segunda-feira, 31 de março de 2025

Col 2.1-7 Protegendo a igreja de Cristo

 


 

Gostaria, pois, que soubésseis quão grande luta venho mantendo por vós, pelos laodicenses e por quantos não me viram face a face;2

 

 para que o coração deles seja confortado e vinculado juntamente em amor, e eles tenham toda a riqueza da forte convicção do entendimento, para compreenderem plenamente o mistério de Deus, Cristo,em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos.

 

Assim digo para que ninguém vos engane com raciocínios falazes.

 

Pois, embora ausente quanto ao corpo, contudo, em espírito, estou convosco, alegrando-me e verificando a vossa boa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo.

 

Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele,

 

nele radicados, e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças.

 

A Igreja de Colossos estava sofrendo vários ataques. Paulo, escreveu esta carta depois de conversar com Epafras, que era o pastor da igreja. Não há registro de que Paulo tenha visitado a cidade de Colossos, mas quando ouvir falar dos perigos e das concepções teológicos que rondavam a comunidade, resolveu escrever para instrui-la espiritualmente.

 

Os riscos mais presentes eram:

• Legalismo: Col 2.16. Um grupo de irmãos, cheio de regrinhas de usos e costumes e tradições judaicas.

• Ascetismo: Col 2.21,23 havia rigorosas regras sobre comida, bebida, o que podia ou não fazer.

• Misticismo (Gnosticismo): Col 2.18. culto de anjos, baseando-se em visões, sem motivo algum na sua mente carnal. Poucas coisas são perigosas quanto a espiritualidade travestida de carnalidade.

• Visão equivocada sobre Jesus: A heresia central que esses falsos mestres disseminavam era que Jesus Cristo, Sua obra e Sua doutrina não eram suficientes para a salvação. As regras precisavam ser obedecidas para que fossem salvos, e assim colocavam sua salvação em outras coisas. Paulo afirma que esta atitude da igreja era uma volta aos rudimentos. Col 2.20

 

A igreja de Cristo sempre sofre ameaças externas, mas a maior ameaça à igreja não é de fora, mas de dentro. Nada pode destruir a igreja senão sua infidelidade. Nem o mundo, nem o diabo, porque a igreja está sendo edificada por Cristo, mas o pecado e a infidelidade, como fungo ou ferrugem, podem destruir a igreja.

 

Nesse texto Paulo fala da sua luta para defender a igreja, para que ela não fosse levada pelos “raciocínios falazes” e “filosofias vãs” de falsos mestres que procuravam disseminar heresias. Para evitar que o pior, Paulo se esforçou, lutou para que os irmãos atingissem a maturidade cristã. Paulo diz que estava “lutando por esta igreja em oração.”

A ideia de lutar em oração é algo que desafia a nossa vida particular.

A luta de Paulo foi:

§  Intensa – “Gostaria, pois, que soubésseis, quão grande luta venho mantendo por vós”. (Col 2.1) A palavra usada para luta em grego é Agon (dai o termo agonia, em português) traz a ideia de um grande esforço. Ela vem do mundo do atletismo e se refere ao esforço vigoroso de um corredor para vencer a corrida. Muitos esperam resultados favoráveis sem empreender esforços. Se você quer crescer na vida cristã é preciso se esforçar. Paulo não deixava de lutar por eles de uma forma profunda, concentrando todo o seu ser nessa “agonia”. Sua luta de joelhos, na prisão de Roma, vencia as forças satânicas que avançavam contra aquela igreja.

A Bíblia afirma que “Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não choveu. E orou, de novo, e o céu deu chuva, e a terra fez germinar seus frutos.” (Tg 5.16)

Elias era um homem igual a nós, sujeitos às mesmas paixões. Ele sentiu solidão, cansaço, entrou numa depressão tão profunda que pediu que Deus lhe desse a morte. Mas orou com “instância”. Eu sempre entendi a palavra instância como insistência, mas ela é mais que isto. É uma oração intensa. Muitas lutas espirituais devem ser vencidas com intensidade e fervor.

Paulo estava em luta de oração. Deve ter ansiado ir em pessoa a Colossos para confrontar os falsos mestres, mas estava na prisão. Para ele tinha chegado o tempo em que não podia fazer outra coisa senão orar. O que não podia fazer por si mesmo devia deixá-lo a Deus. Por isso Paulo lutava em oração por aqueles que não podia ver. Quando o tempo, a distância e as circunstâncias nos separam dos que desejamos ajudar, sempre fica um caminho para obter o mesmo: lutar por eles em oração.

Minha esposa gosta de afirmar que oração é o braço estendido que consegue ir aonde não podemos. Seu filho está fora de casa? Você não consegue mais protegê-lo do assédio do mundo, da influência de outras pessoas, mas você pode protegê-lo com oração, independente da distância em que estiver.

Paulo não lutava apenas por si mas também por aquela igreja que estava enfrentando tantos riscos por causa da heresias dos falsos mestres que surgiram na igreja.

 

§  Constante – “quão grande luta venho mantendo por vós”. Sua luta para proteger a igreja era constante. Quem ama o filho não desiste de investir no seu crescimento. Quem ama de fato a igreja esforça-se constantemente pelo bem dela. Você tem insistido no crescimento espiritual de outros e no seu próprio?

Precisamos lutar para proteger a igreja de Cristo. A eficácia que operava eficientemente em Paulo era resultado de sua vida de oração

Mas o que Paulo queria alcançar com essa grande luta, grande empenho de oração em favor dos crentes?

1)     Que eles fossem encorajados (Col 2.2) – A palavra ‘confortado’ vem do grego “parakaleo”, que tem o sentido de exortar, encorajar, animar. Detrás desta palavra está a ideia de ser um suporte para nossos irmãos para que a pessoa seja capaz de enfrentar com confiança e coragem uma situação difícil. Dr Shedd afirma que “corações desanimados geram pessimismo na igreja. Encorajar as pessoas é dar a elas um novo coração”. Ainda afirma que a depressão espiritual é o campo mais propício para o inimigo semear o joio doutrinário,

 

2)     Que eles fossem vinculados pelo amor (Col 2.2) – Além do encorajamento para os seus corações, Paulo pedia que os crentes fossem estreitamente ligados pelos vínculos do amor. Esta mesma palavra, vinculados, é empregada em Col 2.9 para descrever a maneira como funcionam juntas e ligamentos do nosso corpo, ilustrando assim as relações dinâmicas e edificantes em toda a igreja. Lopes afirma que “o amor é o oxigênio da Igreja.” Quando morre o amor a comunidade entra em colapso. Quando o povo de Deus se une em amor, pode resultar em encorajamento e firmeza contra o erro.

Sem amor não pode existir a igreja; o sistema de governo eclesiástico não tem importância; o ritual da Igreja carece igualmente de importância. Uma das características distintivas da verdadeira Igreja é o amor a Deus e aos irmãos. Quando morre o amor, morre a Igreja.

 

3)     Que eles tivessem a riqueza da forte convicção do entendimento (Col 2.2) – O discernimento espiritual, é fundamental para que a igreja não siga os ventos de doutrina e nem seja vulnerável às sutilezas dos falsos mestres. O erro doutrinário, tem livre acesso à mente que não tem certeza (gr. Pleroforia) daquilo que crê, de quem é realmente o Senhor Jesus Cristo.

Aqueles irmãos precisavam ter convicção do mistério de Cristo. O mistério outrora oculto em Deus, ainda continua oculto para muitos por causa da cegueira espiritual. Este mistério de Deus se manifestou ao povo de Deus, trazendo uma compreensão clara de quem é Jesus e o significado do Seu sacrifício na cruz. Cristo é o mistério manifesto (Col 1.26) e que habita no crente (Col 1.27). Cristo não é um mistério gnóstico que é desvendado apenas a alguns iluminados, místicos ou esotéricos, mas ele é o mistério que pode ser plenamente conhecido. (Col 2.2,3)

Paulo afirma que, em Cristo se encontra a mina inesgotável de todos os valores da verdadeira sabedoria e conhecimento, em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos, a espiritualidade real só se encontra em Cristo, e este crucificado. Quem buscar em Cristo a sabedoria e procurar aprender dEle, encontrará os verdadeiros tesouros da sabedoria e do entendimento.

 

Por que Paulo se dedicou e lutou de forma intensa e constante? Para que os crentes fossem encorajados, vinculados pelo amor, e tivessem a riqueza da forte convicção do entendimento para que pudessem compreender plenamente o mistério de Deus, Para que eles não fossem enganados por raciocínios falazes. (Col 2.8,23) Paulo queria proteger espiritualmente a igreja de Colossos. Se não tivermos critérios bíblicos, como discerniremos a verdade no meio de tantas filosofias vãs?

Paulo usa três palavras para entendimento.

 

(a)   No versículo 2 usa a palavra synesis que se traduz por entendimento. Synesis é conhecimento crítico, a capacidade de aplicar os princípios a uma situação dada; avaliar toda situação e decidir qual é o curso prático da intervenção que se requer. Uma verdadeira Igreja terá o conhecimento prático do que tem que fazer e quando deve agir.

 

(b)   Ele demonstra que em Jesus estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. Sabedoria é sofia e conhecimento gnosis. Estas duas palavras não são simples repetição; há uma diferença interessante. Gnosis é o poder de apreender a verdade; de captar a verdade. É quase intuitiva e instintiva. Sofia, é o poder de manter, confirmar e exaltar a verdade uma vez captada intuitivamente, com uma argumentação e apresentação sábias e inteligentes. A sabedoria faz com que a verdade seja inteligível para a mente que pensa e que pode transmitir sábia e persuasivamente a verdade aos outros. Toda esta sabedoria está escondida em Cristo.

 

(c)   A palavra que Paulo usa para escondido, ou oculto é apokryfos. (Col 1.26). Os gnósticos criam que para se obter a salvação eram necessários certos conhecimentos místicos e esotéricos, que estavam escondidos e fora do alcance do homem comum e ordinário. Mas Paulo demonstra que o verdadeiro conhecimento não está oculto em livros e raciocínios ininteligíveis; mas está guardado em Cristo e aberto a todos os homens. (Col 1.26) A verdade do cristianismo não é um segredo escondido, mas sim um segredo que se revela na pessoa de Jesus de Nazaré. Em Cristo “habita corporalmente, toda a plenitude da divindade.” (Col 2.9) Os discípulos de Cristo estão de posse da verdade de forma tal que nunca dê ouvidos a argumentos enganosos ou sedutores.

 

Não precisamos buscar outras fontes de orientação fora de Cristo. Os gnósticos se gloriavam em visões, anjos, regras restritas de alimentação, guarda de datas e sábados, mas nada, além de Cristo, é necessário. Ele é o mistério de Deus. Se há algum segredo, Cristo é esse segredo.

A Palavra de Deus nos ensina nesse pequeno parágrafo os valores do esforço e a centralidade que a oração deve ter nas nossas vidas. Tudo isso para proteger a igreja pela qual Jesus Cristo morreu e comprou com seu próprio sangue.

Mais uma vez pergunto a você: Tens se esforçado pelo bem da igreja, dos seus filhos, dos seus discípulos? Que lugar a oração ocupa na sua vida? Você acredita realmente que Deus age por meio da oração? Paulo acreditava e se esforçava grandemente em oração em favor da igreja.

Conclusão

 

No vs 7 a Palavra de Deus descreve como devemos andar em Cristo.

 

A.    Andar em Cristo como recebeu a Cristo.Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele.” (Col 2.6). Manter com firmeza a fé que recebeu. Nunca esquecer o ensino que recebeu sobre Cristo e a fé em que foi doutrinada.

 

Uma das coisas mais complicadas com o passar do tempo na vida cristã, e na medida em que envelheço, é perceber como as pessoas querem se tornar “sofisticadas” na fé e se perdem em filosofias e vãs sutilezas. No vs 4 Paulo adverte: “Digo isto a vocês para que ninguém vos engane com argumentos falaciosos.”

 

Muitos da minha geração, outrora apaixonados por Cristo, com profunda vida devocional, e que buscavam a santidade, tinham compromisso com o reino, com o discipulado, com a igreja local, começaram a fazer perguntas complicadas e perderam a simplicidade da fé. Um dos amigos mais queridos do seminário, colega de turma e de quarto, amigo íntimo, largou a Igreja Presbiteriana por não concordar com sua doutrina, se enredou numa igreja liberal e agora está fazendo casamento de homossexuais.

 

Outro amigo querido, que foi meu pastor auxiliar, recentemente começou dizer coisas absurdas como: “Eu não creio em um Deus que coloca seu filho na cruz”, e “não creio em inferno”, tornando-se universalista, perdendo completamente a compreensão da interpretação ortodoxa da Bíblia.

 

Antecipando estas tensões, a Bíblia nos orienta “Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele.” (Col 2.6). Em outras palavras, não complique, não se desvie, não ande por outras rotas. Paulo afirma aos irmãos da Galácia: “Vós corríeis bem, quem vos impediu de continuar a obedecer a verdade?” (Gl 5.7). Aqueles irmãos tinham perdido o mapa, o roteiro, e agora estavam andando por outra estrada, negando o evangelho que anteriormente haviam recebido.

 

Deve-se notar que isto não significa uma fria ortodoxia em que toda mudança e toda aventura do pensamento é uma heresia. Somente devemos lembrar que há certas verdades inegociáveis, e que a base, e o fundamento da fé não mudam. É possível lançar-se por avenidas de pensamento, mas sempre devemos começar e terminar com a verdade invariável de que Cristo é o Senhor, e os fundamentos essenciais do evangelho.

 

B.     Criar raízes e construir sua vida na fé simples do evangelho da graça.nele radicados, e edificados, e arraigados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças.” (Col 2.7)

 

Arraigados e edificados nEle.” Aqui temos duas figuras. A palavra “arraigados” tem a ver com raiz, botânica. Traz a ideia de uma árvore de raízes profundas na terra. O cristão deve arraigar-se em Cristo. A palavra “edificados” corresponde a um prédio levantado sobre alicerces profundos e firmes. Tem a ver com construção civil. Assim como um prédio é firme porque está construído sobre fundamentos sólidos e profundos, também a vida cristã deve manter-se firme contra toda tempestade. Cristo é o fundamento da estabilidade cristã.

 

A.    Crescendo em ações de graças - “Nele radicados, e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças.” (Col 2.7)

 

Um dos grandes riscos da vida cristã é o descontentamento e a murmuração, e em contrapartida, uma das marcas distintivas e inconfundível dos discípulos de Cristo é uma vida de profunda e constante gratidão. Ação de graças faz parte do discipulado, e deve ser expressa com coração grato, demonstrando isto pela sua vida e pelas suas palavras. Murmuração, reclamação, pessimismo normalmente são o oposto da gratidão.

 

William Barclay comenta uma famosa frase de Epicteto, conhecido filósofo, escravo mirrado, velho e coxo, um dos grandes mestres da moral no paganismo antigo, que apesar de não ser cristão escreveu:

 

"Que outra coisa posso fazer eu, um velho coxo, senão cantar hinos a Deus? Se fosse um rouxinol cantaria como um rouxinol; se um cisne como um cisne. Mas sou um ser racional, portanto devo cantar hinos para louvar a Deus. Essa é minha tarefa. Faço-o assim e não abandonarei este posto enquanto me seja dado ocupá-lo; convido-os a que se unam comigo neste mesmo cântico". (Epicteto. Discursos 1 16 21).

 

Gratidão, em última instância, tem a ver com o coração que está feliz em Deus. Ele não tem tudo que gostaria de ter, mas está feliz com tudo o que Deus tem feito. Não é sobre ter, é sobre o coração. Norman Vincent Peale afirma que “ser agradecido faz todas as coisas melhores.” Mas gratidão deve ter um motivo maior: que o bem estar pessoal: O prazer e contentamento que temos em Deus, pela sua salvação, pela benção de nos ter amado tanto a ponto de enviar seu filho para morrer em nosso lugar.

 

 

MC 1.9-11 Afetividade e Espiritualidade

 


 

Introdução

 

Questões iniciais:

 

  1. Como seriam nossas igrejas se o critério de escolha da liderança não fosse “ortodoxia teológica”, nem orientado pelo poder ou finanças, mas pelos afetos?
  2. Scott Peck, psiquiatra americano afirma: “Maturidade emocional é igual maturidade espiritual.”  O que você acha disto?
  3. John Piper, no seu livro “Desiring God” afirma que o fim principal do homem é glorificar a Deus e a única forma de glorificar a Deus é desfrutando de sua relação. Deus é glorificado quando encontramos prazer nele. O que você acha disto?
  4. Alguma vez na vida você já sentiu que Deus tem prazer em você? Você realmente crê que Deus o ama? Você ama a Deus? Não estou perguntando se você é membro de uma igreja ou religioso, mas você ama a Deus e seu reino?

 

Os fariseus e os escribas perguntaram a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas tomam a refeição com as mãos impuras?” Ele disse: “O profeta Isaías bem profetizou a vosso respeito, hipócritas, como está escrito “Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; os seus ensinamentos não passam de mandamentos ensinados por homens”. (Mt 15.8-9). Jesus cita o Antigo testamento: 'Este povo me honra com os lábios, mas tem afastado para longe de mim o seu coração, e o seu temor para comigo consiste em mandamentos de homens, aprendidos de cor.(Is 29.13)

 

Sempre corremos o risco de termos uma religiosidade sem afeto e sem coração. Para Deus não interessa apenas o que fazemos, mas porque fazemos o que fazemos, quais são os motivos de nosso coração.

 

Este texto de Marcos 1.9-11 registra o batismo de Jesus. O que vemos é uma declaração de amor do Pai pelo Filho.

 

Na verdade, o modelo de nossa espiritualidade tem de estar centrado na Trindade.

ü  O Pai declara o amor ao Filho ao afirmar: “Este é o meu filho amado em quem encontro prazer.” vs. 12. Declarações como esta sustentam nossas vidas. Mark Twain: Um elogio sincero é capaz de me energizar por 30 dias.

ü  O Espírito de Deus se manifesta no batismo de Cristo, confirmando a relação de afeto.

ü  O Filho se submete em amor ao Pai. A Trindade expressa a beleza dos afetos nos relacionamentos.

 

A Trindade não disputa posição, mas vive em harmonia.

 Não existe conceito de autoridade superior entre nós, apenas de unidade. Estamos num círculo de relacionamento e não numa cadeia de comando. O que você está vendo aqui é um relacionamento sem qualquer camada de poder. Não precisamos exercer poder um sobre o outro porque sempre estamos procurando o melhor. A hierarquia não faria sentido entre nós, na verdade, isso é um problema de vocês, não nosso”. (William P Young - A Cabana”. Ed. Sextante, São Paulo, pg 111)

 

A Trindade é a melhor comunidade, e revela o modelo de nossa comunidade: relacional

 

Como o pai se dirige ao Filho? "Este é o meu Filho amado" – No Batismo e na transfiguração. (Mc 1.11; Mc 9.7)

 

Como o Filho se dirige ao Pai? "Aba, Pai". Rm 8.15; MC 14.36; Gl 4.15

 

Como o Espírito se dirige ao Filho? Jo 16.13-15

 

Aplicação

 

O que sustenta nossa relação?

 

  1. Chamados para afetividade, não para guerreiros - Lc 10.17

 

  1. Não agentes de produção, mas amigos. Focados não no fazer, mas no ser. O fazer é determinado pelo ser. “E designou 12 para estarem com ele.” (Mc 3.13) O chamado é para estarem juntos.

 

  1. Das 17 características dos presbíteros, 14 são sobre o ser. Apenas 3 sobre o fazer.

 

Mark Dever diz:

“Unir-se a uma igreja aumenta meu senso de fazer parte da obra da igreja, da sua comunhão, do seu orçamento, de seus objetivos. Deixamos de ser consumidores bajuladores e nos tornamos participantes cheios de alegria. paramos de chegar tarde e de lamentar por não termos recebido exatamente o que desejávamos. Em vez disso, chegamos cedo e tentamos ajudar os outros em suas necessidades. Temos de começar a considerar o ser membro de uma igreja não como uma filiação útil somente em ocasiões especiais, e sim como uma responsabilidade regular que nos envolve na vida dos outros para satisfazer os propósitos do evangelho.[1]

 

 

Questões Finais:

Ø  Minha vida cristã está marcada pela afetividade?

Ø  Dê exemplos práticos de como poderíamos ter uma religiosidade saudável e amorosa.

Ø  Como minhas relações em casa refletem a Cristo e seus afetos?

 

 

 

Rev. Samuel Vieira

 



[1] Dever, Mark – Nove Marcas de uma Igreja saudável. São Paulo, Ed. Fiel, 2017, p. 172

segunda-feira, 24 de março de 2025

Mc 1.12-13 Ingredientes da Tentação.