que nos escravizam e nos desviam de Deus.

 

C.    Reencontre a Palavra de Deus – “Quando se tirava o dinheiro que se havia trazido à Casa do Senhor, Hilquias, o sacerdote, achou o Livro da Lei do Senhor, dada por intermédio de Moisés. Então, disse Hilquias ao escrivão Safã: Achei o Livro da Lei na Casa do Senhor. (...)Relatou mais o escrivão ao rei, dizendo: O sacerdote Hilquias me entregou um livro. Safã leu nele diante do rei. Tendo o rei ouvido as palavras da lei, rasgou as suas vestes.” (2 Cr 34.14-16-19)

 

Este texto é interessante porque nos mostra que o povo tinha perdido o livro da Lei, dado por Deus e escrito por Moisés, que servia de orientação espiritual para o povo. O curioso, é que o texto parece nos mostrar que o rei não conhecia a Palavra, ainda que fosse consagrado a Deus. Agora Hilquias achou o livro e enviou o escrivão Safã ao rei para ler a Bíblia, ler a Lei de Deus.

 

A leitura da Lei, causou profundo impacto no jovem rei. Ele ficou quebrantado pela Palavra de Deus. “Tendo o rei ouvido as palavras da lei, rasgou as suas vestes.” (2 Cr 34.19). Esta é uma cena clássica de quebrantamento e arrependimento profundo. Era uma forma antiga de dramatizar a dor ou o pesar. A palavra de Deus tem o poder de nos impactar de forma profunda, gerando tristeza pela realidade da nossa alma. A palavra de Deus é lâmpada para os nossos pés, luz para nosso caminho. Não existe profundidade teológica sem contato com a Palavra de Deus. Somos uma geração desatenta à Palavra. Precisamos estudá-la, aprofundar, conhecer, deixar que ela molde nossa forma de crer e ver as coisas. Precisamos ser impactados, de forma profunda, pela Palavra. Foi isto que aconteceu ao jovem rei Josias.

 

Existe ainda um detalhe neste texto que é impactante: Onde Hilquias achou a Bíblia? No templo. Isto é sugestivo e simbólico. Onde perderam a Palavra de Deus? Muitos jovens, estão dentro do templo mas não encontram a Palavra, ela está perdida. A Bíblia se perde no meio dos entulhos da alma e perde a capacidade de ser a referência moral e intelectual. Ela se perde nos escombros do pecado ou nos cantos escuros da distração das coisas do mundo.

 

Muitas pessoas estão perdendo a Bíblia dentro do templo...

 

Por outro lado, e bom observar o reverso. Onde encontraram a Bíblia? No templo. Em outras palavras: Perde-se a Bíblia no templo, mas é no templo que ela será encontrada e seu conteúdo resgatado. Apesar de termos perdido a Bíblia tantas vezes em nossos púlpitos e templos, por outro lado, é na pregação expositiva e bíblica que encontraremos as verdades transformadoras do Evangelho.

 

Evento semelhante aconteceu com Jesus quando tinha 12 anos. Seus pais o perderam no templo. O texto de Lc 2.41-52 descreve a embaraçosa situação de José e Maria que perdem Jesus nos dias agitados e turbulentos da Páscoa na cidade de Jerusalém, a festa mais importante para os judeus. Pessoas vinham de todos os lados e superlotavam a cidade, fazendo-a mais parecida com a Rua 25 de Março em véspera de Natal.

 

Jesus foi perdido no templo. As circunstâncias que levaram a perda de Jesus, são as mesmas que nos levam a afastar-se dele em nossos dias. Perdemos a Jesus por distração e desatenção.  Maria e José se descuidaram... É fácil perder Jesus dentro do templo. Perderam também por ativismo. Maria e José tinham muitas coisas com que se preocupar nesta viagem.  Havia inúmeros detalhes e envolvimentos da viagem. Podemos ver Maria, como uma mãe atarefada nos preparativos para a longa viagem.

 

A familiaridade com o Sagrado, pode nos levar a perder Jesus.  Pessoas religiosas são facilmente vitimadas por este problema. Deixam de ver o sagrado como algo importante, e tudo se torna apenas algo a mais na atarefada agenda que precisa ser feito. A estrutura organizacional pode ser ainda outra explicação possível para perderem Jesus. O templo de Jerusalém era enorme, com compartimentos reservados aos quase 4 mil levitas e músicos, que cantavam ou oficiavam, e centenas de sacerdotes encarregados dos sacrifícios. Havia o pátio dos gentios, o lugar dos santos, o santo dos santos, sala para objetos sagrados, sala para vestes, tudo isto no superlativo.

 

Podemos perder a Palavra de Deus dentro do templo. Podemos perder a Jesus dentro dos templos. É necessário dar um passo atrás, buscar o ponto de partida. Assim como Maria e José precisaram voltar para o templo para se encontrar com o menino, precisamos também repensar, à luz da Palavra de Deus, onde se encontra Deus.

 

Conclusão

 

O jovem rei Josias teve a seu favor o fato de que começou bem cedo a buscar a Deus. Ele não esperou para ficar mais velho para se aproximar do Senhor. Ele inclinou seu coração a Deus. Que benção quando jovens tomam esta decisão na vida, e o fazem bem cedo na vida. Escolhem viver uma vida de santidade e devoção, fogem das paixões da mocidade e buscam a Deus de todo coração.

 

Outra coisa que ele fez foi destruir os ídolos. Descobrir, desmascarar e destruir os ídolos é um grande desafio. Josias foi intencional neste sentido. Ele destruiu os altares dos falsos deuses. Quais são os deuses e altares que estao impedindo que você, jovem, incline seu coração apenas ao Deus verdadeiro. Você quer identificar seus ídolos? Faça três perguntas essenciais:

§  O que tenho amado mais que a Deus?

§  O que tenho temido mais que a Deus?

§  O que tenho desejado mais que Deus?

 

O Rei Josias, ainda cedo, teve contato com a Palavra de Deus que estava perdido nos escombros e entulhos da velha religiosidade. A Lei impactou seu coração. Ele não podia ignorar as advertências e orientações da Palavra. Ele rasga suas vestes. Ele quer levar o povo a obedecer a lei de Deus.

 

Comece a ler a Bíblia, devocionalmente. A leitura das Escrituras Sagradas é fundamental para seu crescimento espiritual. Peça a Deus que te ilumine, te ajude a guardá-la no coração para não pecar contra Deus.

 

 

 

 

 

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

1 Cr 7.20-23 As coisas não iam bem em sua casa

 


 

 

 

 

² Era filho de Efraim Sutela, de quem foi filho Berede, de quem foi filho Taate, de quem foi filho Eleada, de quem foi filho Taate,

²¹ de quem foi filho Zabade, de quem foi filho Sutela; e ainda Ézer e Eleade, mortos pelos homens de Gate, naturais da terra, pois eles desceram para roubar o gado destes.

²² Pelo que por muitos dias os chorou Efraim, seu pai, cujos irmãos vieram para o consolar.

²³ Depois, coabitou com sua mulher, e ela concebeu e teve um filho, a quem ele chamou Berias, porque as coisas iam mal na sua casa

 

 

 

Introdução

 

Nem sempre as coisas vão bem em nossos lares.

São lutas pesadas, conflitos não resolvidos, amarguras perpetuadas, tristeza e acusação. A Bíblia fala da mulher siro fenícia que vem a Jesus clamando: “Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim. Minha filha está horrivelmente endemoninhada.” Ter uma filha com transtornos psiquiátricos causados pelo diabo é algo pesado. Aquela mulher percebeu que sem Deus seria impossível lidar com toda a tensão causada pelo diabo, e que agia na sua filha. Satanás literalmente aninhou-se na vida

 

Existem muitos lares onde as coisas não vão bem...

 

Este texto nos fala de uma família da tribo de Efraim, e a síntese sobre a condição da família é pesada: “As coisas não iam bem em sua casa.” Outra tradução bíblica afirma: “A desgraça tinha caído sobre o seu lar.” (NTLH) O nome deste homem era Zabede.

 

De fato, as coisas não iam bem...

Ele tinha três filhos, Ézer, Eleade e Berias. Os dois primeiros adotaram um estilo de vida de contravenção, e enveredaram pelas trilhas da marginalidade. Certa vez foram roubar gado de uma fazenda da tribo de Gade, e ali foram mortos em flagrante delito. A Bíblia registra que isto causou muita dor em Zabede. “Pelo que por muitos dias os chorou Efraim, seu pai, cujos irmãos vieram para o consolar.” (1 Cr 7.22) Seus filhos eram marginais, mas isto não impediu que o pai sofresse profundamente a morte deles.

 

A morte dos filhos certamente causou dois tipos de dor:

 

Primeira, a dor física, a dor da perda, do luto. Não importa quão falhos e pecadores sejam os filhos, eles ainda são filhos. Não precisamos e nem devemos acobertá-los, transformando-os em vítimas. Já ouvi alguns relatos de pessoas ligadas a área de educação, que precisam lidar com pais que acham que seus filhos, com mau comportamento e indisciplinados na escola não podem ser repreendidos. Não é sábio defender atitudes erradas dos filhos para protegê-los. A disciplina e a correção são bíblicas e essenciais na formação do caráter, ainda que sejam processos doloridos. A Bíblia afirma que “a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe.” )Pv 19.18)

 

A bíblia fala de Eli, um respeitado sacerdote em Israel, cuja folha de serviço foi maravilhosa. Ele foi tutor e mentor do profeta Samuel, mas na sua biografia, há um grave deslize relacionado aos seus filhos e Deus o repreende severamente por isto:

 

Por que pisais aos pés os meus sacrifícios e as minhas ofertas de manjares, que ordenei se me fizessem na minha morada? E, tu, por que honras a teus filhos mais do que a mim, para tu e eles vos engordardes das melhores de todas as ofertas do meu povo de Israel?” (1 Sm 2.29)

 

Eli não foi censurado por um deslize pessoal, mas pela falta de coragem em confrontar a atitude dos filhos. Justificar comportamentos inadequados pode ter graves consequências. Os dois filhos de Eli morreriam por causa de seus pecados. Deus pesou a mão por causa de suas atitudes profanas.

 

Por outro lado, é interessante observar que é importante respeitar a dor dos outros, Zebabe perde dois fihos, e os seus irmãos vem para consolá-lo. (1 Cr 7.22) A dor é real, ainda que seus filhos mortos fossem meliantes e transgressores. Seus filhos morreram, dois deles ao mesmo tempo, mas ainda eram filhos.

 

A segunda dor que Zebabe teve, certamente foi a dor moral e psicológica. Além de perder seus filhos, eles foram mortos praticando crime. Esta dor talvez fosse ainda maior que a primeira. A vergonha de um pai pelos filhos por comportamento criminoso. A bíblia afirma que “o filho sábio alegra o pai, mas o insensato é a tristeza de sua mãe.” (Pv 10.1)

 

Aqui vemos um homem, com filhos adultos, tendo que lidar com a questão da reputação, com os comentários furtivos dos vizinhos. Já acompanhei algumas situações bem complicadas. Lembro-me da situação de um filho de um pastor, líder de uma igreja, que aos 42 anos se envolveu numa situação moral escandalosa. Ainda é visível na minha mente a dor e a vergonha dos pais por este filho. Cheguei a comentar com minha esposa que não achava justo que os pais sofressem tanto por transgressões de filhos já criados, que devem responder por si. Não acho justa esta relação de co-dependência na qual os pais de filhos adultos se sentem responsáveis e culpados por delitos de seus filhos. Afinal, “os pais não levarão o pecado dos filhos nem os filhos os pecados dos pais. A alma que pecar, esta morrerá” (Ez 18.20), como diz a Palavra de Deus.

 

Mas mesmo entendendo tudo isto, sabemos quão angustiante é para um pai ou uma mãe ver seus filhos tomando decisões erradas, comprometendo o nome da família.

 

Zebabe passa pela dor física, do luto, da morte de seus filhos, e pela dor moral, por terem morrido numa situação tão vergonhosa. De fato, “As coisas não iam bem em sua casa.”

 

A graça de Deus no meio do caos

 

Ao ler este texto, porém, observo algumas coisas interessantes.

Apesar das coisas não irem bem, esta situação não precisa ser definitiva. Deus pode mudar o ambiente de casa, derramando graça, trazendo vida.

 

Veja o que nos diz o texto:

Depois, coabitou com sua mulher, e ela concebeu e teve um filho, a quem ele chamou Berias, porque as coisas iam mal na sua casa. Sua filha foi Seerá, que edificou a Bete-Horom, a de baixo e a de cima, como também a Uzém-Seerá.”

 

A NTLH traduz da seguinte forma:

Depois ele teve relações com a sua mulher, ela ficou grávida e deu à luz um filho. Eles puseram nele o nome de Berias porque a desgraça tinha caído sobre o seu lar. Efraim foi pai de uma filha chamada Seerá. Ela construiu as cidades de Bete-Horom-de-Baixo, Bete-Horom-de-Cima e Uzém-Seerá.” (1 Cr 7.23,24)

 

Fiz questão de colocar outra tradução, porque deixa clara que ele ainda teve uma filha, cujo nome era Seerá, que resgatará a imagem da família, trazendo alegria para seus pais. Seerá era uma mulher dinâmica, empreendedora, com um viés de construção, planejamento, arquitetura e engenharia. Para vocês terem ideia, Ela construiu três cidades: Bete-Horom-de-Baixo, Bete-Horom-de-Cima e Uzém-Seerá.

 

Apesar de tudo que aconteceu com sua casa, Zebabe terá a alegria de ver o nome de sua família sendo restaurado, pela filha que Deus lhe dá. Seerá se tornou uma figura pública tão marcante que a Bíblia faz questão de registrar o nome das três cidades que ela construiu. Certamente era de um dinamismo extraordinário e isto se torna claro na construção das três cidades, sendo que a última leva seu nome.

 

O que aprendemos com isto?

É fundamental continuar vivendo e trazer de volta a vida à sua casa. 

 

Às vezes ficamos abatidos com os problemas e lutas de nossa casa. E de fato sofremos muito, mas é sempre importante lembrar que ainda há muita coisa surpreendente e linda que pode acontecer. Zebabe tenta colocar em ordem sua vida. A Bíblia diz que depois da tragédia e da dor, ele “coabitou com sua mulher, e esta concebeu.”(1 Cr 7.23) Na busca para reorganizar sua história, sua esposa ainda lhe deu um filho e uma filha, e uma destas foi Seerá.

 

A ideia de coabitar é interessante porque nos traz a ideia de que a vida precisa reencontrar seu eixo, precisa reorganizar, ressignificar. Muitas vezes a dor e a tragédia nos abate num nível que somos incapazes de dar o mínimo de ordem ao caos. A dor se torna mera dor e passamos a viver nossa história em torno da tragédia. Não precisamos negar a dor, mas não podemos viver em torno da dor.

 

Certa vez, Dr. Elon Gonçalves, conhecido pediatra de e presbítero da igreja em Anápolis, começou a assistir um rapaz que aparecia na igreja, sempre pedindo ajuda. Ele tinha o vírus da Aids, e a igreja sempre o ajudava. Mas, apesar de ser HIV positivo, tinha saúde e certo dia Dr. Elon decidiu conversar de forma mais enfática com aquele rapaz, e o que ele disse, nós nunca esqueceremos: “você não pode transformar sua dor em patrimônio.”

 

O que isto quer dizer?

Muitas vezes usamos a dor para justificar nossa negligência e para justificar comportamentos que adotamos. A dor parece se tornar um capital que podemos acionar sempre que houver necessidade.

 

Quando fazemos isto, passamos a viver em torno da dor, que pode vir em forma de uma doença física, emocional, depressão, ansiedade, culpa, vergonhar, uma traição. Desta forma, transformamos a dor na coisa mais importante da vida. Perdemos a capacidade de avançar por causa de uma experiência negativa.

 

Zebabe decide continuar vivendo. Ele precisa namorar sua mulher, ele precisa ter orgasmo (e aqui eu quero que você entenda em todos os sentidos, seja ele real ou simbólico). A vida precisa acontecer.

 

Você precisa normalizar sua vida porque você não sabe onde Deus pode levar sua história.

 

Outro aspecto fenomenal que encontra neste texto, será relatado quase no final desta perícope, e passa quase despercebido:

“... de quem foi filho Num, de quem foi filho Josué. “

 

O que vemos aqui?

O texto está falando do que aconteceria na genealogia deste homem cuja experiência foi devastadora. Da sua linhagem nascerá um dos líderes mais respeitados na história de Israel. De suas veias surgirá Josué, o sucessor de Moisés.

 

Este texto nos enche de esperança.

Muitas vezes não fazemos ideia do lugar para onde Deus quer nos levar, e o que ele deseja fazer de nossa vida se continuarmos perseverando.

 

Não dá para jogar a toalha, desistir.

Paulo afirma que somos “Abatidos, porém não destruídos - Esta afirmação diz literalmente: "Ainda que eu caia", ou "ainda que eu seja knock down, não serei knock-out". Knock down é quando o lutador recebe um soco e cai tonto pela pancada, e knock-out é quando o lutador recebe a pancada e não consegue mais se levantar. O que Paulo está afirmando é “mesmo que beije a lona", atingido, não serei destruído. O fato de cairmos não significa que a luta acabou. É necessário se levantar com a convicção de que existe jogo pela frente.

 

A característica do cristão não é a ausência de tribulação, nem a ausência de batalhas, mas que toda a vez que o desânimo ou a descrença vier, podemos ser surpreendidos por outro enredo que o Senhor construirá a despeito das circunstâncias desfavoráveis. Podemos perder uma batalha, mas não a guerra.

 

Somos inclinados a nos desesperarmos, pensando ser o fim de tudo. A Bíblia diz o contrário.

 

Em Jr 29.11 lemos: "Há esperança para teu futuro". Por isto Paulo afirma em 1 Co 4.12. "Quando perseguidos, suportamos..." Sempre existe uma rota alternativa.

 

Existe um famoso incidente na história do futebol americano, envolvendo Roy Gregalo, um renomado jogador de Atlanta. Ele jogava pela universidade, mas já era reconhecido como um grande jogador. Seu time chegou à final e todas as esperanças e olhares foram colocados sobre ele. Seu time tinha grande chance de ganhar e ele estava no auge. Foram para a decisão, estádio lotado, 70 mil pessoas. O jogo começou, os lances calculados e planejados, quando de repente, uma bola caiu no colo de Roy Gregalo. Ele saiu correndo com ela, mas no meio da confusão dos jogadores e dos gritos da torcida, ele correu contra seu próprio time, e fez um touch down contra. Só depois da loucura cometida ele se deu conta.

 

No intervalo, ele estava tão envergonhado que disse ao seu técnico que não voltaria para o campo. Seu técnico olhou nos seus olhos e disse: “Você vai voltar, reparar o que fez e eu espero que você arrebente neste jogo!” Ele voltou, seu time foi campeão, e os comentaristas afirmam que este foi o melhor jogo da vida deste atleta.


Não importa a tragédia que possa ter atingido sua casa, Deus tem o poder de modificar a nossa história família.


A história de minha casa tem muito a ver com isto que estou falando. 


Meu pai era um próspero empresário, dono do único posto no interior de Minas Gerais, quando as coisas começaram a ir mal em sua casa. Boa parte por causa de decisões erradas. Ele entrou numa roda de jogo e perdeu, literalemnte, o dinheiro para comprar um caminhão de combustível. A bomba de gasolina do posto incendiou num curto circuito e ele teve queimaduras de segundo grau. Ele comprou um carro roubado com documentos falsificados, e pagou este carro duas vezes: Ao ladrão que o vendeu, e à polícia quando veio atrás responsabilizando-o por receptar mercadoria roubada. As contas chegavam e as dívidas se acumularam. 


Quando olhamos para o passado, sabemos que Deus estava no processo de alcançar seu coração e salvar sua alma. Deus usou toda esta experiência de dores e perdas para que ele pudesse se aproximar do Evangelho e tomasse uma decisão por Cristo.


Tenho acompanhado famílias em frangalhos, destruídas, quebradas financeiramente, divorciadas, filhos em desordem, mas que são restauradas por Cristo no meio do caos e da desordem.


Boa parte de seus problemas 


Conclusão

Não podemos fechar tudo isto que estamos falando, sem pensar no evangelho.

Este texto sobre a família de Zebabe, nos fala de fracassos, derrotas, vergonha e superação.

Não é esta a nossa situação diante de Deus?

O que a Bíblia nos ensina sobre quem somos?

 

A Bíblia fala que todos pecamos, todos estamos destituídos da gloria de Deus. Que diante de Deus não há justo, nem sequer um. Que nenhum homem é capaz de se justificar diante de Deus. Que aquele que diz que não comete pecado está vivendo no autoengano.

 

A Bíblia faz questão de demonstrar o fracasso de seus personagens. Só existe um herói: Jesus. Ele é o homem perfeito, que por causa da nossa situação de fracasso, assumiu nosso lugar. Nós não podemos ler qualquer texto da Bíblia e ficarmos nos referindo ao fracasso e sucesso de homens. Não é disto que queremos falar

 

Precisamos olhar para Cristo, o que ele fez.

 

Se olharmos para nós, podemos incorrer em dois erros que os Evangelhos sempre tentam nos livrar dele:

 

Primeiro, o desespero humano. Olharmos a vida como gente fracassada, incapaz, e passarmos a viver em torno da vergonha e humilhação. No caso deste homem, a vergonha de ter dois filhos assassinados porque estavam roubando gado de uma tribo vizinha. Que vergonha! Este homem poderia seguir sua vida de dor, viver pra sempre marcado pela culpa e humilhação, mas não é isto que vemos. Deus é capaz de restaurar as pessoas mais fracassadas, levantar-nos das condições mais humilhantes e trazer dignidade. Viver em torno da dor e da vergonha não é o caminho do evangelho.

 

Segundo, o orgulho espiritual. Quando isto acontece, passamos a acreditar que nós fazemos, nós podemos, nós somos capazes. A vida de Zebabe demonstra que ele não foi capaz, seus filhos se perderam, fizeram coisas erradas. O que temos aqui é a graça de Deus que no meio de sua dor, sua esposa, lhe dá outro filho e levanta uma filha tão admirável quanto Seerá. É Deus fazendo, ajudando, trazendo conforto. Este texto não é sobre este homem. As coisas iam mal em sua casa. Mas é sobre Deus. Não há espaço para orgulho humano e também não há lugar para desespero.

 

Precisamos olhar para Cristo.

Ele é o homem perfeito. Ele sofre a nossa humilhação, assume nossa vergonha, enfrenta a cruz em nosso lugar. Jesus é quem nos sustenta, é ele quem nos mantém.

 

Podemos sempre olhar com esperança, porque este Jesus, que foi morto e humilhado, levantou-se da sepultura ao terceiro dia e está assentado a direita de Deus Pai, de onde intercede por nós através do seu sacrifício e de seu sangue.

 

As coisas podem estar indo mal em sua casa, mas não precisam continuar assim. Com Jesus há sempre esperança de restauração.

 

Que Deus nos ajude!