quinta-feira, 30 de março de 2017

Gal 1.10-24 O Impacto do Evangelho

Introdução

 No sermão anterior, vimos que a grande tentação da vida é a de substituir o Evangelho da graça, por alguma outra coisa que dependa de nós.

Nunca é demais nos lembrar o que disse Lutero: “Durante vinte anos eu tenho ensinado e acolhido a doutrina da suficiência de fé nos méritos de Cristo, pelos quais somos aceitos perante o tribunal de Deus: contudo, aquele velho e tenaz engano me assedia de tal forma que ainda descubro uma tendência de aproximar-me de Deus trazendo alguma coisa em minha mão, pela qual possa merecer a sua graça”.

Neste texto, Paulo falar de outra coisa, que está relacionado a nossa performance. Paulo estabelece alguns princípios muito interessantes sobre o Evangelho:

1.       Sua fonte é sobrenatural“recebi não de homens, mas de Jesus” (1.11-12) Esta é a grande diferença entre cristianismo e outras religiões. Toda religião é marcada pelo desejo do homem de alcançar a Deus, o Evangelho nos afirma que Deus vem ao encontro dos homens. Sua procedência é divina.

2.       O Evangelho baseia-se na graça de Deus, apenas, e não nas qualificações humanas – (1.15) Paulo reafirma isto ao escrever a Timóteo. (1 Tm 1.12-16) A expressão, “por esta razão” é extremamente significativa. Qual foi a razão? Paulo usa duas vezes a palavra misericórdia neste texto (vs.13,16). A única razão do amor de Deus é sua misericórdia.

3.       Seu conteúdo transformador – O Evangelho gera transformação. Normalmente pensamos que o que irá nos mudar são melhores atitudes, novas resoluções, novas intenções. O Evangelho é poder. Rm 1.16-17 sua mensagem operante atua de forma eficiente em nossa vida para nos transformar. Afeta nossa forma de avaliar e ver a vida. O Evangelho regenera, isto é, transforma nossa natureza intrínseca de dentro para fora. A lei não consegue fazer isto.

4.       Sua mensagem reeduca“Paulo, vá para o deserto...”  De 1 Tm 1.18 até 2.1, temos aqui uma síntese autobiográfica da trajetória de Paulo. Logo após sua conversão, ele sai de Damasco e vai para Jerusalém. Isto nos é relatado em At 9.26 e ao chegar ali, recebe um frio tratamento da Igreja, até que é assimilado pela comunidade pela ação pastoral de Barnabé, contudo, a impetuosidade daquele jovem pastor, tornou-se um problema para a Igreja de Jerusalém. O texto do vs. 31 afirma que, diante da sua impetuosidade, ele é tirado da Igreja, e assim, na verdade, a igreja tinha paz. (At 9.31), quando Paulo saiu da cidade, a igreja teve paz.

O texto de Atos deve ser associado ao de Gálatas 1.18-21. Se somarmos por baixo, os três anos de 1.18 com os 14 de 2.1, temos aí, por baixo, 17 anos. Deus manda Paulo para o deserto, para aprender um novo conceito: A vida crista não pode ser levada na base da força, nem do talento natural, mas da dependência de Deus.
Paulo toca aqui em dois assuntos extremamente caros para a igreja: zelo e tradição.

a.      Zelo não é suficiente“sendo extremamente zeloso”.

Uma das coisas que achamos extremamente importante na vida é o zelo. Em Rm 10.1-2 Paulo afirma que os judeus tinham zelo, porém, não com entendimento. Zelo deve ser uma virtude cristã, mas pode se tornar também uma armadilha, pois ela pode nos dar um falso senso de justiça própria, e retirar de nós a capacidade de vermos que tudo está baseado na graça. Como vimos no texto de Martinho Lutero descrito acima.

b.      Tradições são inoperantes – Era zeloso nas tradições de seus pais. As suas tradições não foram capazes de gerar vida.

Um jovem recém casada gostava de prepara pernil, mas todas as vezes que o fazia, era extremamente complicado para ela, porque tinha o penoso trabalho de assar apenas metade. Um dia seu marido lhe perguntou: -“Porque voce nao faz o pernil inteiro? Acho que daria menos trabalho”. E ela candidamente respondeu: -“Não sei!, mamãe sempre fez assim e eu sigo sua receita...” Quando a filha encontrou sua mae e lhe perguntou porque, ela disse que não sabia, e que apenas repetia a receita de sua mãe. Intrigadas foram perguntar à sua vó, que sorrindo lhes disse: -“Na verdade sempre fiz assim, porque não tinhamos uma panela grande para colocar todo o pernil...Podem fazê-lo inteiro que o resultado será o mesmo”.
Viram como a tradição pode nos engessar? Boa parte das atividades que temos na igreja, não fazem grande sentido, mas como sempre vimos as coisas desta forma, então as repetimos irrefletidamente.

Em contraste, Paulo mostra duas coisas que geram transformação:

1.1.    O eficiente chamado de Deus – “Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve revelar seu Filho em mim, para que eu pregasse aos gentios...(1.15,16). Os teólogos chamam isto de predestinacao, eleição e outros de vocação eficaz. É um chamado veemente de Deus, que nos atrai a ele. Deus nos separou antes do nascimento, e resolveu revelar em nós sua graça. Deus fez tudo, e assim pude receber sua graça em mim.

1.2.    O encontro revelador com o Filho de Deus – “...aprouve revelar seu Filho em mim... (Gl 1.16)  A revelação à qual Paulo se refere é a manifestação de Jesus na sua vida. Qual é a revelação que você tem desejado? O que vai transformar sua vida é a manifestação de Jesus em sua vida.

Conclusão:
1.       O Evangelho focaliza em agradar a Deus, não aos homens – O Evangelho retira de nós o desejo pela reputação humana. Nada temos a provar, já fomos aceitos incondicionalmente em Cristo (Gl 1.12,16)  Paulo deixa de ser um fariseu respeitado e afamado, para um cristão desconhecido.

2.       O Evangelho mostra que zelo é impotente sem discernimento – Existem muitas pessoas sinceras, mas erradas, fundamentando sua vida em mentiras, crendo ser elas verdades. Os judeus fizeram isto, e cnstruiram sua vida com “zelo, porém sem entedimento” (Rm 10.1,2).

3.       O Evangelho mostra que tradições são ineficazes para o conhecimento de Deus – João Batista bradava no deserto: “...e nao comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão” (Mt 3.9). A falsa pressuposição de que, por serem judeus, descendentes de Abraão, possuíam um foro especial diante de Deus estava sendo desmascarada agora pela pregação de arrependimento.

Samuel Vieira
Anápolis, chácara do Billy.

18.01.03
refeito, Março 2017

sexta-feira, 24 de março de 2017

Efésios 4.12-16 Os dons e o corpo



Introdução:

A carta de Paulo aos Efésios tem como tema central a igreja de Cristo. Ela fala desta nova sociedade que Deus está criando por meio de Jesus. Não mais um povo que se define por laço históricos e genealogias, mas formados em torno do sangue de Cristo (Ef 2.13-16). Esta nova sociedade é chamada para realizar as obras de Deus na história (Ef 2.10) e confrontar e confundir as trevas (Ef 3.10).

Neste texto, a Palavra nos ensina sobre a obra de Cristo, não apenas sobre o que ele fez, derramando seu sangue para gerar um povo para Deus (obra completa realizada na cruz); mas também como ele faz para atingir o seu propósito de edificar a sua igreja em nossos dias. O apóstolo Paulo descreve como Cristo está fazendo isto ainda hoje, por meio do seu Espírito Santo. Ele deu dons à igreja (Ef 4.11), e por meio dos dons, age na sua igreja atingindo seus propósitos.

O Objetivos dos dons
A partir do vs. 12, o texto fala dos objetivos de Cristo ao conceder seus dons.

1.     Aperfeiçoamento dos santos – “Com vistas ao aperfeiçoamento dos santos” (Ef 4.12) Temos aqui uma afirmação estranha: Jesus concedeu dons à sua igreja para que os santos fossem aperfeiçoados. Não parece estranho? Se são santos não precisam de aperfeiçoamento, e se precisam de aperfeiçoamento não são santos...

A palavra “aperfeiçoar” que aparece no texto, vem de uma palavra grega que significa “remendar a rede”. Ela era usada pelos pescadores, que precisam corrigir determinados buracos que geralmente eram provocados pelas pedras e pelo uso constante na pesca. O texto ensina que “os santos não são santos”, e precisam constantemente de orientação, apoio, encorajamento e repreensão, como uma frase que ouvi certa vez: “seja paciente comigo, Deus ainda não me completou”.

No uso correto dos dons, a igreja de Cristo vai sendo burilada. A igreja precisa de cuidados, e Deus concede dons de pastor, ensino, apóstolo, etc., para que tais distorções sejam reparadas.

2.     Capacitação para o trabalho – “para o desempenho do seu serviço”(Ef 4.12). Os dons habilitam o corpo de Cristo para realizar a obra que ele deseja que realizemos (Ef 2.10). Há muita coisa para ser realizada, mas nem sempre as pessoas estão preparadas para realizar a obra de Deus, por isto Deus levanta mestres e profetas.

O grande desafio da liderança com os dons é entender isto e treinar as pessoas para a obra de Deus. Paulo ensina a Timóteo: “O que de minha parte ouviste, isto mesmo transmite a homens fieis, para que possam instruir outros” (2 Tm 2.2). Paulo fala aqui de quatro gerações: Ele – Timóteo – homens fiéis – outros. O grande desafio da igreja não é apenas ter pessoas que saibam fazer as coisas corretamente, mas ter pessoas que capacitem outros para continuar a obra do ministério.

O grande chamado não somente fazer, mas ensinar a fazer.

3.     Edificação do corpo de Cristo – “Para a edificação do corpo de Cristo”(Ef 4,12). A igreja de Cristo precisa ser edificada. Quem edifica a igreja? O próprio Cristo, o dono da igreja (Mt 16.18). Quando ele diz: “edificarei a minha igreja”, ele deixa claro que a igreja é sua posse e que ele zela cuidadosamente por ela, para que cumpra seu propósito na história: Um povo para louvor e glória de Deus.

A igreja de Cristo precisa ser edificada na história. E como ele a organizou para que isto de fato se concretizasse?

Ele deu dons aos homens para atingir seu propósito.

4.     Maturidade Espiritual - “Para que não sejamos mais como meninos, agitados ao redor por todo vento de doutrina” (Ef 4.14). O objetivo de Jesus, ao dar os dons para o seu povo é que haja maturidade espiritual. Que seu povo saiba discernir entre a pura e sã doutrina e a falsa doutrina, criada pelos homens.

O povo de Deus, quando mal orientado, sempre se apaixona por modismos teológicos.

No Brasil temos uma quantidade imensa de crentes infantilizados. Quanta asneira! Já estou nas lides pastorais por cerca de 40 anos e já vi muita meninice na fé travestida de espiritualidade.
Nos anos 80, surgiu o fenômeno dos dentes de ouro. Por toda a parte víamos pessoas impressionadas com um suposto evento de pessoas que de uma hora para outra ficavam com os dentes dourados e atribuíam isto à obra de Deus. As pessoas ficavam agitadas e milhares corriam atrás disto.

Na década de 90, a moda foi a maldição hereditária. Mesmo crentes convertidos, deveriam procurar um grupo de pessoas espiritualizadas para quebrar as maldições e pactos feitos pelos ancestrais, e que poderiam ainda mantê-las debaixo da ação do diabo.
Ainda hoje, centenas de pessoas infantis na fé, vivem procurando respostas mágicas de gurus e profetisas, que vão orientar quanto ao futuro e quanto às decisões angustiantes que a vida diariamente coloca diante de nós.

São os constantes “ventos de doutrinas”, que jogam as pessoas de um lado para outro, e que ficam impressionadas com um pregador mais apaixonado, ou um lunático espiritual.

A falta de consistência teológica é produzida “pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” (Ef 4.14). Em outras palavras, os motivos nem sempre são os melhores e mais saudáveis. Se lermos a 2 carta de Pedro e o livro de Judas, perceberemos quanto de falsos obreiros e homens induzidos por suas mentes carnais surgiram no meio da igreja. Isto acontecia nos dias apostólicos e ainda hoje.

Resultados
O que acontece quando estes dons são exercitados, e o corpo de Cristo funciona como ele realmente planejou?

A.     Unidade da fé – “Até que todos cheguemos à unidade da fé” (Ef 4.13). As verdades de Deus precisam ser assimiladas por toda igreja. Precisamos estar firmados nas mesmas verdades. A fé não pode ser fragmentada por diversas opiniões e conceitos.

O que fragmenta a fé?
Normalmente as heresias.

Ao contrário do que pensamos, heresia não é “a negação de uma verdade”, mas sua distorção. Por isto ela sempre vem em forma de piedade, com aparência de verdade. Satanás é capaz de pegar uma verdade simples e distorcê-la, como fez na tentação de Adão e Eva, e na tentação de Jesus. Ele não negava a Palavra de Deus, ele até mesmo a citava. O problema estava no sentido que ele dava a esta verdade.

Dois exemplos simples:

Primeiro,
Nós cremos que a Bíblia é Palavra de Deus.

Esta é uma declaração básica de nossa fé. O que faz a heresia? Ela afirma que é palavra de Deus, mas tem ruídos, portanto, devemos ter cuidado em crer em tudo o que ela diz. Já viram as consequências de uma afirmação perniciosa como esta? Foi isto que aconteceu com o pensamento liberal, que está destruindo as igrejas da Europa e do Nordeste dos EUA.
A heresia ainda pode afirmar: “Ela é palavra de Deus, mas tem alguns elementos culturais, sociológicos, antropológicos que devem ser considerados”, e ao fazer isto, começa a relativizar a palavra de Deus e negar verdades essenciais.

Segundo,
Nós cremos que a salvação é pelas obra de Cristo, pelo sacrifício substitutivo de Cristo. Ninguém pode se salvar através de méritos, boas obras, e esforço humano.

Mas alguns podem dizer: “O que salva é Cristo, mas precisamos fazer isto ou aquilo para completar”, ou, do outro lado, podemos dizer: “O que salva é Cristo, mas como é ele que salva, posso viver em pecado, porque uma vez salvo para sempre salvo”.

Percebem as sutilezas?
A verdade vem contaminada.

Como uma água com veneno. Ela ainda é agua, pode matar a sede, mas se você beber, morre. Como os espinhos de peixe, os mais perigosos não são aqueles que vemos, mas os pequenos espinhos.

B.     O pleno conhecimento do Filho de Deus – (Ef 4.13). No exercício dos dons na mutualidade do corpo de Cristo, vamos paulatinamente conhecendo mais sobre Jesus e sua obra.

Tenho visto como é perigoso para os crentes, a insistência moderna de viver fora de uma comunidade e da comunhão da igreja. Não vejo crescimento espiritual na vida de pessoas que insistem em ver sua fé de forma individual, negando os ensinamentos das Escrituras. Aos poucos a fé vai definhando, o amor por Jesus vai diminuindo, perde-se a capacidade de orar e o interesse pela obra missionária no mundo. Para que plantar igrejas ao redor do mundo se não sinto necessidade de participar de minha própria comunidade?

Recentemente aconselhei uma amiga que se afastou da igreja por motivos históricos, preguiça e displicência. Eu sei que ela é crente, mas foi se distanciando da comunidade, não existe liderança espiritual sobre sua vida, seu marido aparentemente perdeu a fé a atualmente se envolveu com esoterismo, gurus e zen budismo, e suas filhas não tem qualquer vinculo com a fé cristã.

Deus deu dons à igreja para que conhecêssemos melhor a Jesus, e chegássemos à estatura da plenitude do seu conhecimento. Precisamos de comunidade para que isto se manifeste em nossa vida.

C.     Perfeita varonilidade – “... à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef. 4.13)

Só há uma forma de nos identificarmos com Cristo: identificando-nos com os membros de seu corpo. O alvo dos dons é trazer maturidade emocional e espiritual para o corpo.

Cada vez me impressiono mais com o poder do evangelho na vida das pessoas. A Igreja foi formada pelo evangelho, e é responsável por manter e guardar o evangelho. Quantas vidas tem sido restauradas através da igreja de Cristo? Quantos lares tem se recuperado pelo poder de Deus experimentado na comunidade? Muitos vem de lares disfuncionais e esfacelados, mas estudando a Palavra de Deus, sendo cuidados pela comunidade, o Senhor vai ministrando os princípios transformadores da verdade do Evangelho, tornando-os psicologicamente maduros.

Conclusão:

Os dons foram dados à igreja como estratégia do próprio Cristo.
Este é o design para sua igreja. Foi assim que ele quis fazer.

Ao andarmos com o povo de Cristo, precisamos sempre fazer duas perguntas:

Primeiro, como posso cooperar para que a igreja de Cristo caminhe crescendo para a maturidade espiritual. Que dons Deus dispensou à minha vida? Como posso exercitá-los.

Segundo, como Deus quer usar meus irmãos, na comunidade que frequento, para me abençoar e me fazer parecido com Cristo?


Tudo isto nos faz entender como é necessário e abençoador a existência da igreja de Cristo.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Gl 1.11-24 Paulo e a experiência do evangelho




Introdução:

Na medida em que Paulo vai narrando o conteúdo desta carta, ele vai falando de sua própria experiência de fracasso/sucesso.

Seu fracasso está relacionado, diretamente, à sua luta por viver na carne, mesmo depois que conheceu o evangelho. Este texto, de forma particular, é autobiográfico. Paulo fala de sua tentativa de viver por si mesmo, ao invés de confiar no Senhor.
Neste texto ele vai mesclando sua experiência com as descobertas do evangelho. Veja o que ele descobriu:

1.     O Evangelho não buscar agradar os homens – vs 10

a.     O evangelho desagrada porque é denúncia. Mostra o fracasso da humanidade em tentar viver para Deus.

b.     O evangelho desagrada porque mexe com nosso orgulho. Não ha qualquer motivo de orgulho, a obra não é nossa.

c.      O evangelho retira o homem do centro – Ele não se salva, mas é salvo. Precisa de alguém para resgatá-lo.

2.     O Evangelho não procede do homem – vs. 11

a.     Nenhuma homem poderia criar o evangelho. Sua mensagem foge ao senso comum. A maioria das religiões coloca a salvação nas obras humanas, o evangelho o coloca na obra de Cristo.

b.     Evangelho é revelação

3.     O testemunho de Paulo – vs. 13

a.     Paulo: perseguidor – 1 Tm 1.12-14. Sujeito improvável de se converter. Não parece?

b.     Sua presença na igreja assustou os irmãos de Jerusalém. At 9.26. O que este homem está fazendo aqui?

c.      Sua história de perseguição – At 26.10-11

4.     O reconhecimento de Paulo

a.     O propósito eterno de Deus – Gl 1.15 “antes de nascer”

b.     A base do chamado – Gl 1.15  “graça”

c.      A essência do chamado – Gl 1.15. “revelar Jesus”

d.     O propósito da chamada – “pregar aos gentios”

                                               i.     Salvos de que...


                                              ii.     Salvos, para que...