domingo, 9 de agosto de 2015

Jr 17.5 Maldito o homem que confia no homem

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Introdução:

Existem textos na Bíblia que são muito mal compreendidos e mau aplicados. Um destes é Jeremias 17.5: “Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do Senhor”.

Quando falhamos na interpretação da Bíblia falhamos na vocação que Deus tem para a vida. Muitos equívocos teológicos desembocam inexoravelmente em práticas erradas trazendo muito sofrimento e confusão.

Geralmente citamos este texto para justificar o fato de que não confiamos em ninguém, e que devemos suspeitar de todos, mesmo de amigos, irmãos, familiares. Nesta ótica, todos são culpados, até que provem o contrário, e devem estar sob forte vigilância e suspeita. Eventualmente esta atitude se transforma em grande empecilho para aprofundamento de amizades. Todos são suspeitos. É um prato perfeito para quem tem sentimento persecutório ou sofre de aguda paranóia. Estabelece-se assim um clima de desconfiança onde o amor genuíno não pode florescer.

É certo que precisamos ser prudentes.

A Bíblia nos ensina que devemos ser “simples com as pombas e prudentes como a serpente”, afirma ainda que “o simples passa adiante e sofre a pena, mas o prudente vê o mal e se esquiva”. Não dá, portanto, para confiar nas pessoas apenas pelos seus “belos olhos”. A pessoa mais convincente da vida é o estelionatário e ele sempre lesa as pessoas pela habilidade de convencimento.

Quando vamos assinar um contrato, ou fazer um pagamento de um negócio, devemos sempre analisar todas as variáveis, procurar um advogado e um contador, nos acercamos de informações precisas para não sermos lesados. Mas a ênfase deste texto não está nisto. Existem muitos outros princípios na Bíblia, especialmente no livro de Provérbios, mas não é este o ensinamento básico deste texto.

Este texto não está ensinando que não podemos confiar em ninguém, que sempre devemos "desconfiar" dos outros. Todos relacionamentos saudáveis exigem um mínimo de confiança. Para fazermos um negócio, precisamos "confiar" em certo nível, porque senão é impossível fazer alguma coisa. No casamento, a desconfiança e suspeita, o ciúme constante, podem destruir um relacionamento de amor. Por isto a Bíblia afirma que "o amor não arde em ciúmes", pessoas com paranoia, passam a desenvolver uma atitude de suspeita e de confiança que destrói a alegria do relacionamento. Quem consegue viver num ambiente dominado pela suspeita?

Quando estava voltando dos EUA, tive uma das experiências mais bonitas da vida. Dentre os muitos amigos que tive por lá, dois deles se destacaram no meu coração. São pessoas em quem confio prá valer, ambos já deram provas suficientes para eu não ter suspeitas sobre sua idoneidade e caráter. Um deles, o Dalton Silva, ficou no controle de acertos e recursos que tinha por lá e que precisavam ser executados. Para isto, deixei cheques assinados para pagar a conta, senha do banco para efetuar pagamentos, e nunca tive qualquer suspeita dele pois ele sempre trata das minhas coisas com um cuidado e zelo tão profundos que positivamente me constrange. O amor de Cristo também nos constrange, não é assim que diz as Escrituras? Até hoje, ele resolve qualquer pendência financeira, qualquer problema imediato. Que benção maravilhosa este irmão tem sido para minha vida... Sou eternamente grato a ele por todas as coisas que ele tem feito por mim: tempo, dedicação, cuidado. Como é bom ter alguém assim na sua vida... Eu sou agraciado por ter encontrado tantos homens de integridade na minha história.

Eu não sou "amaldiçoado" por confiar no Dalton. Eu sou muito abençoado.
Todos nós precisamos de pessoas nas quais confiamos, e não nos sentimos ameaçados por elas.
É impossível caminhar na vida sem desenvolver relações de confiança e amizade. Pobre do homem e da mulher que vivem constantemente acuados e ameaçados.

Então, de que a Bíblia está falando? Que princípios das Escrituras temos aqui neste texto?

Não podemos transferir a confiança no Senhor, aos homens. O que o texto nos ensina é que não podemos colocar o homem no lugar de Deus, Nossa confiança para nossa salvação muitas vezes se encontra em nossos recursos, bens, amizades, pessoas, e nos sentimos seguros por estas coisas. O que ele está dizendo é, não coloquem sua confiança nos homens, mas em mim.

O que o povo estava fazendo?
Deus estava advertindo o povo de Israel do risco iminente da guerra por causa de seus pecados. Eles precisavam se converter e voltar a confiar em Deus. Entretanto, ao invés de se voltarem para Deus, eles estavam criando estratégias de guerra, fazendo alianças com o Egito para se libertarem da Assíria e Deus está afirmando que a confiança deles estava sendo depositada nas coisas erradas. Eles estavam fazendo alianças  para se protegerem da ameaça iminente de invasão da Assíria, mas Deus os chamava ao arrependimento e pedia para que eles voltassem para Ele. Mas o povo, preferia  colocar sua confiança não na proteção de Deus, mas nos recursos, pactos e alianças que faziam com outros povos. Eles pararam de confiar em Deus e começaram a confiar nos homens.

Uma entrevista esclarecedora

Numa conversa com um jovem da igreja que queria fazer universidade mas não tinha recursos, vimos que ele tinha um grande potencial e resolvemos investir financeiramente na sua vida, encorajando-o a continuar seus estudos e buscar seus alvos. Ele estava inseguro quanto às possibilidades, e nós o encorajamos a não desistir, afirmando que Deus abriria as portas, e que nós nos empenharíamos para que ele fizesse aquilo que deveria fazer (estudar), que nós iriamos juntos com ele e que a comunidade e outras pessoas também se envolveriam na sua vida, desde que percebessem a seriedade dos seus alvos e seu esforço em alcançá-los. Disse que continuasse estudando seriamente, e que nós gostaríamos de nos envolver financeiramente na sua vida.

Num dado momento, porém, percebi que a forma como falávamos colocava em nós toda sua confiança, e não em Deus, e eu queria que ele colocasse seus olhos no lugar certo: Em Deus, o provedor. Eu queria que ele entendesse que o sustento vem de Deus! DEle, e não de nós. Ele é o Bom Pastor, e por isto nada faltaria. Ele é Jeovah-Jiré, quem abundantemente provê todas as nossas necessidades em Cristo. “Pois o nosso Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de prover, em Cristo Jesus, cada uma de nossas necessidades”. A base de sua confiança deveria ser não no que poderíamos fazer por ele, mas no que Deus poderia. Ele deveria colocar sua confiança no Senhor.

É isto que Jeremias 17.5 ensina: “Não coloque sua confiança nos homens, coloque em Deus”. Quando confiamos nos homens, fazemos da carne mortal o nosso braço e apartamos o coração do Senhor. Maldito o homem que faz da carne o seu braço, e deixa de colocar sua confiança em Deus. É fácil confiar na força dos braços, na capacidade de interlocução, nos conchavos. É isto que Deus está dizendo para o povo não fazer.

Relatei ainda a este jovem, a seguinte história para demonstrar a fidelidade e graça de Deus:

Minha filha na Harvard
Em 2003, quando nos retornamos dos EUA para o Brasil, minha filha foi admitida na Harvard University. Isto era algo tão excepcional para nós quanto ganhar na loteria. O critério de avaliação é duríssimo, e para uma família de imigrantes oriundos do terceiro mundo, latino americanos, era um grandíssimo privilégio receber a notícia de que nossa filha havia sido admitida como estudante regular da melhor universidade do mundo.

Quando ela compartilhou sua alegria, tive dois sentimentos contraditórios um após o outro.

Primeiro, euforia.

Estava viajando de ônibus para Goiânia, e fiquei muito feliz pela sua conquista. A euforia, porém, duraria apenas alguns minutos. Dez minutos depois, outro profundo sentimento veio ao meu coração, e ele não era nada bom...

Segundo, preocupação.

Como sustentá-la numa universidade tão cara? O meu pacote salarial anual na igreja de Anápolis, da qual era pastor, era em 2003, de U$ 23 mil dólares brutos, anuais. O seu primeiro ano na escola custaria U$ 47 mil. Ela precisava ir para o campus, uma exigência da escola, e este pacote incluía tuition (curso), comida e hospedagem. Fiquei triste em ter que comunicar minha filha que não teríamos dinheiro para pagar seu curso. Oramos e entramos em contato com a universidade para discutir a viabilidade, se haveria algum financiamento exequível, e para nossa surpresa, fomos informados que naquela universidade específica, jamais um aluno deixou de estudar, por causa de dinheiro. Isto fazia parte do regulamento da faculdade. Deus havia provido as necessidades.

Resultado: No primeiro ano, pagamos à Faculdade U$ 6.000,00. Nos anos seguintes, pagaria apenas U$ 2.000,00 anuais. Não é surpreendente? Como meu salário no Brasil era baixo demais, eles consideravam pobre para os padrões americanos. Então, davam anualmente para minha filha, cerca de U$ 1.000,00 para que ela pudesse visitar seus pais no terceiro mundo (Brasil), e num determinado ano, ainda deram U$ 200,00 dólares para que ela comprasse um casaco de frio... Não é surpreendente a forma como Deus opera?

Eu precisava confiar em Deus e não nos homens.
Nenhuma matemática, empréstimo, dinheiro, resolveria esta pendência, apenas o Senhor.

De quem precisamos?
Em 1994 fui convidado a assumir o projeto de plantação de igrejas nos EUA. O desafio era muito maior que pensávamos. No final de quatro meses, vi o grupo que já era pequeno, se dividir, e das 13 pessoas que frequentavam conosco, apenas 67 resistiram ao choque e ficaram comigo, mesmo assim desconfiadas do que poderia acontecer. O cenário era difícil, as perspectivas não eram alvissareiras. Estávamos inseguros quanto ao projeto.

Neste ínterim começou a participar do grupo familiar, numa casa de famílias crentes firmes, com 3 filhos pré-adolescentes bem envolvidos na igreja, gente engajada e madura na fé, e comecei a apostar todas as fichas neste casal, afinal, eles poderiam ajudar em diversos ministérios da igreja e como eram pessoas envolvidas na obra do Senhor poderiam também contribuir com o projeto que tinha um risco deficitário imenso. Eu imaginava aquele casal somando conosco, várias vezes almoçamos com eles e investimos em suas vidas, mas a resposta deles quando ao envolvimento com a igreja era sempre esquiva e incerta. Eles nunca vieram para nosso grupo, a não ser muitos anos depois que eu sai daquela região, hoje eles são firmes na comunidade.

Eu queria muito tê-los por perto. Era uma família querida e com grande potencial de liderança, e isto começou a gerar profunda inquietação em meu coração. Um dia minha esposa, percebendo minha ansiedade  e o desejo de que eles viessem para a pequena comunidade, me falou de forma direta: “Meu bem, pare de confiar em pessoas, coloque sua confiança em Deus, você está achando que eles são a salvação do projeto, mas Deus quer que você confie nEle e não em pessoas”. Eles, de fato, nunca se envolveram ou se tornaram membros da igreja, apesar da amizade. O trabalho se consolidou sem a ajuda deles, e hoje temos uma igreja estabelecida na cidade de South River –NJ, plantada em meio a muitas lutas e tremendas vitórias.

Este é o ensinamento deste texto: “Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do Senhor”.

Não transfira a confiança no Senhor, aos homens.
Veja o que diz o vs 7: “Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor”. O texto não está dando ênfase à desconfiança que devemos ter das pessoas e dos amigos, mas na confiança que precisamos ter no Senhor. Não podemos confiar em armamentos das pessoas, em poderio bélico, em bens dos homens, na habilidade dos negociantes, mas em Deus.

Os resultados de se confiar no homem, e não em Deus
O texto seguinte de Jeremias diz o seguinte: O homem que deixa de confiar no Senhor, “será como o arbusto solitário no deserto, e não verá quando vier o bem; antes, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável” (Jr 17.6). O resultado é confusão, secura, incapacidade de desfrutar o bem de Deus.
Quando surgem as dificuldades e a tempestade, ele não sabe a quem recorrer.

As bençãos de colocar a confiança em Deus
Em seguida, Jeremias fala dos resultados de colocar a confiança em Deus: “Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. Porque ele é como a árvore plantada junto às aguas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto” (Jr 7.7-8).

O homem que confia em Deus, também vai passar pelo calor, vai atravessar ano de sequidão, a diferença é que, como sua confiança está firmada em Deus, e não na situação ou nas pessoas, ele vai reagir de forma diferente:

A. Ele estende suas raízes para o ribeiro – Ele vai na fonte de todo bem, ele busca aquilo que pode refrescar sua alma. 

B. Ele não perde o vigor, o viço. Sua folhagem não vai murchar, porque ele está conectado à fonte da água viva. Uma das plantas mais viçosas que conheço é o ficus. Ela foi proibida de ser plantada na cidade, porque ela aprofunda suas raízes de tal forma que ele estoura os canos e encanamentos da cidade e das casas. Mas o segredo dela é a implacável busca por água. Ela parece "farejar" água à distância e buscar a fonte que pode mantê-la. Assim é o homem que confia no Senhor. Nunca perde seu vigor. 

C. Ele não se perturba- Não entra num estado de letargia, tristeza, ansiedade e depressão. A situação não está boa. É tempo de sequidão e dias de calor, mas sua confiança está posta em Deus. Uma das coisas mais fantásticas da região do Centro Oeste do Brasil, onde moro, é o Ipê, que tem várias cores: Laranja, amarelo, branco e o mais famoso dele, o rosa. Quando as chuvas deixam de cair, e o clima fica bem tórrido (é comum termos quatro meses sem chuva de Maio a Setembro), o ipê floresce no meio da sequidão. É como se ele tivesse alma e dissesse a todos: "As coisas estão secas demais, precisamos colocar vida no meio de tudo isto". Ele não se perturba com a seca e floresce magicamente.

D. Não deixa de dar fruto – As tribulações e os percalços não impedirão de que produza frutos de justiça, bondade, generosidade. A crise provoca nele reações positivas. Sua dor se transforma em empoderamento e não vitimismo. O Sl 84.5-7 afirma: "Felizes aqueles cuja força vem de ti, e que desejam, do coração, seguir nos teus caminhos. Quando atravessarem o vale de lágrimas, farão dele um lugar de fontes, um lugar de poços cheios das chuvas das tuas bênçãos! E assim irão, com forças constantemente renovadas, apresentar-se perante Deus, em Sião".

Mera curiosidade?

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Quando estudamos a Bíblia, percebemos que seu capítulo mais curto é o Sl 117, e que o mais longo é o Sl 119. O capítulo que está no centro da Bíblia é o Sl 118. Há 594 capítulos antes dele e 594, depois totalizando 1188 capítulos. O versículo central é o Sl 118.8. “É melhor buscar refúgio no Senhor do que confiar no homem”.

Seria mera coincidência? Não! eu olho este texto com muita admiração e surpresa! Este é o pensamento central da Bíblia. "Busque refúgio no Senhor e não confie nos homens!" Se você deseja estar no centro de sua vontade, aqui temos uma síntese. Busque refúgio no Senhor. Não coloque sua confiança no homem.

Em quem confiamos para nossa salvação?

De todos os riscos que corremos, o maior é confiar em nós mesmos para a salvação. Confiamos nas habilidade moral, na retidão pessoal, nos esforços que fazemos em direção a Deus. Mas a Bíblia nos ensina que todos estes pensamentos, tiram de nós a necessidade maior: De confiar em Deus.

O risco da auto confiança- 
No vs 10 deste texto lemos três coisas pesadas sobre nós mesmos:
A. "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas". O coração é emocional, passional, auto encantado, se distrai e se perde facilmente. Quem já tem mais de trintas anos aprendeu o que Elis Regina afirma: "Não confie em ninguém com mais de trinta anos". Especialmente em você mesmo.

B. O coração é "desesperadamente corrupto". Tem uma propensão para as sombras e para a malignidade. Se você ainda não entendeu a doutrina da total depravação, que fala da incapacidade do homem de agradar a Deus, você certamente não entendeu plenamente o Evangelho. O coração tende para as trevas, cobiça, inveja, ira, amargura, vingança. Ele é corrupto!

C. Não é fácil conhecer o coração humano - A pergunta bíblica é inquietante: "Quem o conhecerá?" ao mesmo tempo que parece retórica: Ninguém consegue conhecer o próprio coração. Marisa Monte tem uma música que fala do "infinito particular", ele lugar de difícil acesso. Por esta razão, relacionamentos de casais são tão complicados. além de serem de gênero e gênio diferentes, culturas familiares distintas, pecados, ainda temos este lugar sombrio da alma, que nem mesmo nós conhecemos, que não sabemos como responder.

Todo o trabalho que devemos ter é colocar nossa confiança em Deus.

Em Jo 6.28-29 encontramos um curioso diálogo dos judeus com Jesus. Eles tinham alguns pressupostos espirituais na alma quando fizeram esta pergunta: “Dirigiram-se, pois a ele, perguntando: Que faremos para realizar as obras de Deus? Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado”.

Jesus inverte a lógica da religião.
Nós queremos fazer as coisas para Deus. Deus quer que coloquemos nele a confiança nele.

Li recentemente uma frase que me chamou a atenção. Fiz questão de colocá-la na página inicial de minha agenda: “Eu não encontrei Jesus. Ele me encontrou. O perdido era eu, não ele”.

Para realizar as obras de Deus, devemos começar com rendição, entrega, dependência. O problema é que queremos fazer, tendo nós mesmos o controle de tudo. Eu, e não ele, no centro. Eu, e não ele, no controle. Confiamos no nosso braço, na capacidade de fazer as coisas, na ética que professamos, nas caridades que praticamos, mas Deus nos convida a parar de confiar naquilo que fazemos, e colocar imediatamente nossa vida nas suas mãos.

Bem aventurado o homem que confia no Senhor. Ele não está nas mãos dos homens, mas de Deus. Bem aventurado o homem que confia em Deus, no sacrifício perfeito de Cristo realizado na cruz, na sua obra expiatória, e não em si mesmo, para sua salvação. O que fazemos é insuficiente para nos dar salvação, sua obra é perfeita. Na cruz ele pagou a dívida impagável que tínhamos com Deus, na cruz ele desfez a parede da separação que havia entre nós e ele, por causa dos nossos pecados. Na cruz, ele realizou completamente o sacrifício que nos traz cura e salvação.

Não coloque sua confiança nos homens para sua segurança e estabilidade – confie no Senhor.
Não coloque sua confiança em si mesmo para salvação – Confie no sacrifício de Cristo, no Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo, e que pode habilitá-lo para estar na presença de um Deus santo e maravilhoso.

Conclusão:
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O texto de Jeremias 17.5 ao afirmar "Maldito o homem que confia no homem", não está ensinando que todas as pessoas do mundo devem ser suspeitas, que não existem homens e mulheres íntegros, que não podemos confiar em ninguém, ou que devemos viver desconfiado e com um pé atrás com todos. Existem muitas pessoas justas, honestas, integras, sérias em quem você pode confiar no fio de bigode que eles dão como garantia, sua palavra vale. Há muitas pessoas íntegras na vida. Tenho conhecido muitos homens e mulheres a quem daria minha carteira de identidade e meu CPF, a quem se pode dar cheque em branco e a senha do cartão, sem medo de que eles trapaceiem. O que o texto está afirmando é que não podemos substituir Deus por nada deste mundo. Nas crises, dores, angustias, momentos de perplexidade, não dá para transferir nossa confiança em Deus para outras pessoas.

Confia no Senhor e faze o bem.
Bem aventurado o homem que põe em Deus a sua confiança e não pende para os arrogantes
Bem aventurado o homem que confia na obra de Cristo para sua salvação.

Precisamos descansar na obra de Cristo: completa, plena. Jesus pagou as minhas dívidas, ele perdoou meus pecados. Não posso e não devo confiar em mim mesmo para minha salvação. Ele me redimiu. Como bem afirmou Wesley a respeito da doutrina da Justificação pela graça: "Esta doutrina significa o fim de qualquer ilusão a nosso próprio respeito. Não preciso fazer nada para minha salvação, apenas descansar na sua justiça".

Quando confio em mim mesmo para minha salvação, ou coloco minha confiança em outras pessoas, esqueço de olhar para Cristo e glorificá-lo pela maravilhosa obra que ele realizou na cruz.

Precisamos descansar na obra de Cristo: plena e suficiente.
John Wesley tinha apenas 16 anos quando teve um encontro pessoal com a graça de Deus. Isto aconteceu no dia 24 de Maio de 1738, na Rua Aldergaste, em Londres. Ao chegar ali na reunião de oração, com apenas oito participantes, ele ouviu um leigo que leu o texto de Is. 45.22: "Olhai para mim e sede salvos". Com muita graça aquele homem disse que era necessário, tão somente confiar na obra de Cristo, olhar para Jesus.
Depois de ouvir esta palavra, foi invadido por uma profunda paz e entendeu o que Cristo havia feito por ele, ao morrer na cruz, e então escreveu: "Esta doutrina significa o fim de qualquer ilusão a nosso próprio respeito. Não preciso fazer nada para minha salvação, apenas descansar na sua justiça". 

1 Sm 15.10 Perigos da Alma



Introdução:

Robert Clinton no livro on becoming a leader, afirma que 2/3 dos líderes cristãos da Bíblia terminaram mal.  Esta é uma estatística assustadora. Personagens como Saul, Salomão, e muitos outros, começaram seus ministérios com muitos acertos e terminaram suas vidas provocando o Senhor e em grave processo de rebeldia.

Nossa alma corre perigo.

Saul começou seu reinado com um chamado e unção especial (1 Sm 9.27), depois teve experiências carismáticas profetizando no meio de um grupo de profetas, e isto pareceu tão estranho entre o povo, porque Saul não era exatamente este “rapaz espiritual”, que se tornou proverbial em Israel, quando alguma coisa não ia bem, afirmar o seguinte: “Também Saul entre os profetas?”, um tipo de afirmação de um provérbio brasileiro que afirma: “macacos me mordam!”

Saul teve o privilégio de estruturar Israel em torno de um conceito monárquico, criar as estruturas e cargos, construir palácios, criar um exército, consolidar uma liderança. Infelizmente, as sombras de sua alma foram devorando sua vida e terminou seus anos de forma patética, longe de Deus, invocando médiuns e espiritas para sua própria condenação (1 Sm 28).

Duas questões tem matado líderes?
Uma externa: Paixões do coração. Quando um líder despreza a Palavra de Deus, dá ouvidos ao seu próprio coração, nega sua fé, fere sua família, afasta-se da comunhão da igreja e gera escândalos na comunidade. Não é uma cena muito difícil de se ver. Lamentavelmente.
Outra interna: Pessoas que nunca causam escândalo, contudo, seus corações estão frios e apáticos em relação às realidades espirituais. Sua alma corre sério perigo. Vão sendo consumidos pela apatia. Como Clarice Lispector afirmou no seu poema "Não sentir": "O hábito tem-lhe amortecido as quedas, mas sentindo menos dor, perdeu a vantagem da dor como aviso e sintoma. Hoje em dia vive incomparavelmente mais sereno, porem em grande perigo de vida; pode estar a um passo de estar morrendo, a um passo de já ter morrido, e sem o benefício de seu próprio aviso prévio" (A descoberta do mundo, Rio, Ed. Rocco, 1999, pg 32).
Certamente trata-se de uma cilada envolvente: O acadêmico Jean Restand foi o primeiro a perceber que se colocasse uma rã numa vasilha com água quente, ela reagia violentamente e pulava para fora, mas se a água fosse aquecida lentamente, a rã ficaria entorpecida e morreria queimada. As tentações e reflexos morais também tendem paulatinamente a perder seu bom funcionamento quando nos acostumamos com o mal, até que a consciência se torna completamente entorpecida.

O grande desafio não é ser para fora, mas ser para Deus. Por isto, nossas motivações, intenções e razões do coração são escrutinadas por Deus.

Este texto nos fala de Saul, e como seu coração era capaz de lhe trair.
Eis algumas atitudes refletidas no seu caráter que devem nos levar a considerar o nosso próprio coração:

  1. Fazer o que dá conforto e popularidade ao invés de fazer o que Deus manda – (1 Sm 15.11)
O que Deus mandou ele fazer? O que ele fez?
Este texto nos fala de alguns perigos:
ó  Quando ambientes e circunstâncias se tornam mais relevantes que princípios. “Forçado pelas circunstâncias” (1 Sm 13.12).
Isto nos leva a pensar que, se não houvesse pressão, e se as pessoas não tivessem tais expectativas sobre ele, sua reação seria diferente. Um antigo ditado diz que as pessoas são como saquinhos de chá, nunca se sabe o que tem dentro até que se derrame água fervendo sobre elas. Salomão cedeu à pressão das circunstâncias. Os homens são o passatempo preferido das circunstâncias.

ó  Quando as pessoas se tornam mais importantes que Deus. “Pequei... porque temi o povo e dei ouvidos à sua voz” (1 Sm 15.24).
Quantos de nós não fomos pressionados pelas pessoas que estão ao nosso redor. O que vão dizer, o que pensarão a nosso respeito? Popularidade e aceitação pública é um dos grandes riscos de nossa alma. Precisamos de prudência e graça.

ó  Quando as ambições são maiores que pessoas.
Saul não tinha escrúpulos em usar as pessoas para conseguir alcançar seus alvos políticos. Ele instrumentalizou sua filha Mical, entregando-a a Davi para ser esposa, sem perguntar se era isto que lhe interessava. Posteriormente Mical o enganaria, revelando como a relação dos dois era complexa. Mais tarde, Saul volta à carga e quando Davi foge do palácio, para punir o genro, entrega-a a outro homem. Futuramente um incidente chocante atingiria Israel quando Davi pede de volta a sua esposa.

  1. Preocupação com a auto-promoção ao invés da glória de Deus – Salomão, ao contrário de outros homens piedosos da Bíblia, nunca se preocupou em promover o nome do Senhor no meio de seu povo. O primeiro altar que levantou para o Senhor, demorou cerca de sete anos (1 Sm 15.12).
No entanto, ele era muito rápido em relação a auto-promoção. Ele era um bom marqueteiro. Ele era rápido para chamar atenção sobre si e construir monumentos para perpetuar seu nome, no entanto, demorado em glorificar a Deus (1 Sm 14.35).
Isto pode revelar atitudes espirituais com corações carnais


  1. Tentativa inconsciente (ou não) de “enrolar” a Deus. Quando Samuel questiona sua rebeldia e desobediência, ele se justifica.  “Para sacrificar” (1 Sm 15.13,15).
É a velha tendência de nosso coração de tentar trazer rosas e presentes à esposa, quando deveríamos pedir perdão e admitir o erro. Não adianta encher o altar de Deus de ofertas e sacrifícios, se não houver demonstração de arrependimento. Há um grande risco no ser humano de tornar-se religioso o suficiente para não ser quebrantado.
Esta estratégia é antiga, mas nunca funcionou.
Quando Deus procurou Adão, depois dele ter pecado. Ele não apenas se justificou, mas acusou a deus de estar invadindo a sua privacidade. Afinal, ele estava nu e se escondeu por esta razão. Por que Deus não “respeitou” sua individualidade? Deus, porém, não se deixou enrolar pelos seus discursos filosóficos e psicológicos. Adão precisava de arrependimento, mas ele quis convencer a Deus de que alguma coisa estava errada em Deus, e não nele mesmo.

  1. Relacionamento “terceirizado” com Deus – O texto é muito claro em demonstrar como Saul via o Senhor. Ele não fala de Deus como um ser de relacionamento pessoal, mas refere-se ao Senhor como o Deus de Samuel. O pronome pessoal aqui mostra claramente seu sentimento. “O Senhor, Teu Deus” (1 Sm 15.15,21,30). Ele estava distanciado de deus.
Algum tempo atrás visitei uma missão, cujo pastor tinha um grupo de pessoas, que eram remuneradas para se dedicar a oração pela missão. Achei a ideia interessante. É maravilhoso ter pessoas que intercedem dia e noite por nós, e aquele grupo era de fato envolvido neste processo. No entanto, corre-se o risco de deixar que os outros orem, e que recebamos apenas as bençãos de suas orações, mas nós mesmos não termos maiores compromissos espirituais com Deus.
Existe ainda o perigo de termos um relacionamento impessoal, meramente institucionalizado, nos tornarmos pessoas religiosas, e “igrejadas”.

  1. Não se quebrantar diante da verdade, mas insistir em atitudes externas diante do Deus que não olha para forma, mas para o coração.
Saul reconhece que pecou gravemente contra Deus. O que fazer agora? Voltar-se para o Senhor em quebrantamento, afinal, “coração quebrantado e compungido Deus não desprezará”. A coisa mais importante de sua vida agora era a restauração de sua comunhão com Deus. No entanto, o que faz Saul? Ele implora a Samuel que o acompanhe no culto, para que não deixasse de ser honrado perante os anciãos. Isto certamente não era adoração, mas auto-exaltação (1 Sm 15.30). que glória pode haver quando estamos sendo inquiridos e confrontados pelo próprio Deus?
Vejo esta atitude muitas vezes em concílios, quando líderes caem em pecado.
Eles querem manter a reputação, ocultar as provas, não perderem o nome. Para isto usam de todas as exceções jurídicas possíveis, reúnem dados mentirosos, criam um processo de mentira, para manter as aparências. Eles querem se proteger. De quem? Que nome devo ter quando estou diante de Deus? Que reputação? O mais sério aconteceu, e eu preciso de perdão e restauração, e não de álibis.“O que confessa e deixa alcança misericórdia, mas o que endurece o seu coração cairá no mal.

Conclusão
Wayne Cordeiro, na sua mensagem, “líderes mortos, porém correndo”, fala de sua experiência quando resolveu fazer um programa ao ar livre, e contratou uma grande equipe para montar uma tenda ao ar livro para um evento da sua comunidade. No entanto, a chuva caiu torrencialmente. Apesar de orar pedindo a Deus que impedisse a chuva, ela veio implacavelmente.
Sentindo-se abandonado por Deus, ele fica chateado, e Deus lhe diz o seguinte: “Wayne, em nenhum momento, você pediu para que eu estivesse presente. A sensação é que, se não houvesse chovido, e eu não estivesse presente, estaria tudo certo”.
Assim é que, muitas vezes, diante de sérios perigos de alma, continuamos agindo como se a nossa vida estivesse numa aeronave que segue tranquilamente seu curso.
Nossa alma corre perigo.
Precisamos estar alerta! Pedir a benção e a misericórdia de Deus para viver uma vida de santa piedade e temor.

Questões para discussão:

  1. Por que tão facilmente nossa relação se torna institucionalizada e não pessoal? Você já passou por situação semelhante? Gostaria de compartilhar com o grupo?
  2. Como você lida com a questão da popularidade? Você já passou (ou passa) por situação na qual você tem dificuldade de testemunhar sua fé por necessidade de aprovação pública?
  3. Você já fraquejou na fé por causa das circunstâncias? Alguém disse que “as pessoas são o passatempo das circunstâncias”. O que pensa disto?
  4. Qual é mais fácil: fazer um sacrifício pessoal ou admitir o erro?

Ec 11.9.12.1 O que todo jovem deveria saber...


Introdução:

A falta de conhecimento pode nos matar. O profeta Oseias afirma: “O meu povo está sendo destruído porque lhe falta conhecimento. Porque tu sacerdote rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei” (Os 4.6). Os sacerdotes, que tinham o dever de ensinar corretamente as verdades de Deus relatadas na Lei hebraica, não o faziam. Por desconhecer o conhecimento de Deus, o povo estava sendo destruído.

Neste texto autobiográfico, escrito por Salomão quando já era um homem velho, há um lembrete dirigido aos jovens: “Alegra-te jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas. Afasta, pois, do teu coração o desgostos e remove da tua carne a dor, porque a juventude e a primavera da vida são vaidade” (Ec 11.9-10;12.1)

O recado aos jovens é: “Sabe, porém”. É como ele tivesse dizendo: “Todos vocês precisam saber destas verdades para viverem de forma mais plena.

O que é, tão importante que um jovem saiba?

Tome cuidado para não perder sua juventude - “Alegra-te jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade” (Ec 11.9).

É muito fácil perder a juventude.

Salomão deve ter visto muitos jovens, vivendo nos palácios, tendo tudo o que precisavam, mas perdendo o rumo de sua história com caprichos, insatisfeitos e descontentes. Talvez o próprio Salomão tenha experimentado isto na sua própria história.

Este é um sentimento muito comum que tenho presenciado. Uma geração de adolescentes e jovens vitimizados, insatisfeitos, murmuradores; com auto-estima baixa e olho para eles com aquela mesma musica da MPB que dizia: “Estes moços, pobres moços; ah! Se soubessem o que eu sei!” A vida deles está esvaindo num ciclo de auto complacência, melancolia, mau humor. Jovens sarados, achando-se feios: Deixa você chegar aos 50 anos, se você se acha feio hoje...

A recomendação de Salomão é: “Alegra-te jovem ... e recreie-se o teu coração”. Para de fazer esta leitura de vítima, de que não é bonito (a); de quem ninguém olha para você, você não vale nada. Gente assim vai se tornar uma mulher (homem) de meia idade, mal resolvida (o), brigada com a vida, acusando-se e defendendo-se. Deus não te chamou para este estilo de vida, não é este o propósito de Deus para sua história.

Um dos textos mais fantásticos que já li é Filtro Solar, escrito por Tim Cox, um cara que teve câncer de pele. Veja o que ele diz:



Filtro solar!


Nunca deixem de usar o filtro solar
Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro
seria esta: usem o filtro solar!
Os benefícios a longo prazo do uso de Filtro Solar
estão provados e comprovados pela ciência,
Já o resto de meus conselhos não tem outra base
confiável além de minha própria experiência errante.


Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com
vocês...

Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza
da juventude.
Ou, então, esquece... Você nunca vai entender mesmo o
poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado.
Mas pode crer que daqui a vinte anos você vai evocar
as suas fotos, E perceber de um jeito que você nem desconfia hoje em
dia, Quantas, tantas alternativas se escancaravam a sua frente.
E como você realmente estava com tudo em cima,
Você não está gordo ou gorda...

Não se preocupe com o futuro.
Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que
pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma
equação de álgebra.
As encrencas de verdade em sua vida tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada, E te pegam no ponto fraco às 4 da tarde de uma
terça-feira modorrenta.

Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta
medo de verdade.

Cante.

Não seja leviano com o coração dos outros.
Não ature gente de coração leviano.
Use fio dental.

Não perca tempo com inveja.
Às vezes se está por cima, às vezes por baixo.
A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo.

Não esqueça os elogios que receber. Esqueça as ofensas.
Se conseguir isso, me ensine.
Guarde as antigas cartas de amor. Jogue fora os extratos bancários velhos.

Estique-se.

Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida
As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos vinte e dois
o que queriam fazer da vida.
Alguns dos quarentões mais interessantes que eu conheço ainda não sabem.

Tome bastante cálcio.
Seja cuidadoso com os joelhos. Você vai sentir falta deles.

Talvez você case, talvez não.
Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.

Faça o que fizer não se auto congratule demais, nem seja severo demais com você,
As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo,
É assim para todo mundo.
Desfrute de seu corpo use-o de toda maneira que puder, mesmo!!
Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele,
É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.

Dance.
Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto.
Leia as instruções mesmo que não vá segui-las depois.
Não leia revistas de beleza, elas só vão fazer você se achar feio


Dedique-se a conhecer seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez.
Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e
possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.

Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.
Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vida, porque quanto mais
velho você ficar,
Mais você vai precisar das pessoas que você conheceu quando jovem.

More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.
More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.

Viaje.

Aceite certas verdades inescapáveis:
Os preços vão subir, os políticos vão saracotear, você também vai envelhecer.
E quando isso acontecer você vai fantasiar que quando era jovem os preços eram razoáveis, os políticos eram
decentes, E as crianças respeitavam os mais velhos.
Respeite os mais velhos!!
E não espere que ninguém segure a sua barra.
Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada.
Talvez você case com um bom partido, mas não esqueça que um dos dois de repente pode acabar.
Não mexa demais nos cabelos se não quando você chegar aos 40 vai aparentar 85.

Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os oferecem.
Conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo,
repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.



Mas no filtro solar
Acredite.

Link: http://www.vagalume.com.br/filtro-solar/pedro-bial-filtro-solar.html#ixzz3hNqGkjnt


Veja a tradução livre deste texto, feita por Eugene Peterson:

Jovem, aproveite ao máximo a sua juventude. Desfrute toda essa força e vigor. Siga os impulsos do seu coração, e, se algo lhe parecer bom, corra atrás. Mas não se esqueça que nem tudo é permitido; um dia, você terá de responder a Deus por tudo. Viva livre, feliz e despreocupado. Você não será jovem para sempre. Afinal, a juventude se vai como a neblina” (A Mensagem).

Trate de forma direta dos movimentos que trazem desgosto e dor – “Afasta, pois, do teu coração o desgostos e remove da tua carne a dor” (Ec 12.1).

A advertência bíblica é para tomarmos cuidado para que o vitimismo, o inconformismo, as amarguras, não controlem sua vida. Pergunte honestamente: “Tenho motivos para estar me sentindo assim? Deus certa vez perguntou ao humorado profeta Jonas: “É razoável esta tua ira?” (Jn 4.11); e fez pergunta semelhante ao irritadiço Caim: “Por que andas irado, e por que descaiu o tem semblante?” (Gn 4.6). Em ambos os casos, Jonas e Caim se achavam certos, mas seus motivos eram errados e suas conclusões equivocadas.

Tenho visto muitos jovens mal resolvidos – chego a ter compaixão. Gente chata, culpando a vida, as pessoas, a igreja e mesmo a Deus por serem como são, reclamam da vida, acham que nada dá certo para eles. Mas veja o que Deus fala a Caim: “Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gn 4.7).

Um texto do livro de provérbios tem me chamado muito a atenção. “A estultícia do homem perverte o seu caminho, mas é contra o Senhor que o seu coração se ira” (Pv 19.3). Eugene Peterson traduz este texto da seguinte forma: “As pessoas arruínam a própria vida com sua insensatez; mas sempre acham um jeito de pôr a culpa no Eterno” (A Mensagem).

O texto de Eclesiastes 12.1 nos dá uma má e uma boa notícia. A má: Você vai ter desgosto e dor. É assim a vida, traição, doença, injustiça, tragédias, decepção com as pessoas. A vida é difícil. Você já nasce neste mundo chorando. Deixar oxigênio entrar nos nossos pulmões quando saímos do útero da mamãe é dolorido, traz experiência desagradável. Crescer dói; sair da dependência da mãe e do pai (em quem podemos jogar toda culpa pelo nosso fracasso sem que eles reclamem, dói). A vida traz desgosto e dor.

O reitor de uma Universidade do Sul da Califórnia enviou um e-mail para a Microsoft convidando Bill Gates a fazer um discurso no dia de formatura, incentivando os formandos no início de suas carreiras e, para sua surpresa, Bill Gates aceitou. Esperava-se que ele fizesse um discurso longo, de mais de uma hora, afinal ele é o dono da Microsoft e possuiu a maior fortuna pessoal do mundo! Mas Bill foi extremamente lacônico, falou apenas durante 5 minutos, subiu em seu helicóptero e foi embora.

A seguir, transcrevo algumas destas 11 regras que ele compartilhou com os formandos naquela ocasião:
èA vida não é fácil.  Acostume-se com isso.
èO mundo não está preocupado com a sua auto-estima.  O mundo espera que você faça alguma coisa de útil por ele (o mundo) antes de aceitá-lo.
 èSe você acha que seu pai ou seu professor são rudes, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.
èSe você fracassar não ache que a culpa é de seus pais.  Não lamente seus erros, aprenda com eles.
èAntes de você nascer seus pais não eram tão críticos como agora.  Eles só ficaram assim por terem de pagar suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”.  Então, antes de tentar salvar o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente arrumar o seu próprio quarto.

Salomão afirma: “Afasta, pois, do teu coração o desgosto e remove da tua carne a dor”. É melhor ir começando a olhar a vida de outra forma. Você não é vítima das circunstâncias e das pessoas. Jogue fora o desgosto e a dor que gruda na carne. Siga em frente!

Agora a boa notícia: Você não precisa sentenciar sua vida pelo desgosto e dor. Dá para colocar estas coisas longe de você. Por isto a Bíblia diz: ““Afasta, pois, do teu coração”. Esteja alerta à sua tendência hipocondríaca, à auto-compaixão e auto comiseração. Encare de frente a dor e o desgosto, e afaste isto de sua vida. Trate de forma direta dos movimentos que trazem desgosto e dor.

Não desconsidere Deus na sua jornada – “...Sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas”.
A verdade é a seguinte:

Não dá para viver a vida como um existencialista liberal, de forma inconsequente, apenas o aqui e agora. Há uma tendência moderna de optarmos por um relativismo moral que deseja apenas satisfazer desejos e impulsos, como um animal no cio, aqui e agora.

Não dá para viver de forma hedonista – Na busca desenfreada por auto satisfação, auto gratificação. Tudo tem preço. Decisões equivocadas cobram caro. As decisões de atitudes que você está tomando agora vão refletir na sua vida daqui a 10 anos, e acima de tudo, tem efeito eterno também. Deus te pedirá contas!

Não dá para viver como epicurista – Epicuro defendia a ideia de que tudo deve ser feito para o prazer pessoal. Um cristão, contudo, não tem como eixo da sua vida o prazer. Isto é coisa de pagão. Jovens que frequentadores de igreja que vivem desta forma, sem temor a Deus, não são, de fato, convertidos.

Não dá para viver como ímpio – sem considerar Deus.

Esaú viveu desta forma. Veja o que diz a Bíblia:
“...nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura. Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bencao, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lagrimas, o tivesse buscado” (Hb 12.16-17).
Esaú sucumbiu à tentação do imediato: Ter satisfação imediata dos desejos. Estava com fome, possuía necessidades não satisfeitas e Jacó estava com o prato pronto. Jacó consegue fazê-lo jurar: Uma decisão que vai durar a vida inteira. Satanás sempre usou a estratégia do imediatismo e da satisfação imediata dos desejos. Ele usa conosco a mesma abordagem que usou com Jesus: “Se tem fome, coma! Manda que estas pedras se transformem em pães, absolutize seus desejos!  Muitos decidem sem avaliar as implicações. Faz pela “urgência”, ou porque era a opção mais fácil e adiante paga um preço muito caro. Não conseguem esperar o tempo de Deus e assumem posições comprometedoras no plano de Deus para sua vida. É o imediatismo destruidor, que espera resultados rápidos.

Esaú menosprezou as coisas de Deus. Desprezou e depreciou; agiu com leviandade, aceitou a indecorosa proposta. Esaú banaliza, minimiza e vulgariza o sagrado, trocando-os por bagatelas e quinquilharias. Não venda seus direitos espirituais. O desprezo das coisas sagradas traz danos espirituais (perda das bençãos e privilégios); e emocionais (recalque, depressão, amargura. Leviandade e precipitação tem a ver com caráter- (Aquilo que tem a ver com nossa interioridade e profundidade de alma).  Apelos imediatos para satisfação de nossa carne são sempre colocados em momentos de profundas necessidades pessoais Temos a necessidade de submeter a carne ao espírito, as coisas temporais, às eternas. Saídas fáceis nunca foram “respostas de Deus”.

Podemos fazer nossas escolhas, mas não podemos nos livrar das consequências que tais escolhas nos trazem. Em Hb 12.16,17 a Palavra de Deus nos revela o resultado da atitude de Esaú. Posteriormente busca com lágrimas a benção que já não pode ser alcançada por ele; posteriormente tenta refazer suas atitudes, mas não existiam mais conexões entre elas. Esaú: "Chorou amargamente" e  “busca com lágrimas” o tempo de arrependimento (Hb 12.17), mas não consegue mais. Passou o tempo…

Conclusão:
Todo jovem deveria saber estas coisas.

É fácil esquecer, ignorar, fazer de conta que isto não tem importância. Salomão sabia disto. Ele mesmo estava experimentando a tristeza de uma vida vazia, sem sentido e distanciada de Deus na sua velhice. Tudo parecia tão belo e charmoso no início, tudo tão fascinante, mas agora, tudo é sem sentido e valor.


Por isto ele adverte: “Sabe, porém, que de todas estas coisas, Deus te pedirá contas...”

Ec 12.9-14 Em síntese...



Introdução:

Estamos chegando ao final do livro de Eclesiastes, e o autor, depois de todas as afirmações ambíguas, cínicas, pessimistas, eventualmente sábias e práticas, faz uma síntese do seu pensamento, baseado em alguns princípios. Leio isto como se fosse uma espécie de um post scriptum que as pessoas costumavam colocar no final das cartas, como uma forma de lembrete. Era uma forma de ressaltar algum ponto mais importante, que não deveria ser desconsiderado ou esquecido. 

1.       O conhecimento humano é ilimitado“Demais, filho meu, atenta: não há limites para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne” (Ec 12.12).

Certo autor chegou a fazer a seguinte afirmação: “Desisti de escrever, depois que percebi que sempre alguém já escreveu sobre o assunto antes”. A verdade é que “a originalidade é a arte de esconder as fontes”.

É comum quando se está fazendo uma monografia, sermos orientados a delimitar o tema, o máximo possível. Se abrirmos demais, o leque será tão grande que no final será difícil fazer um desfecho adequado. São milhares de artigos, temas, pesquisas publicados mensalmente, e a pauta não se esgota. Quando a monografia está praticamente concluída, os orientadores pedem a seus orientados para que não leiam mais, apenas organize os dados para fazer um fechamento. Se insistir na leitura, vai querer enxertar cada vez mais dados e assim perdeu o fio da meada. Afirma-se que “copiar um autor é plágio, copiar muitos é pesquisa”.

O profeta Daniel afirma que nos últimos tempos “o saber se multiplicará” (Dn 12.4). Já pensaram em quantas informações temos nas bibliotecas do mundo? E nas redes sociais? Qualquer tema, sobe qualquer assunto, por mais bizarro que seja, vai ter uma gama imensa de artigos, publicações, reflexões, discussões. Qualquer tema é quase ilimitado. Se você não afunilar o tema, vai aparecer mais de um milhão de artigos sobre ele. Quanto mais você estuda, mais tem a percepção de como seu conhecimento é limitado.

  1. O conhecimento é incapaz de satisfazer a alma humana – “Muito estudar é enfado da carne”. Esta é um dos versículos preferidos de alunos preguiçosos. Paulo afirma que “o saber ensoberbece, mas o amor edifica” (1 Co 8.1).
Outra tradução afirma que “o saber incha”. Apesar da amplitude do saber e do conhecimento, o pregador afirma que ele é insuficiente para satisfazer a alma humana. O conhecimento não traz satisfação, nem contentamento, nem alegria, nem sentido. Alguns dos homens mais tristes, céticos e cínicos que li e conheci são homens profundamente conhecedores e pesquisadores. O conhecimento não traz resposta a alma humana. Quando muito traz orgulho e vaidade, como bem afirmou o apóstolo Paulo: “O saber ensoberbece, mas o amor edifica” (1 Co 8.1)

É curioso que as nações com maior índice de educação, como a Noruega, Suécia e Finlândia, apresentam as mais altas de suicídio. Foram efetivos no combate à criminalidade e a marginalidade, com poucos números de homicídios, mas não resolvem o problema da falta de sentido no coração.

Salomão foi um homem com muito conhecimento e informação. Suas atividades foram surpreendentes: “Era a sabedoria de Salomão maior do que a de todos os do Oriente e do que toda sabedoria dos egípcios. Era mais sábio do que todos os homens, mas sábio do que Etã, esraíta, e do que Hemã, Calcol e Darda, filhos de Maol; e correu a sua fama por todas as nações em redor. Compôs três mil provérbios, e foram os seus cânticos mil e cinco. Discorreu sobre todas as plantas, desde o cedro que está no Líbano até ao hissopo que brota do muro; também falou dos animais e das aves, dos repteis e dos peixes. De todos os povos vinha gente a ouvir a sabedoria de Salomão, e também enviados de todos os reis da terra que tinham ouvido de sua sabedoria” (1 Rs 4.30-34).

Apesar disto, o que este conhecimento trouxe à sua alma? Ele afirmava que tudo quanto desejaram seus olhos ele não negou, mas isto só lhe trouxe enfado e fadiga e esta era a recompensa de todas as suas conquistas (Ec 2.10-11). Chegou à conclusão que a vida era apenas vaidade, e que “muito estudar é enfado da carne”, é só canseira, obsessão e tolice. Ele discorreu sobre botânica, repteis, fauna, peixes, mas sentiu-se enfadado com a quantidade de informações que possuía.

Vivemos dias de muita informação, mas isto não resolve a questão básica do ser humano que é o sentido e propósito de viver. Salomão estudou, escreveu, ensinou – mas seu conhecimento não trouxe sentido à sua alma. Esta é a grande e dolorida conclusão. O conhecimento humano é ilimitado, mas insuficiente para dar propósito a alma humana.

3.       Só o temor a Deus pode reorientar a vida humana – “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: teme a Deus e guarda seus mandamentos, pois é dever de todos os homens” (Ec 12.13).

Existe uma discussão hermenêutica sobre este texto.
Seria ele um sinal de que Salomão se mostra arrependido de todo o seu desatino e afastamento de Deus? Se isto é verdade, vemos aqui um relato de um retorno a Deus. E isto é bom. Salomão está retomando o caminho de sua distração e afastamento. Nos livros dos reis e das crônicas, não existem registros de um retorno espiritual de Salomão. Ele começou bem, mas terminou mal, ao contrário de Manasses que começou de forma terrível, mas no final da vida se arrependeu e voltou ao Senhor.

O que Salomão está dizendo?

Você pode ter o que quiser, conquistar tudo o que for possível, sobrepujar em poder e dinheiro a todos outros homens, escrever muitos livros, compor provérbios, pesquisar, fazer PhD. Ou até mesmo ser um pregador, mas se não tiver o temor do Senhor, nada será consistente.

Em síntese: o resumo, a soma, a suma de tudo é uma só. Em última instância só isto é essencial e fundamental: teme a Deus!

A Bíblia diz que “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Pv 1.7). É isto que Salomão afirma: “o temor do Senhor é a essência da existência”. Só o conhecimento, a riqueza, o poder, sem o temor de Deus, não dará aquilo que é essencial. Por isto a Bíblia afirma: “Feliz o homem que teme o Senhor e anda no seu caminho, do trabalho de suas mãos comeras, feliz serás e tudo te irá bem; sua esposa no interior de sua casa será como a videira frutífera, teus filhos como rebentos da oliveira. Eis como será abençoado o homem que teme o Senhor!” (Sl 128.1-4). Jó afirma que “o temor do Senhor é a sabedoria, e o apartar-se do mal, o entendimento” (Jó 28.28).

4.       O juízo de Deus deve nortear a vida – “Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (Ec 12.14)

Vivemos numa época que clama por leis mais justas, uma justiça mais rápida, eficiente e integra, com a execução imediata da lei, quando nos referimos às leis humanas, no entanto, temos um conceito popular que afirma subliminarmente que Deus é amor, mas não é justiça, e não pode aplicar justiça.

A Bíblia declara que Deus é amor, mas é também justiça.

No livro de Apocalipse há muito louvor ao Cordeiro de Deus, que foi morto, mas curiosamente, fala também de uma figura paradoxal: a Ira do Cordeiro. É o Cordeiro que abre os selos que pronunciam o juízo sobre todas as nações (Ap 6.1-17) e por temerem a Ira de Deus e do Cordeiro, os reis da terra se escondem de Deus e do Cordeiro, afligidos pelo pavor de encarar sua face (Ap 6.17).

Não é esta uma figura estranha? Cordeiro é um animal frágil e indefeso, mas aqui se apresenta como aquele que exerce juízo sobre todos os poderosos da terra.

Salomão tenta sintetizar todo o seu pregresso ceticismo expresso em alguns textos de
Eclesiastes, reafirmando a ideia da eternidade e do juízo de Deus. Foi ele mesmo quem disse que o mesmo sucede a todos, justos e perversos, bons e maus (Ec 9.2-3), mas agora reafirma esta doutrina clara nas Escrituras, de que Deus exerce justiça e julga os povos com equidade (Sl 94.9-10). Deus vai julgar atos e intenções, coisas conhecidas e desconhecidas, fatos bons e maus, “porque importa que todos compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou mal que tiver feito por meio do corpo” (2 Co 5.10). Diante de Deus não se esconde nada, de bom ou de ruim. Todos os fatos serão conhecidos e julgados.

Porque um dia compareceremos diante do tribunal de um Deus justo, diante do qual não se existe nada de bom ou de ruim, precisamos estar preparados para este encontro. “Porque ele vem, vem julgar a terra. Julgará o mundo com justiça e os povos consoante sua equidade”. Precisamos de Jesus.

O Livro de Apocalipse nos fala de um grande número de pessoas comparecendo diante de Deus, com as cabeças erguidas, e um dos anciãos lhe pergunta: “Estes, de vestes brancas, quem são e de onde vieram?” E a resposta é: “Estes são os que lavaram suas vestiduras no sangue do Cordeiro. Razão pela qual se apresentam diante de Deus”. Para estar em pé diante de Deus, no dia do juízo, precisamos de Jesus, nosso representante legal diante de Deus, nosso substituto.

Em síntese, temos aqui quatro princípios eternos:

A. O conhecimento humano é ilimitado – “Demais, filho meu, atenta: não há limites para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne” (Ec 12.12).

2.       O saber é insuficiente para satisfaz os anseios mais profundos da alma

3.       Só o temor a Deus pode reorientar a vida humana – “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: teme a Deus e guarda seus mandamentos, pois é dever de todos os homens” (Ec 12.13).

4.       O juízo de Deus deve nortear a vida – “Porque Deus há de trazer...” (Ec 12.14)

Tudo o mais é vaidade, névoa, bolha de sabão, nulidade, falta de sentido, fadiga, cansaço, especulação, ceticismo, pessimismo e cinismo.

A suma de tudo é: “Teme a Deus e guarda seus mandamentos, porque isto é dever de todos os homens”.