sábado, 14 de maio de 2022

Fp 4.10-20 Aprendi a viver contente

 


 

 

 

 

Introdução

 

O maior desafio de nossa vida é vivê-la em plenitude. Este é o anseio mais profundo da alma. T. S. Elliot ao refletir sobre suas crises pessoais disse o seguinte: “Onde está a vida que perdi tentando encontrá-la?” No fundo de nossa existência, todos nós queremos encontrar alegria e sentido. Na maior parte do tempo, porém, o que encontramos é o vazio, o desencorajamento, as dúvidas, temores por dentro e por fora.

 

Neste texto o apóstolo revela suas percepções de forma muito positiva, mesmo estando preso e condenado. Sua fé e confiança em Deus o livraram de pensar que sua prisão era um inferno, ajudando- a entender que a vida vale a pena ser vivida, mesmo quando todas as circunstâncias dizem não. Se você tem vivido uma vida sem sentido e sem razão, vivendo por viver, preste atenção neste texto da Palavra de Deus.

 

Paulo diz: “Aprendi a viver contente e em toda e qualquer situação.” (Fp 4.11). Psicólogos reunidos elegeram Paulo como o homem mais feliz da terra, por causa desta declaração. Quais foram as experiências que ajudaram Paulo a encontrar alegria na vida?

 

  1. Paulo aprendeu que felicidade não é algo inato – É aprendizado! Paulo afirma: “Aprendi”. Ele não diz que a alegria era uma característica natural de sua personalidade, do seu temperamento e do seu humor, mas foi resultado de um aprendizado.

 

Vamos pensar nas implicações disto para nossas vidas:

Não é questão de "ser" alegre, mas "aprender" ser alegre.

É fácil aprender a ser mau humorado, chato, inconveniente. Será possível mudar esta forma de ser e agir?

É fácil aprender e criar um padrão de comportamento miserável e depressivo, olhando a vida pela ótica do vitimismo, ou da bronca, como um dos sete ladrões da fábula. Precisamos ficar atentos quanto ao estilo de vida e padrão que temos adotado.


pergunte a você mesmo: Por que adotar este estilo de vida de gente de cara amarrada e infeliz? Quanto da nossa infelicidade tem a ver realmente com a dureza da vida, e quanto da nossa infelicidade tem a ver com uma opção macabra e estranha de comportamento? Por que adotar a máscara da melancolia?


Lamentavelmente aprendemos a ser mau educados e justificamos a nossa grosseria e insatisfação, uma vida de reclamação como aquele antigo personagem do desenho animado da televisão que dizia: "Oh vida! Oh morte!!!"


Tivemos na faculdade um professor de Ética e Filosofia que era estranho... apesar de ser um homem com um profundo conhecimento em várias áreas acadêmicas, ele era eventualmente bizarro na sua forma de interpretar a vida. Certa vez numa das aulas de ética, ele falava sobre convenções humanas, e então argumentou: "Dizer bom dia ou boa noite, nada mais é que convenção, porque o "bom dia", não muda a vida de ninguém." Um colega da turma, meio desligado, interviu e disse: "Professor, não dizemos bom dia ou boa tarde para mudar a vida dos outros, dizemos isto porque isto é uma questão de educação, é uma questão de berço."


Santa Tereza D'Avila, uma das místicas da Idade Média, muito respeitada pela sua espiritualidade contemplativa, certa vez comentou: "Deus nos livre dos santos de cara amarrada!" Realmente, ser triste, pode não ser uma condição inata, mas pode ser uma decisão estúpida ou tola. Paulo afirma que "aprendeu", a viver contente. Será que podemos também aprender?

 

Descontentamento é algo muito comum em nossos dias. Como temos vivido uma vida descontente... Apesar de termos muito mais que nossos pais e avós, termos roupas confortáveis, casas bonitas, podermos viajar, estudar, comer em bons restaurante, continuamos vazios. Somos uma geração infeliz, mau agradecida, murmuradora e triste. Isto é questão de foco.

 

As estatísticas são alarmantes:

A depressão aumentou 63% nos adolescentes e o suicídio 56% entre 2007 e 2017. Tragicamente o suicídio neste período se tornou a segunda causa de morte entre os jovens. O aumento do uso de álcool e droga, desordens alimentares e atividade sexual desordenada revelam a busca insaciável por prazer. A religião foi substituída por uma “massiva cultura de banalidade, conformidade e auto indulgência.” 71% dos jovens tem forte tendência à obesidade e envolvimento em pequenos delitos, doença mental e problemas relacionados à droga.  

 

Um antigo provérbio diz que dois homens se encontravam da janela da casa vendo a chuva cair. Um olhou e viu lama, outro olhou e viu beleza. O que diferenciou? Os olhares estavam colocados em lugares diferentes.

 

Isto pode ser percebido na vida de Paulo. Ele se encontrava numa prisão, o ambiente era hostil, foram espancados, estavam numa cela, e ali, seus olhos foram postos em Deus e tudo mudou. A perspectiva dos céus encheu seus corações de alegria. A diferença estava em seu coração. Questão de perspectiva.

 

Felicidade, apreciação, gratidão e contentamento são coisas que desenvolvemos. Aprendemos a viver assim. Paulo diz que, caminhando com Deus, aprendeu a viver contente.

 

Você tem aprendido a viver contente, ou encontra-se derrotado na sua amargura, culpando a vida e a Deus pelos fracassos? Quando entramos na estrada da ingratidão dificilmente somos capazes de celebrar a vida e encontrar satisfação.

 

  1. Paulo aprendeu que relacionamentos são mais importantes que coisas - Ao escrever este texto, estava agradecendo a igreja de Filipos pela oferta haviam enviado para seu sustento pessoal como missionário, mas deixa claro que o dinheiro só era importante porque revelava o outro lado da moeda: revelava amor e cuidado. “Não que eu procure donativos...” (Fp 4.17)

 

O problema é que vivemos conectados a coisas, e nos esquecemos das relações. Paulo considera importante a oferta, mas o que ele considera ainda mais importante era o carinho recebido da igreja. Recentemente a igreja me deu de presente um carro zero quilômetro pelos 20 anos de pastoreio na Igreja Central de Anápolis. Obviamente um presente para lá de significativo, isto nunca me aconteceu antes no ministério. Sara e eu ficamos muito gratos por este extravagante e generoso presente. Mas deixe-me dizer do fundo do coração. Tudo isto não teria qualquer valor se eu suspeitasse de que tal presente não fosse fruto do amor. O carinho e as manifestações de amor recebidos foram maravilhosos.

 

Patrick M. Morley no livro, “The seven  reasons of a man’s life[1]afirma:

 

Muitas vezes sou bombardeado por pedidos urgentes, que exigem respostas urgentes, a problemas urgentes,com consequências urgentes. Tenho a impressão que o mundo deixará de girar em torno do seu eixo, a não ser que eu, pessoalmente o movimente.

Quando paro para analisar o significado destas coisas aparentemente urgentes, reconheço que há muita palha, pouco trigo e uma imensa corrida atrás do vento” (Pg. 44).

 

Temos necessidade de construir um tempo extra para conversar, para estar juntos, para celebrar, nada mais. Paulo enfatiza de que possuía relações significativas com a Igreja de Filipos, e em tempos de hostilidade isto estava lhe fazendo enorme diferença na sua história pessoal (Fp 4.15). O amor daquela igreja, mesmo à distância, o sustentava, alimentava seu coração. Pessoas são mais importantes que coisas.

 

Nossa vida é transformada quando encontramos vínculos significativos nos relacionamentos, quando encontramos pessoas que se tornam referência e significado para nós. Paulo admite que dependia e precisava daqueles irmãos. A maioria de nós vive uma vida miserável porque virou gado, estamos isolados, meros agentes de produção, gerando riquezas, trabalhando incansavelmente, mas sem relacionamentos significativos.

 

  1. Paulo aprendeu a lidar com abundância e escassez – Sua vida não girava em torno de coisas ou situações favoráveis. Ele sabia que a vida muitas vezes é instável e por isto não podemos nos tornar reféns de coisas para encontrar alegria. Ele conseguiu ter abundância sem culpa, e escassez sem amargura.

 

2.1. Abundância sem culpa- “Sei estar honrado”

 

Paulo celebrava a vida quando Deus lhe permitia ser honrado, não se sentia culpado quando Deus lhe dava coisas boas e oportunidades agradáveis.

 

Precisamos aprender a viver de bem com a vida quando Deus nos dá honra. Descansar sem crise; ir à praia sem crise; dormir quando puder  até mais tarde, sem crise; comer, quando puder, sem crise.  Não assumir uma vida negativa, cheia de dor quando está diante de um prato de comida gostoso ou de um banquete. Esta não é a hora de dizer: “Ah, os pobres da Etiópia” ou “Ah! O meu regime!” ou “Estou gordo!”. Naturalmente precisamos viver estilo de vida simples e assumir compromisso com os necessitados, cuidar de nossa saúde, eventualmente fazer dieta, mas nada de deixar de celebrar honra e fartura. Muitas pessoas tem crise porque tem as coisas. Tornam-se assim infelizes por serem felizes. Faz sentido?

 

Alguns anos atrás, morando ainda nos Estados Unidos, fui convidado por um amigo que ocupava um cargo muito importante numa empresa paulista para fazer uma escala na cidade de São Paulo e irmos almoçar juntos. Ele me falou que não deveria me preocupar, porque seu motorista me apanharia no aeroporto. E ao chegar, uma pessoa muito educada, dirigindo um carro executivo preto, estava me esperando no aeroporto, me tratou como alguém importante e abriu a porta daquele carro para eu entrar. Na hora fiquei meio encabulado, mas daí a pouco eu já estava gostando de ser tratado assim e agradecendo a Deus, senti que aquele era um momento em que Deus estava cuidando de forma particular da minha vida. Era um presente de Deus para minha vida.

 

2.2.  Escassez sem murmuração - “Sei estar humilhado

 

Por outro lado, Paulo afirma que aprendeu também a andar com contentamento em seu coração nos dias de aperto e dificuldade. Ele aprendeu a viver contente também em tempos de vacas magras, aprendeu a não se desesperar com os dias maus. Conseguia passar por crise, reajustar as finanças, refazer o orçamento familiar, apertar o cinto, vender o carro bom para pagar despesas, sem se desesperar, sem ter um ataque de nervos, sem se afligir. Ele havia aprendido a lidar com escassez.

 

A Bíblia nos mostra como situações difíceis podem determinar o coração das pessoas. “As pessoas são como saquinhos de chá – nunca se sabe o que há dentro, enquanto não derramar água fervendo”. Jó e sua esposa passam juntos por uma situação desesperadora e a reação de cada um deles diante foi completamente diferente. Diante das tragédias, a mulher de Jó afirma: “Ainda conservas a tua integridade, amaldiçoa a Deus e morre”. Jó encontra-se na mesma circunstância adversa e pesada. Qual foi sua atitude? “Falas como doida; temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal?” A mesma situação provoca reações completamente diferentes.

Paulo “aprendeu” a estar humilhado, a viver em situações de escassez, a ter atitude de coragem e fé diante das provações. Precisamos aprender a lidar com a vida, quando coisas essenciais faltam. Não será por isto que nossos cartões de crédito estouram os limites facilmente, não conseguimos admitir que é preciso viver com limites. Não conseguirmos lidar com tempos de escassez.

 

  1. Paulo aprendeu a não condicionar sua alegria aos elementos externos: Circunstâncias, situações e pessoas (Fp 4.12).

 

Uma das coisas que mais roubam a alegria de nossas vidas são as circunstâncias adversas. O fato, porém, é que nenhum de nós tem controle sobre fatores externos. Você não pode controlar o trânsito, o tempo, a reação dos outros, a variação do dólar e da bolsa, ou a atitude dos filhos e cônjuge, a dor, a perda, o luto, mas pode lidar com estes fatores externos de forma mais positiva. Infelizmente nosso humor tem dependido de situações, a alegria está condicionada aos fatores dos quais não temos controle.

 

Certa vez fui convidado para pregar na igreja de Vila Isabel, Rio de Janeiro, mas me esqueci que teria que passar próximo ao maracanã num dia de Fla-Flu. Parado no trânsito descobri que jamais chegaria a tempo de pregar. Então fiz o que era possível: Telefonei para a Igreja e justifiquei minha ausência. Eu não podia alterar a situação. Infelizmente nem sempre consigo lidar com adversidades de forma tão positiva. Como alguém comentou: “as pessoas são o passatempo predileto das circunstâncias”.

 

  1. Paulo conheceu a Deus e o potencial que nele existe

 

a.     Tudo é possível em Deus. “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.13). O texto não diz que podemos tudo em nós mesmos. Precisamos discernir a fonte de nossa capacitação. O texto não está falando de confissão positiva, nem de auto ajuda, mas que tudo podemos em Deus.

 

A força e alegria de Paulo estão em Deus. Ele não diz apenas, alegrai-vos sempre; o texto precisa ser lido na sua integralidade: “Alegrai-vos sempre no Senhor.” Deus é a fonte do contentamento. Não há alegria fora de Deus. O problema é que queremos ter alegria sem a fonte da alegria; queremos paz, sem o Deus da paz.

 

b.     Deus supre toda  necessidade – “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades”(Fp 4.19).

 

Algumas observações sobre este texto:

 

  1. Deus é meticuloso - “suprirá... cada uma de vossas necessidades.” Sublinhe a palavra “cada uma”. Os recursos virão, na hora certa, suprindo “cada necessidade”. Nenhuma delas será omitida ou esquecida.

 

Uma dos nomes de Deus na Bíblia é Jeová-Jiré, o Deus da provisão. Ele se revela ao seu povo desta forma. Os quarenta anos no deserto, na travessia do povo de Deus do Egito para a terra prometida, mostra-nos o cuidado diário de Deus. Muita pessoas tem dificuldade para crer no cuidado de Deus, mas a verdade é que ele sempre se revela desta forma. Ele sempre tem cuidado de nós.

 

Carlito Paes, pastor da Igreja da Cidade em São José dos Campos, conta que certo empresário lhe procurou dizendo: “Pastor, eu não tenho problema em contribuir com 10% do que ganho. Isto é fácil, eu não preciso administrar. A liderança da igreja que recebe é que tem este grande desafio. O meu problema está em administrar os 90% que ainda ficam comigo, porque muitas vezes faço maus negócios, invisto onde não deveria, gasto com coisas desnecessárias, compro o que não preciso com dinheiro que não tenho para impressionar pessoas que não gosto.”

 

Deus supre cada uma de nossas necessidades. Quando vejo pessoas com problemas financeiros eu as desafio: Seja fiel ao Senhor e transfira a responsabilidade de seu sustento a Deus. A partir dai, a responsabilidade é dele. Deixe Deus cuidar de sua vida financeira.

 

  1. Deus suprirá necessidades, não desejos. Confundimos o que queremos com o que é necessário; o que precisamos com o que desejamos.

 

Querer um carro melhor é um desejo, mas é de fato uma necessidade? Deus às vezes nos dá um presente excepcional, mas isto não é necessidade, ele não tem compromissos com o nosso desejo. Você pode querer fazer uma viagem cara, comprar roupas melhores, equipamentos mais sofisticados, mas isto é uma necessidade ou desejo? Deus pode dar, mas não é isto que ele promete.

 

  1. A fonte do nosso suprimento é Jesus - “Deus há de suprir em Cristo Jesus.” Sublinhe outra palavra: “Em Cristo”. Em Jesus, é que encontramos toda provisão.

 

Isto é importante porque sempre achamos que nossas necessidades são materiais, mas a verdade é que as maiores necessidades que temos são muito maiores, transcendem em muito as questões de sustento. Elas são de natureza espiritual.

 

Logo após a multiplicação dos pães, em Jo 6.1-15, as pessoas quiseram transformar aquele ato em um ato político, e declará-lo rei. Sabe o que Jesus fez? “...retirou-se novamente, sozinho, para o monte.” (Jo 6.15). Jesus não quer ser identificado com um solucionador de problemas econômicos, mas como salvador. Ele não quer apenas ser “milagreiro”, ele quer ser Senhor de suas vidas. Por isto, logo em seguida ele fará um sermão declarando sua intenção. “Declarou-lhes pois, Jesus: eu sou o pão da vida, o que vem a mim jamais terá fome, e o que crê em mim jamais terá sede.” (Jo 6.35).

 

Nossas necessidades são bem maiores do que imaginamos. C. S. Lewis afirma que o problema do ser humano não é desejar, mas é “desejar pouco.” 

"Nosso Senhor considera nossos desejos não demasiadamente fortes, mas demasiadamente fracos. somos criaturas perdidas, correndo atrás do álcool, sexo e ambições, desprezando a alegria infinita que se nos oferece, como uma criança ignorante que prefere continuar fazendo seus bolinhos de areia numa favela porque não consegue imaginar o que significa um convite para passar as férias na praia. Contentamo-nos com muito pouco" (O peso da Glória, p. 3-4)


Temos nos contentado com migalhas, mas a grande riqueza é ser de Cristo e pertencer a ele. Há uma necessidade em seu coração, que dinheiro não resolve, nem soluções econômicas viabilizam. Ele é o “pão da vida”, você tem fome de algo muito maior. Você tem fome do Eterno, de transcendência, de sentido. Apenas o pão da vida pode saciar sua alma.

 

Conclusão

 

Por isto, de todas as coisas, a mais importante e que pode realmente trazer alegria para o nosso coração, é descrito neste texto. Paulo descobriu que a fonte de genuína da alegria, encontrava-se na relação pessoal e intransferível com Deus, por meio de Jesus. Esta afirmação é feita por duas vezes:

ð  Fp 4.10: “Alegrei-me sobremaneira no Senhor”. Paulo afirma que sua fonte extraordinária de alegria estava em Deus.

 

ð  Fp 4.10: “E o meu Deus, há de suprir em cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades”. Em Cristo Jesus. Quando estamos em Jesus, haverá suprimento. Riqueza e abundancia de graça, de vida, de contentamento, de paz. Haverá provisão, sustento, cuidado.

 

Existem muitos querendo alegria fora de Jesus. Mas, “separado de Deus, quem pode comer, ou quem pode alegrar-se?”  (Ec 2.25).

 

Mickey Mantle consagrou-se como o maior batedor de beisebol de seu tempo, e certa vez, numa entrevista à consagrada revista Sports Illustrated afirmou:

“As coisas vão melhorar, não bebo há oito meses, estou tentando reconstruir minha vida, mas acho que está faltando alguma coisa”.

 

As pessoas estão vazias, interiormente solitárias. Sentem-se culpadas pelo passado e ansiosas quanto ao futuro. Esgotaram seus recursos na busca por significado. Estou descontentes, deprimidas, insatisfeitas. Estão sedentas porque lhes falta a água da vida, estão sedentas porque lhes falta o pão da vida. Não estão entendendo que “Deus colocou a eternidade no coração dos homens” (Ex 3.8), e que este anseio pelo infinito faz parte de sua natureza espiritual e que precisam de Deus.

 

Paulo declara que havia aprendido a viver contente em toda e qualquer situação. Sua alegria não era circunstancial, nem estava relacionada a coisas e pessoas. Sua alegria estava em Deus. Este era o segredo de sua vida. A frustração resulta pelo fato de não termos sentido na vida. Podemos conquistar muito e mesmo assim ainda ser o mais miserável dos seres humanos.

 

A fonte de alegria de Paulo estava no Senhor (Fp 4.10). Este é o seu segredo.

Jesus veio para nos dar vida e vida em abundância. Ele sabia como os homens tem vivido por causa de seu pecado e distanciamento de Deus. Eles precisam voltar para Deus para serem alimentados e saciados com as bençãos da eternidade.

 

 

 



[1] Patrick M. Morley - The seven  reasons of a man’s life, traduzido em português como  Desafios da vida de um homem.  São Paulo, Edit Mundo Cristão, 1997. 

sábado, 7 de maio de 2022

Fp 4.4 Ponha a mente no lugar




“Alegrai-vos sempre no Senhor,

outra vez digo, alegrai-vos”

(Fp 4.4)

 

 

 

Introdução

 

Este versículo “Alegrai-vos sempre no Senhor” é conhecido e citado de cor por muitas pessoas, entretanto, é um dos versículos mais difíceis da Bíblia para ser colocado em prática.

 

Esta alegria possui alguns aspectos desafiadores que devem ser levados em conta.

 

  1. Não está condicionada a nenhum fato externo. Quando a Bíblia diz “Alegrai-vos”,  não o faz apenas porque as coisas estão indo bem ou porque as condições exteriores ao favoráveis. Paulo esta preso ao escrever. Esta alegria é ultracircunstancial.

  1. Não é opcional, é mandamento! É imperativo, uma ordem dada por Deus. O texto não diz: Se você quiser ficar feliz, fique! Ele diz: Alegrai-vos!

  1. Deus determina que ela seja uma atitude constante em nossa vida. “Alegrai-vos sempre.” Não apenas comendo churrasco, ou numa viagem, mas no dia a dia.

  1. Este mandamento é plural: Não é apenas para algumas pessoas que possuem certa predisposição mental para a alegria, ou possuem um senso de humor melhor. A ordem é dada a toda a igreja.

 

Por todas as razões expostas acima, podemos ter a impressão de que a Palavra de Deus está falando de algo utópico, impossível de ser alcançado, ou temos vivido uma realidade tão distante das promessas de Deus que não conseguimos experimentar a riqueza de suas promessas. Será que é possível, de fato, alegrar-se sempre no Senhor? Esta promessa de Deus é exequível e aplicável ao povo de Deus?

 

Pense em você mesmo. Como é sua atitude cristã? Como você encara a vida? Como você tem vivido? Você tem experimentado a alegria dos céus em sua vida?

 

Este texto, porém, indica de forma clara onde esta alegria pode ser encontrada: “Alegrai-vos no Senhor!” Esta é uma felicidade que brota de Deus. Jamais teremos condições de experimentar de tal alegria se a buscarmos em qualquer fonte que não seja o próprio Deus. Esta alegria só pode ser encontrada no Senhor. Apenas a obra de Deus é capaz de realizar em nós algo tão substancial e poderoso. Apenas Deus é capaz de gerar em nós este estilo de vida.

 

Você anseia por uma vida de alegria e contentamento? Você gostaria de buscar isto no Senhor?

 

A forma como Paulo lê e interpretar sua vida, o capacita a encontrar gozo e alegria apesar das oposições e ameaças. Quanto a nós, mesmo quando as situações estão favoráveis, continuamos escravizados a viver medíocre e a uma vida de depressão e dor, porque interpretamos a vida não a partir de Deus, mas a partir de nós mesmos.

 

O que pode trazer alegria?

 

Na carta aos Filipenses, Paulo vai demontrar como a mente determina o humor. Por isto esta carta fala tanto da mente. Precisamos de uma mente que faça a leitura correta das coisas. Só uma mente centrada em Deus será capaz de experimentar a alegria que este texto sugere.

 

Ele fala de 4 tipos de atitudes, ou mentalidades, que podem nos levar a um patamar superior de existência, afinal, melhores atitudes, maiores altitudes. O homem é o que ele pensa. A forma como interpretamos as experiências e o cotidiano, determinarão as emoções e humor. Fazem diferença entre uma vida de alegria ou de desânimo.

  

Um dos métodos mais conhecidos pelos conselheiros cristãos foi desenvolvido por Jay Adams, pastor presbiteriano, professor do Westminster Theological Seminary em Pensialvânia. Ao Estudar a Bíblia ele percebeu como a mente é fundamental no discipulado cristão, e a partir desta compreensão, criou uma abordagem de aconselhamento conhecida como “Método Noutético.” Esta palavra tem sua raiz no grego nous, (mente). Adams afirma que o segredo para um aconselhamento eficiente é a capacidade do conselheiro cristão colocar a mente dos servos de Deus em consonância com a Palavra de Deus. O que nos faz sofrer geralmente tem a ver com nossa incapacidade de pensarmos a partir das Escrituras e a desenvolvermos uma cosmovisão identificada com o pensamento de Deus. Como nossa mente é terrena, só nos preocupamos com as coisas terrenas, e por perder a dimensão das verdades eternas, pensamos da forma em relação às verdades de Deus.

 

Outro escritor que trabalha muito nesta perspectiva é Lawrence Crab Jr, no livro “Aconselhamento Bíblico Efetivo”. Ele afirma que em todo conflito que enfrentamos, precisamos identificar algo que não está em consonância com as verdades de Deus, e desvendar a origem do pecado e voltarmos para os princípios bíblicos, nos arrependermos, confessarmos e colocar novamente nossa mente na forma apropriada de pensar, isto é, de acordo com as verdades de Deus reveladas nas escrituras.

 

Isto pode ser percebido na vida de Paulo. Ele se encontrava preso ao escrever a carta aos Filipenses, que é chamada de “a carta da alegria”, mas apesar das condições desfavoráveis, seu coração estava firme. Ele não se abate porque não depende das coisas, pessoas ou situações para encontrar sua felicidade. Sua mente está sintonizada com a mente de Deus, e esta forma de pensar, o leva a um patamar no qual ele pode afirmar: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: Alegrai-vos” (Fp 4.4).


O problema da alegria é que a buscamos como alvo, e não como resultado. Há muitas pessoas buscando a alegria e saindo desenfreadamente atrás da felicidade, mas a alegria nunca será encontrada desta forma. Ela depende de alguns fatores para "acontecer". Ela não é alvo, conquista, mas consequência. Existem determinados pressupostos que dão a base para que ela aconteça. 


Podemos perceber isto na vida de Paulo. Sua mente era o seu segredo. A forma como ele interpreta a vida é o segredo da felicidade. Na Carta aos Filipenses podemos observar quatro atitudes mentais que geram o fundamento para sua alegria. 


Sua mente era o segredo. A forma como ele pensava.

Como era a mente de Paulo? Podemos falar de quatro características:

        A mente integral

            A mente submissa

                A mente espiritual

                    A mente segura

 

  1. A mente integral - Paulo descreve aqui um tipo de mente que podemos chamar de integral. Como funciona esta forma de pensar?

 

Paulo demonstra que para ele, existe um Deus que governa, e que dirige todas as coisas. Sua vida não é resultado de um big-bang evolutivo, nem fruto de um jogo de dados impessoais. Deus está no controle da situação. “As coisas que me aconteceram tem antes contribuído para o evangelho” (Fp 1.12). O que lhe acontecia pode parecer a qualquer um de nós algo caótico, mas para ele tais fatos possuiam objetividade e propósito. Ele não era prisioneiro de Roma, antes o que lhe acontecia fazia parte de uma estratégia maior, fazia parte de um plano de Deus no qual ele estava envolvido e fora convidado a participar. Deus haveria de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de suas necessidades (Fp 4.19). Ele estava nas mãos de Deus.

 

Isto é mente integral. Ele estava em Cristo, suas cadeias estavam ligadas ao plano de Cristo para sua vida. (Fp 1.13)

 

Você interpreta sua história como uma mera sucessão de acasos e coincidências, ou crê em um Deus sábio e providente que é Senhor da história? Pessoas que interpretam a vida como se ela fosse um mero acidente, não entenderam o Deus revelado nas Escrituras. Aqueles que estão em Cristo, crêem que tudo possui um propósito, Deus está por detrás da história, age na história, segue um tempo divino e um cronograma divino. Isto é mente integral.

 

O contrário de integral é fragmentada.

 

Neste caso, achamos que os eventos da história são desconexos, um movimento caótico no qual os fatos acontecem sem que se saiba ao certo porque, ou sem que se encontre objetivo.

 

Por não termos uma mente integral, facilmente perdemos a alegria. Vivemos de acordo com a antiga música que diz: “Deus dará, Deus dará, como é que vai ficar, oh nega?”. A vida perde o objetivo e nos vemos como meras poeiras cósmicas na imensidão deste universo infinito, esperando a hora da morte. Paulo não olhava para Cristo através das circunstâncias, mas as circunstâncias através de Cristo. Não podemos mudar as circunstâncias, mas podemos mudar a forma de enxergá-las.

 

Qual era a preocupação de Paulo?

Todas seu coração estava relacionado ao Evangelho de Cristo.

            -A comunhão do Evangelho

            -O avanço do Evangelho

            -A fé do Evangelho

 

  1. Uma mente submissa – Para manter a mente integral, podemos de algo que fez toda a diferença: A mente submissa a Deus. Paulo desenvolveu isto na sua vida.

 

No capítulo um, Paulo põe Cristo em primeiro lugar

 

Ele demonstra que não se importava muito com sua própria vida.  Cristo de fato era o que interessava, o importante era o evangelho. As pessoas estavam pregando o evangelho com as motivações mais torpes e Paulo diz. “Todavia, o que me importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado” (Fp 1.18). Em seguida ele demonstra sua visão de forma ainda mais radical ao afirmara:

 

Segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro”. (Fp 1.20,21).

 

Paulo demonstra aparentemente um certo desprezo pela sua vida. Não importa se eu viva ou se eu morra, em nada serei envergonhado. Cristo será engrandecido em meu corpo, quer pela vida quer pela morte. Não importa o que lhe aconteça, Cristo é que interessa na sua vida.

 

Sofremos demais por que geralmente somos muito auto centrados. Perdemos nossa alegria porque achamos que Deus nos deve algo, que a vida nos deve algo. Mark Twain ironicamente afirmou: “o mundo não lhe deve nada, ele estava aqui antes de você chegar”.

 

Paulo não estava construindo a vida em torno de seus interesses pessoais, mas da obra de Cristo. Tirarmos a nossa vida do centro, não é uma tarefa fácil, somos auto centrados, auto glorificados, e auto enamorados, mas quando Cristo assume a liderança de nossa vida, descobrimos que nosso prazer está em Deus.

 

Jesus disse que sua comida e sua bebida era fazer a vontade do Pai. Paulo está na prisão, mas ele está feliz, porque vê que muitas pessoas estavam sendo salvas pelo evangelho que chegara a Filipos, e porque ele percebeu que Deus queria usá-lo onde se encontrava, isto é ali na prisão. “As minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda guarda pretoriana, e de todos os demais” (Fp 4.13).

 

No capítulo dois, ele põe os outros em segundo lugar e ele em terceiro.

 

O problema é que sempre queremos estar em evidência, e isto gera estresse, competição e cansaço. Sempre haverá alguém melhor e mais competente que você. Quando você vê Cristo na pessoa do lado, a competitividade desaparece. Todos temos espaço e podemos crescer.

 

A mente submissa descobre o sentido de missão. Passa a não viver mais em torno de si mesmo, e isto é um fator propulsor de uma grande alegria.

 

Só temos duas opções reais na vida: Abandonar a Deus ou abandonar-se a Deus. Humilhar-se é deixar de dizer o que Deus deveria estar fazendo em nossa vida.

 

  1. Uma mente Espiritual - No capítulo 3 ele usa cinco vezes a palavra "coisa".  A mente carnal está ligada a coisas materiais, a "mente espiritual" está interessada em "realidades celestiais".

 

Esta forma de pensar revoluciona o nosso viver. Paulo denuncia um grupo de líderes da igreja que eram inimigos da cruz de Cristo (Fp 3.18) e cuja vida era centrada absolutamente na carne, num estilo de vida apegado às coisas mundanas: “O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas.” (Fp 3.19). Uma mente centrada em coisas da terra, perde a capacidade de se alegrar no Senhor. Existe uma outra forma de pensar. Paulo fala na Carta aos Coríntios sobre a mente de Cristo. “Nós, porém, temos a mente de Cristo.” (1 Co 2.16). A mente de Cristo gera em nós uma forma diferente de enxergar as coisas. \

 

Alguns anos atrás li um texto em Colossenses que diz: “Pensai nas cousas lá do alto, não nas que são aqui da terra” (Col 3.2), e fiquei pensando em quanto da minha vida realmente gasto pensando nas coisas lá do alto. Minha mente é muito mundana, repleta de aspirações humanas, conquistas terrenas. Por isto, quando as coisas do mundo, perdem o controle, eu me desespero. Minha mente não está conectada com o eterno, mas com o temporal.

 

A mente espiritual reorganiza o universo. A ânsia por "coisas" rouba a alegria da alma. Buscamos sucesso, realização, satisfação pessoal, e nos esquecemos de Deus, onde se encontra todas as fontes da verdadeira alegria, nos entretemos demais com coisas passageiras, nos perdemos nas circunstâncias. “Tal é a sorte de todo ganancioso, e este espírito de ganância, tira a vida de quem o possui” (PV 1.19).

 

Jim Elliot diz:

            "Não é tolo nenhum aquele que dá o que não pode reter

            para ganhar aquilo que ele não pode perder".

 

A ambição nos leva a querer ter as coisas, e quando menos percebemos, as coisas tomam posse de nós. O segredo é olhar as coisas do ponto de vista de Deus. Coisas são instrumentos de Deus a serviço do reino, para a glória de Deus, e desta forma se tornam motivos da nossa alegria.

 

  1. Uma mente segura – A mente segura é aquela que está ancorada corretamente. Ela está firmada na Palavra de Deus, e constrói sua casa sobre a rocha. Ele é segura, não porque está centrada em si mesmo, mas porque está firmada em Deus.

 

Pense um pouquinho sobre o que é preocupação? Nada mais que um sentimento errado. Nosso coração percebendo as coisas de forma equivocada, as emoções fora de sintonia com o Eterno. Preocupação tem a ver com o pensamento errado. Não estamos seguros porque o fundamento no qual colocamos nosso coração é falso. É casa sobre areia. A mente está fazendo leituras erradas. Quando pensamos corretamente, sentimos corretamente e ficamos seguros.

 

Lendo o estilo de vida monástico, dos chamados “Pais do deserto” num texto de Eugene Peterson, estudei um pouco dos votos que um monge fazia ao ingressar numa destas ordens. Três deles conhecemos bem: Castidade, pobreza e obediência. Mas o quarto me surpreendeu: trata-se do voto da Estabilidade.

 

Estabilidade tem a ver com serenidade, com solidez, segurança. Já viram pessoas sem estabilidade? Seja ela emocional, financeira, variação de humor? Líderes hipersensíveis, se ofendem ou se escandalizam com facilidade? Um líder cristão precisa ser estável, porque isto tem a ver com a mente de Cristo. Um homem de Deus não pode ser destemperado, mas precisa de moderação.

 

Isto tem a ver com a mente segura. Que não se abala com qualquer coisa, sabe atravessar tempos de dificuldade com sabedoria, bom senso e equilíbrio.

 

Por isto as doutrinas bíblicas são tão importantes. Se creio que sou salvo pela graça de Cristo, isto faz imensa diferença no meu coração e no meu estilo de vida.

 

Se sei que sou amado de Deus, isto determina a minha vida, se confio que a Palavra de Deus é verdade e que posso me firmar nestas verdades sem medo de sofrer qualquer vergonha, isto me dá segurança.

Se estou certo de que Cristo levou sobre si toda minha culpa no calvário, e que ele me comprou com o preço de sangue, então posso estar seguro sobre minha vida eterna;

Se sei que todas as coisas estão nas mãos de um Deus amoroso e sábio, e não nas mãos de um universo vazio e cego, isto muda a minha vida.

 

Por isto Paulo afirma: "O Senhor guardará nosso coração e nossa mente em Cristo Jesus." (Fp 4.7) Guardar é um termo militar. "Estar de guarda, colocar forças militares". Quando me firmo em Deus, Ele coloca proteções sobre minha mente e meu coração. Por isto descubro minha verdadeira alegria, que se encontra em Deus.

 

Conclusão

 

Para concluir, gostaria de comentar ainda alguns pontos práticos:

 

  1. Esta alegria prometida é ultracircunstancialSempre! O que distingue um cristão de um não cristão não são as circunstâncias. A casa na areia sofre as mesmas tempestades da casa da rocha. Ser cristão não é um apólice de seguro contra problemas. O que distingue o cristão é a base de seu pensamento: Integral, submisso, espiritual e por isto segura, porque está alicerçada em Deus.

 

  1. Esta alegria é Cristocêntrica – “No Senhor”. Mente e coração devem ser guardados em Cristo Jesus Ele é a nossa alegria. Nossa alegria é uma pessoa, não coisas ou circunstâncias favoráveis, nem mesmo bênçãos recebidas, mas o próprio Deus.

 

  1. Precisamos pensar corretamente. Isto só é possível quando submetemos nossa mente a Cristo. O que precisamos pedir é que Deus coloque em nós a mente de Cristo. Pensar como Jesus, sentir como Jesus, julgar como Jesus, viver como Jesus, andar como Jesus. Nossa mente precisa estar encharcada da pessoa de Cristo, só desta forma poderemos experimentar a alegria que ele promete ao seu povo.

 

 

Samuel Vieira

Anápolis

Abril 2010

Refeito Maio 2022