sábado, 18 de novembro de 2017

Ef 6.10-20 Batalha espiritual



Introdução:

Este texto é um dos mais claros sobre a natureza da batalha espiritual que o povo de Deus enfrenta. Somos aqui convocados a guerra. O texto fala do diabo, principados e potestades sob seu comando. São poderes, autoridades, e governantes deste mundo tenebroso, e todos estes termos são aplicados a entidades e espíritos malignos. O texto não nos fornece nenhuma biografia do diabo e nenhuma explicação sobre a origem das forças das trevas. Admite a realidade delas como fato conhecido de seus leitores. Todo o universo é descrito aqui como um verdadeiro campo de batalha.
Não é muito difícil encontrarmos situações nas quais poderíamos dizer: “O maligno estava lá, e nós o encontramos”. Certa pessoa chegou a afirmar: “Se você acorda de manhã e não se encontra com o diabo, você está seguindo na direção errada”.
Temos a tendência de achar que temos dois mundos, distantes e separados, mas a Bíblia fala de duas realidades presentes na história da humanidade. Uma presente e visível, outra presente, mas invisível. 

O inimigo que enfrentamos:
Temos aqui uma lista detalhada de nossas armas e doutro lado uma descrição completa e assustadora das forças organizadas contra nós. Nossa luta não é contra seres humanos.

Em Lc 11.21,22 vemos que o valente (ischuros: Satanás) encontra-se “bem armado” Ikathoplismenos: pronto para guerrear) guardando bem a sua própria casa, mantendo suas posses seguras, até que surge alguém mais valente (ischuteros, referência a Jesus), Satanás é derrotado e lhe é retirado a armadura (panoplian: proteção).
Neste texto de Efésios, Paulo fala que nossa luta não é contra a carne (aima kai sarka), conjunto de tendências humanas, mas contra as manifestações espirituais: Principados (archas), tiranos que se autodenominam príncipes, potestades (exousias), forças de combate, e “dominadores deste mundo tenebroso (kosmokratoras), estrategistas do mal. Somos exortados a tomar a armadura de Deus (panoplian: proteção), para termos vitória contra estes poderes espirituais.
Panoplian não se refere a simples armadura. Soldados comuns usavam armaduras (elekoi) para proteção, feitas de metal revestindo o corpo. Panoplian, entretanto,  era usada por oficiais. Traziam o brasão do imperador para dar proteção e indicavam a autoridade daqueles homens que representavam os interesses do império. Sob o panoplian residia todabase da autoridade daqueles homens.

Principados e potestades
Refere-se a inteligências demoníacas. Há uma teoria de que Paulo esteja referindo-se mais a estruturas de pensamento (tradição, convenção, lei, autoridade, religião). Ap 17.12,13, já que principados podem assumir muitas formas de poder e disfarces. Existem forças sociológicas e políticas que são demoníacas, verdadeiros principados e potestades, no entanto, este texto, de forma específica, não deixa muita margem para este tipo de interpretação.
O alvo de Deus é que a igreja consiga desmascarar o engano das potestades, sejam elas de que forma forem.

Para John Stott, existem 6 etapas no drama dos principados e potestades:[1]
1.   Sua criação original - Ez 28.12-17
2.   Sua queda - Ez 28.2-10; 17-19
3.   Sua derrota por Cristo - Col 2.15; Rm 8.38; 1 Pe 3.22
4.   O confronto e aprendizado com a Igreja - Ef 3.10
5.   Sua hostilidade contínua - Ef 6.12
6.   Sua destruição final - 1 Co 15.24; Ap 20.10

 Tais forças em ordem de batalha possuem três características:

1.   São poderosas - Não sabemos se principados e potestades se referem a diferentes categorias na hierarquia do inferno, mas os dois títulos chamam a atenção ao poder e à autoridade que exercem. Também são chamados de “os dominadores deste mundo tenebroso”.  A palavra kromoskratores  era usada na astrologia para os planetas que, segundo se pensava, controlavam os destinos da humanidade. Relembra-nos o título de príncipe deste mundo e sua oferta de dar todos os reinos do mundo ao Senhor;

2.   São malignas - O poder propriamente dito é neutro, pode ser bem usado ou não. Nossos inimigos espirituais, porém, empregam seu poder destrutivamente. Odeiam a luz, pertencem ao mundo tenebroso As trevas são o lugar de sua habitação natural. São descritos como forças espirituais do mal, que operam nas regiões celestes, isto é, na esfera da realidade invisível. São os agentes secretos do mal. Assim, as trevas e o mal caracterizam suas ações. Não possuem qualquer princípio moral, nem código de honra, nem sentimentos mais nobres. Não reconhecem a convenção de Genebra, nem as regras da guerra. São totalmente inescrupulosos. Usam dardos inflamados. Quando Dante Aleghieri escreveu sua famosa obra “A Divina Comédia”, colocou na porta do inferno a seguinte epígrafe: “Aqui acaba toda esperança!”

3.   São astutas - Paulo descreve as ciladas do diabo  (Ef 6.11). Estratagema seria também uma palavra adequada. Quando o diabo se transforma em anjo de luz, somos apanhados sem nada suspeitar. Às vezes ruge como leão, em outras é sutil como a serpente. “Sede sóbrios e vigilantes, o diabo vosso adversário, anda em derredor, procurando alguém para devorar. Resisti-lhe firmes na fé”  (1 Pe 5.8). Em Gn 3.1 vemos a artimanha do diabo, aproximando-se de Eva, fazendo atraentes sugestões, até que ela se convence de seus argumentos. Satanás é um bom marqueteiro e sabe desenvolver uma política infernal. A força e a fraude constituem sua ofensiva principal contra incautos e até mesmo contra a igreja de Cristo.

Como podemos resistir aos assaltos e sugestões malignas, se somos interiormente tão ingênuos e fracos? A maioria das derrotas são resultados da insensata auto-confiança e força de vontade, quando nos esquecemos do poder do inimigo. Apenas o poder de Deus pode nos livrar da maldade e astúcia do diabo.

Precisamos nos lembrar do poder de Deus em Cristo Jesus, quando o ressuscitou dentre os mortos, entronizando-o nas regiões celestes, no mundo espiritual no qual os podres invisíveis estão operando. Os principados foram derrotados na cruz e agora estão debaixo dos pés de Cristo (Col 2.15).


Como vencer esta batalha?

Este texto não apenas fala das armas do diabo, mas já que se trata de uma batalha espiritual, detalha cuidadosamente as armas que todo cristão deve usar.  

  1. A poderosa arma da verdade – “Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade” (Ef 6.14). Satanás possui uma “geografia” própria, na qual ele sempre obtém vitória, quando seu centro é deslocado, e ele se encontra em outro ambiente, seu poder diminui sensivelmente. A mentira é uma das regiões em que ele habita e gosta de transitar.

Podemos falar de outras geografias que o diabo sempre usa:
a.     A geografia do ódio é um lugar propício para sua trajetória,. Ele não consegue andar pelas estradas da afetividade.
b.     Ele consegue se movimentar facilmente pelas rotas das trevas, mas é facilmente desmascarado nas estradas permeadas por clareza e luminosidade.
c.     Ele sempre obtém vitórias quando atravessa as trilhas da mentira e do engano, mas não consegue obter sucesso quando está diante da verdade.

Se quisermos obter vitória sobre o diabo, a primeira arma é a verdade.
Jesus assim advertiu alguns dos seus opositores: “Vós sois do diabo, que é o vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8.44)
A Bíblia nos exorta a nos cingirmos da verdade. "Cingir", significa literalmente amarrar a verdade em nós como cinturão. Quando as pessoas iam fazer caminhadas longas caminhadas, com suas túnicas, o processo era complicado, então eles amarravam suas roupas pelo meio, para dar maior agilidade e mobilidade. A verdade deve estar nos rodeando, precisamos estar envolvidos com a verdade para termos liberdade de movimentos. A mentira escraviza. “Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade” (2 Co 13.8).

Se quisermos obter vitórias contra o diabo, precisamos dizer e viver a verdade, mesmo com prejuízo pessoal. Satanás não é ser de luz, ele anda nas trevas, no engano e na mentira, e nesta geografia, certamente, ele obterá vitória. Mas se viermos para a luz, onde encontra-se a verdade, por mais assustador que a verdade pareça, obteremos vitória.

  1. A maravilhosa arma da justiça – “...vestindo-vos da couraça da justiça” (Ef 6.14b).

A segunda arma poderosa contra as trevas é a justiça, por isto somos encorajados a colocar esta vestimenta, protegendo com ela nosso corpo como uma couraça, que protegiam os guerreiros de setas e flechas que eram lançadas nas guerras. “outra parte essencial do equipamento do soldado romano era a “couraça”. Sem a couraça, o tórax do guerreiro ficava vulnerável a cada golpe do inimigo. Paulo diz que a justiça é a couraça do cristão” (Vaughan, Curtis, Efésios, Ed. Vida, Miami-FL, 1986, pg. 149). 

Vivemos numa sociedade naturalmente desigual e injusta. É fácil vermos injustiça contra os trabalhadores, contra os pobres, contra os fracos. Infelizmente muito do sistema jurídico que deveria ser colocado a serviço da justiça, se presta a conchavos e acordos. Viver na injustiça é fortalecer o inferno.

Por isto os cristãos são desafiados a assumir comportamentos públicos de justiça. Jesus afirma: “Bem aventurados os que tem fome e sede da justiça, porque serão fartos” (Mt 5.6). Nossa roupagem ética implica na bandeira da justiça, na luta por direitos humanos.
Felizmente a igreja de Cristo tem lutado em todos os continentes por justiça, são verdadeiros arautos que se levantam, alguns isoladamente, clamando por justiça social. Temos ai grandes  e belos exemplos como de Laslos Tokles em Timisoara (Romênia); Martin Luther King Jr (conflito racial nos Estados Unidos), William Wilbeforce na Inglaterra, lutando pela libertação dos escravos no mundo ocidental. Desmond Tutu e Nelson Mandela, bispos anglicanos na África do Sul, lutando pelos direitos dos negros e das minorias.
Toda vez que uma sociedade levanta a bandeira da justiça, ela está obtendo vitórias sobre as trevas. Toda vez que “homens de bem”, se calam e omitem diante da injustiça, estarão empoderando o inferno. Em tempos de corrupção, desigualdade, perseguição, precisamos vestir ousadamente a "couraça da justiça". Não se trata apenas de uma luta contra sistemas sociais e políticos, mas contra os poderes deste mundo tenebroso.
Deus precisa de pessoas comprometidas com a justiça em órgãos públicos e em movimentos sociais  defendendo causas justas, direitos humanos, liberdade de expressão, para declarar e promulgar o que é justo. Isto enfraquece o inferno.

3.     Fundamentar os pés no Evangelho – “calçando os pés com a preparação do evangelho da paz” (Ef 6.15).

Tenho considerado que é mais fácil entender o que é o evangelho pensando no que não é.

O Evangelho não é o relato histórico que Mateus, Marcos, Lucas e João fizeram. Eles falam do Evangelho, mas não são, por definição, o Evangelho. Evangelho é essencialmente o conteúdo das “boas novas” de que Deus enviou seu Filho por meio do qual se cumpriu toda esperança e promessa do AT. O Evangelho tem seu centro em Jesus, na sua pessoa e obra. O Evangelho consiste no fato de que Deus providenciou o seu próprio filho como propiciação pelos nossos pecados. (Rm 3.25). Deus, enviou seu Filho para assumir o nosso lugar na cruz. O ponto central dos Evangelhos não é a vinda de Cristo, nem seus milagres, mas sua morte. O centro da mensagem cristã é a remissão de nossos pecados. Não há salvação possível, a não ser que Jesus tenha morrido na cruz do calvário.

Calçar os pés no Evangelho é pisar em terreno sólido.

O problema que os fundamentos de nossas crenças estão quase sempre equivocados. Esquecemos quem Cristo é e pensamos em quem somos. Insistimos inconscientemente que podemos nos resgatar da condenação eterna, por meio do nosso currículo espiritual. O resultado quando pisamos neste solo movediço é sempre o mesmo: depressão ou orgulho espiritual.
Firmar os pés no evangelho, dá segurança espiritual. Nossa vida deve estar fundamentada em Cristo e não em nós mesmos, colocamos nossa admiração no que ele fez e não no que fazemos. Quando calçamos os pés no evangelho, trocamos as sandálias da justiça própria pela maravilhosa obra de Cristo realizada no calvário. A obra de Cristo nos livra da escravidão e nos dá esperança.
Que sapatos teológicos você tem usado? Coloque seus pés no evangelho da paz. Esta armadura nos livra do perfeccionismo, da culpa, das acusações do diabo e nos enche de louvor e alegria.

4.     Escudo da fé: Nossa proteção contra o mal - "Embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno" (Ef 6.16).

Todo este texto ensina que estamos no meio de uma guerra. Os perigos surgem de todos os lados: Flechas, dardos, lanças, espadas. Curiosamente, a arma que nos protege contra estas armas letais que são as ideias, pensamentos e conceitos pagãos, só podem perder seu poder de destruição quando embraçamos a fé. Com ela podemos nos proteger ao surgirem as acusações e sofismas habilmente engendrados no inferno. As setas do diabo precisam ser destruídas com uma fé robusta.

Um padre estrangeiro da Universidade Católica de Goiás, repetia seu jargão: “muitos rapazes perdem a fé quando vem para a faculdade, porque sua fé é muito mexerica” (confundindo com a palavra mixuruca). Os dardos inflamados do maligno devem ser neutralizados com o escudo da fé. A Bíblia afirma: “E esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé” (1 Jo 5.4).
Tente enfrentar o mundo e o diabo sem fé, ou tirem este escudo contra os ataques e flechas que ele manda. O resultado será abatimento e queda no campo de batalha. A primeira seta vai atingir o seu coração e você cairá sem folego.

Embrace a fé! Ela é poderosa para enfraquecer e neutralizar as setas do diabo.

Considere a extensão da afirmação deste texto: “com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno".

Já pensaram na ideia de dardos?
São flechas que surgem de onde não esperamos e muitas vezes vem de longe. Na verdade, tais setas surgem de todos os lados. Pense você enfrentando uma batalha e as flechas descendo de todas as direções. Como se defender? A única chance é o escudo. Ele te protege.

Considere outro aspecto: As setas são inflamadas.
Esta era uma das armas mais perigosas da antiguidade, tais flechas eram untadas com óleo e acesas antes de serem lançadas contra o adversário. Algumas vezes eram feitas de estopa embebida com substância combustível. Não só feriam, mas queimavam. Vinham pegando fogo! Onde encontrassem algo para queimar, seja madeira, feno, palha e lixo, transformavam-se rapidamente numa grande fogueira. As setas do diabo são verdadeiras chamas que sapecam e queimam aqueles que estão desprevenidos.

O texto ainda nos diz que elas vem do maligno.
Satanás joga estas setas nas áreas desprotegidas da razão e emoção. Elas vem em forma de pensamento, dúvidas, ideias, valores, conceitos, cosmovisão, sentimentos. Estamos sendo constantemente bombardeados. Precisamos de valores e convicções claros que mantenham nossa fé bem fundamentada. A fé é o escudo. Coloque a fé como meio de defesa. Só uma forte fé pode enfrentar uma batalha no campo de ideias e conceitos como temos enfrentado.
A única arma para apagar todos os dardos inflamados do maligno é uma fé robusta e sólida. Ela é escudo contra as setas inflamadas do maligno. A leitura variante preferida por muitos especialistas na leitura do texto original, usa a palavra “em todas as circunstâncias”, ao invés de “sempre”. O escudo deve ser usado em todos os momentos do conflito.

5.     Uma mente protegida espiritualmente – “Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef 6.17). A ordem agora era bem específica: Proteja a mente!

O soldado romano também usava um capacete para proteger-se na batalha. Indica o cuidado necessário com a cabeça (mente). Paulo afirma que nossas armas não são carnais, mas poderosas em Deus para destruir fortalezas, anulando sofismas (2 Co 10.4-5). É interessante pensar que as armas espirituais podem “anular sofismas”, um termo claramente ligado à filosofia e a maiêutica de Sócrates. Nossa luta espiritual é, antes de tudo, apologética. Se não nos convencermos que a fé cristã é intelectualmente razoável e coerente, nunca nos tornaremos bons cristãos.

“Para o crente, salvação é parte da armadura defensiva que é essencial à sua segurança na luta...sem a confiança de resgate do cativeiro passado, o cristão pode ser facilmente ferido mortalmente no conflito”. (Foulkes, Francis- Efésios, São Paulo, Ed Mundo Cristão, 1963, pg 146).
A mente precisa estar protegida e isto envolve a salvação. Quando sabemos que somos de Deus, e que esta salvação nos foi dada graciosamente por Cristo, as tentações, lutas, embates e conflitos poderão ser vencidos. Se você ficar hesitante sobre a vida eterna, e o amor incondicional de Jesus, você estará sempre susceptível ao diabo. 

6.     A Palavra de Deus: A arma de ataque ““Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus (Ef 6.17).

“A sexta arma é ofensiva, a espada que o Espírito usa... a espada é a Palavra do Senhor, é a mensagem do Evangelho, quando ela vem aplicada pelo Espírito de Deus. Quando isto acontece, verifica-se a transformação de Cristo se manifesta”. (Shedd, Russel – Tão grande salvação, São Paulo, Vida Nova, 1991, pg 83).
Por isto Paulo afirma que nossas armas não são carnais, mas poderosas em Cristo, como narramos antes, “para destruir fortalezas”. A Palavra de Deus é fundamental na luta contra as trevas. Se você se deparar com uma pessoa possessa e não souber muito o que fazer em tal situação, abra a palavra de Deus e a leia corajosamente.

Uma das irmãs de nossa igreja, Oilba Andrade, tinha apenas 14 anos de idade quando foi convertida a Cristo, recebendo-o como seu salvador pessoal. Ela era na época, a única evangélica de sua família. Imagine as críticas e objecoes que sofreu, vivendo assim no interior de Goiás, nos idos de 1960. Um dia, voltando para casa deparou-se cum uma pessoa possessa de um espirito maligno. As pessoas estavam apavoradas com a cena, e ela também ficou, mas não se intimidou. Pegou sua Bíblia, e ousadamente começou a lê-la em voz alta, e o espírito maligno deixou aquele homem.
Foi assim que Jesus confrontou todo ataque do maligno. Quando Satanás fazia uma sugestão provocativa ele respondeu: "Está escrito”. Não há outra forma de confrontar o diabo e seus anjos, senão usando a poderosa arma que é a espada do Espírito, a Palavra de Deus.

Como temos lutado contra o diabo? Que armas usamos? A força da carne? Raciocínio? Proatividade?

Use a Palavra de Deus. Ela é viva e eficaz!

Ela destrói Satanás. Por isto aprendemos que “ou o pecado te afasta da Bíblia ou a Bíblia te afasta do pecado”. Quando estiver em dúvida, ameaçado, encurralado, assustado, use a Palavra de Deus! 

Conclusão:
Exortações finais

A.    Sede  fortalecidos no Senhor e na força de seu poder – “Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder” (Ef 6.10). Alguns são tão auto confiantes que acham que podem defender-se sozinhos. Outros estão tão desconfiados de si mesmo que imaginam que nada podem contribuir para esta guerra. Sem a força de poder de Deus falharemos e cairemos, por isso precisamos ser fortalecidos nele e na sua força. Esta ordem é para todos.

B.    Revesti-vos! Precisamos de toda armadura de Deus: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef 6.11). Não apenas uma das armas, mas “todas as armas”. Se usarmos o capacete, sem a couraça, ainda somos susceptíveis; se usarmos a verdade, sem a justiça, estamos fragilizados, e assim por diante...

C.    As ciladas do diabo assumem roupagens distintas, mas o seu maior êxito consiste em persuadir as pessoas de que ele não existe. “Uma das principais causas da má condição espiritual da igreja de hoje é o fato de que o diabo está sendo esquecido. Tudo é atribuído a nós mesmos; todos nós temos chegado a ser demasiadamente psicólogos em nossas atitudes e em nossos pensamentos”. (M. L . Jones). C. S. Lewis.

Lewis afirma que Satanás fica feliz quando assumimos duas posições: primeiro, negamos sua existência; Segundo, atribuímos tudo a ele. Não é muito difícil enveredarmos por uma dessas posições. Podemos satanizar tudo ou não ver o diabo em nada. A regra é simples: Não devemos ver o diabo em tudo, mas não podemos deixar de vê-lo onde ele se encontra.

Muitos olham para a vida sem considerar as forças espirituais que interagem neste mundo tenebroso. São pessoas crentes, de boa índole, mas ingênuas em relação às forças do mal e as armas que ele emprega. É necessário criar uma “santa suspeição”, para com temor e santidade, poder usar todas estas armas que o Espírito Santo de Deus deixou à nossa disposição.




quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Jo 7.37-40 Princípios para uma vida abundante




Introdução:

Uma das formas mais efetivas para se ler a Bíblia é tentando assimilar o drama e a situação no qual o texto está inserido. O vs 37 afirma: “No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou” (Jo 7.37).

Que festa era esta?
Ela se refere à Festa dos Tabernáculos, dia sagrado para os judeus

Também conhecida como Festa das Cabanas ou Festa das Tendas ou, ainda, festa das colheitas, tendo em vista que coincide com a estação das colheitas em Israel, no começo do outono. É comemorado no décimo-quinto dia do mês de Tishri, duas semanas após Rosh Hashanah e, usualmente, cai final de Setembro ou princípio de Outubro.

Os judeus possuíam três festas fixas e sagradas, conforme nos relata o livro de Levítico:

São esta as festas fixas do Senhor, que proclamareis para santas convocações, para oferecer ao Senhor oferta queimada, holocausto e oferta de manjares, sacrifícios e libações, cada qual em seu dia próprio; além dos sábados do Senhor, e das vossas dádivas, e de todos os vossos votos, e de todas as vossas ofertas voluntárias que dareis ao Senhor. Porém aos quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido os produtos da terra, celebrareis a festa do Senhor por sete dias; ao primeiro dia, e também ao oitavo, haverá descanso solene. No primeiro dia tomareis para vós outros fruto de árvores formosas, ramos de palmeira, ramos de árvores frondosas, e salgueiros de ribeiras; e, por sete dias, vos alegrareis perante o Senhor, vosso Deus. Celebrareis esta como festa ao Senhor por sete dias cada ano; é estatuto perpétuo pelas vossas gerações; no mês sétimo a celebrareis. Sete dias habitareis em tendas de ramos; todos os naturais em Israel habitarão em tendas; para que saibam que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito: Eu sou o Senhor vosso Deus”. (Lv 23.33-43).

Era uma festa originalmente agrícola e possuía um significado histórico: a lembrança da peregrinação pelo deserto e o sustento pelo Senhor. A fragilidade das tendas que o povo construía era uma lembrança da fragilidade do povo quando peregrinou os 40 anos no deserto a caminho da Terra Prometida.
O último dia era o dia mais importante desta festa. Romeiros e peregrinos vinham de todos os lugares e construíam suas barracas de ramos, tendas eram colocadas por todos os lugares, tornando-se uma espécie de camping espiritual. Jerusalém estava lotada. Neste ambiente festivo Jesus se coloca em pé e exclama: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba!”. Não é surpreendente apenas o gesto ousado, de levantar e gritar para as pessoas que passavam, mas ainda mais impactante é o convite e a promessa que Jesus faz: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba!”.

Jesus está propondo aos romeiros de Jerusalém, uma vida abundante, cuja fonte era ele mesmo. Mas ao agir desta forma, ele estabeleceu alguns princípios para que esta vida pudesse se tornar realidade.

Primeiro, o princípio do desejo: “Se alguém tem sede!”

Jesus não convida a todos, mas apenas aqueles que sentem sede, que percebem que algo interior profundo e transformador lhes falta. São pessoas sedentas de significado, de Deus e de vida. Almas que se sentem vazias, incompletas, secas.

Pode parecer estranho. Durante muito tempo afirmei que todas as pessoas tem sede de Deus, mas ultimamente tenho considerado que muitos não tem sede de Deus. Alguns anos atrás caminhava com o Badú, na Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro, um dos lugares mais lindos e charmosos que conheço, o dia estava maravilhoso, céu azul, Rio 40 Graus! O ambiente cheia de pessoas saradas, crianças brincando nos parques, jovens fazendo suas caminhadas, ciclistas pela orla, velas e caiaques na lagoa. Foi então que meu amigo disse reflexivamente: “Será que as pessoas que moram nesses maravilhosos apartamentos, com vista para a Lagoa e para a Praia de Ipanema, acordam de manhã, num domingo de sol, abrem seus jornais, tomam um café com uma mesa farta e dizem para si mesmas: Estou precisando de Deus?”
Tenho notado de forma cada vez mais clara que muitas pessoas não sentem sede. Não sentem necessidade de Deus, podem até achar a ideia de Deus interessante, mas decorativa, mas não necessária. A alma não anseia pelo Sagrado e pelo Eterno, quando muito sentem um pálido desejo de alguma coisa que também não sabem o que é. Tais pessoas não tem sede!

Jesus não faz convite a estas pessoas.
Seu convite é claro, direto e específico: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba!”.

Em 2003 cheguei a Anápolis para pastorear a igreja Central. Naquela ocasião, a Junta Diaconal da igreja era composta de um grupo bem pequeno de pessoas. Alguns já partiram para a glória como o Sr. Josias e Sr. Ítalo, que um dia, chegou a mim e disse: “Pastor, o clima de Anápolis é seco, e não úmido. Precisamos ingerir água, mas não o corpo não sente muita necessidade de líquido, então, beba água todas as vezes que lembrar, mesmo estando sem sede”. Este conselho tem sido valioso!
O mesmo se dá com pessoas que fazem caminhadas nas secas e áridas regiões do Arizona. Quando um grupo sai para fazer tracking, o guia logo os adverte sobre a necessidade de beberem água.  Cada pessoa precisa levar consigo uma certa quantidade de água, e o guia de vez em quando para e pede para que todos bebam um gole, porque muitas pessoas já sofreram hidratação, tendo um cantil pendurado na cintura.

O que fazer quando não há sede? Ou parafraseando Djavan: “Sabe lá, o que é morrer de sede em frente ao mar?”.

Certa vez, João Marcos, baiano e bom músico brasileiro residente em Cambridge-MA, responsável pela quarta feira musical em uma das mais conhecidas casa de Jazz de Boston, me pediu que eu orientasse uma colega de trabalho que estava fazendo muitas perguntas sobre Deus e queria saber se eu podia ajudá-la. Naturalmente me dispus e aquela mulher teve dois encontros comigo e desapareceu. Apesar de tentar reestabelecer o contato, as tentativas eram frustradas, e ao encontrar João Marcos lhe falei que parecia que ela não estava interessada, e ele me deu uma resposta inesquecível: “Samuel, deixa dar sede!”

Já tentou dar água para quem não quer beber? Filhos facilmente manipulam e estressam os pais com a questão da alimentação. Pais querem que os filhos comam e eles insistem em não comer, alguns pais ficam desesperados com esta situação. Muitas vezes também sofremos e nos angustiamos por pessoas amigas que mostram completo desinteresse pelas coisas espiritual. Como desejamos que elas possam desejar as coisas de Deus.

O convite de Jesus possui orientação clara para uma vida abundante. O primeiro e básico princípio é o desejo. “Se alguém tem sede, venha a mim e beba!”. Você tem sede de Deus?  Se você não tem interesse talvez pudesse começar com uma oração bem mais profunda: “Senhor, quero querer beber de tua fonte. Dá-me sede de ti!”

Segundo, o princípio da disponibilidade: “Venha a mim e beba!”

Jesus deixa claro que existe uma fonte, e esta fonte está disponível a todos quantos aceitarem o convite e vierem. Há uma fonte a jorrar, ela é acessível.

O problema é que temos procurado saciar nossa sede em outras fontes.
O profeta Jeremias afirma:

Espantai-vos disto, ó céus, e horrorizai-vos! Ficai estupefatos, diz o Senhor. Porque dois males cometeu o meu povo: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retém as águas” (Jr 2.12,13). A tradução livre da Bíblia, A Mensagem, de Eugene Peterson afirma: “cavaram cisternas que vazam, que parecem verdadeiras peneiras”.

As cisternas da Judéia não são como as nossas, que abrimos um buraco na terra e achamos água. Elas são na verdade, reservatórios com calefação, que guardam as águas que caiem das chuvas esporádicas que ocorrem duas a três vezes por ano, e que são recolhidas e armazenadas. Uma boa cisterna pode guardar 70 mil litros, e mantinha uma família o ano inteiro, mas infelizmente, algumas destas cisternas não possuíam um sistema bom e as águas vazavam, causando grande stress e ansiedade para a família.

Jesus convida o povo para encontrar nele, e não em outras fontes, a água da vida, que pode saciar verdadeiramente a sede, e afirma que está água está disponível para aqueles que, com sede o buscam.

Este é o seu convite: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28).

A fonte da abundante vida está disponível, a todos os que, de coração e ardente desejo, o buscarem. “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração”. As águas vivam estão disponíveis.

Terceiro, o princípio da condicionalidade: “Se alguém crer em mim, como diz a Escritura!”

Aqui encontramos outro princípio de vida abundante que não pode ser desconsiderado. Talvez ele se torne um dos maiores impedimentos para que experimentemos a vida abundante oferecida por Jesus. Ele afirma que nossa fé não pode se basear naquilo que achamos ou pensamos, mas naquilo que a Palavra de Deus afirma. Precisamos crer em Jesus, “como diz a Escritura”.

Vivemos numa perigosa época do subjetivismo.
As pessoas creem que a verdade encontra-se dentro delas mesmas e que o mais importante é seguir suas impressões e emoções, fazer “do jeito que acham certo”. A fé é particularizada e individualizada, não há uma fonte de autoridade sobre as pessoas. Eles apenas acreditam que o importante é fazer “do jeito que acham que é certo”.

Não é isto que sugere o famoso slogan da Nike? Just do It! Apenas siga seus instintos e percepções.

Mas Jesus estabelece um princípio fundamental para que a fé seja experimentada em abundância. “Se alguém crer em mim como diz a Escritura”. Não crer do jeito que acho ou penso, mas como a Palavra afirma que devemos crer. Isto se contrapõe radicalmente a esta geração que insiste em afirmar: “Eu creio em Deus do meu jeito”, ou “eu tenho minha opinião formada e acho que é assim”. Em tais situações dizemos a Deus como as coisas devem ser, o conceito de divindade, da fé e da vida é formada a partir de minhas concepções particulares, e não a partir daquilo que a Bíblia diz.

Mas Jesus estabelece a condição. Os rios de agua viva fluirão do seu interior, se você crer em mim, como diz a Escritura. A leitura sobre Cristo não é formada a partir de uma elucidação interior, mas a partir daquilo que Deus revelou em sua palavra.

Creio que, pelo menos duas concepções sobre cristo são urgentes e necessárias.

A.      Reconhecer Jesus como Salvador Pessoal – As Escrituras nos apresentam a condição do homem sem Deus como alguém perdido e que precisa de salvação, e que esta salvação só pode ser conseguida por meio da obra de Cristo. Jesus morreu na cruz em nosso lugar e pagou o preço de nosso pecado.
Sem entendermos a seriedade do pecado e a grande salvação que nos é ofertada por meio do sacrifício de Cristo, ainda não entendemos exatamente quem é Jesus. Ainda não cremos nele da forma como as Escrituras nos dizem que devemos crer.

Um clássico exemplo disto se encontra na narrativa da cura do cego de nascença registrada em Jo 9.
Quando as autoridades religiosas indagam sobre quem o curou ele afirma que era Jesus, mas quando lhe perguntam o que ele acha de Jesus ele afirma de forma vaga que era um homem especial. “O homem chamado Jesus” (Jo 9.11); posteriormente, mais uma vez pressionado, afirma ser Jesus um profeta (Jo 9.17). Ambas as respostas são vagas e incertas. Ele não sabe quem é Jesus. Uma pessoa assim nunca poderá crer em Cristo como as Sagradas Escrituras ensinam. Apesar de ser simpatizante, e tendo até mesmo recebido a grande benção da visão.

Por esta razão, Jesus se aproxima dele para clarificar sua concepção pessoal. Ele precisava crer em Jesus, não com uma fé meramente intuitiva, mas ele precisava entender quem de fato era aquele homem que o havia curado. Quando Jesus lhe pergunta: “Crês tu no Filho do Homem?”, ele responde: “Quem é, Senhor, para que eu nele creia?” (Jo 9.35.36). Ele não tinha ideia da identidade de Cristo. Ele tinha compreensões parciais. É possível sermos curados e abençoados por Jesus, sem compreender quem de fato ele é. Quando descobrimos quem ele realmente é, isto traz grandes e profundas implicações para nossas vidas.

É necessário e urgente, que saiamos de um nível de fé intuitiva, para uma fé consciente e madura. Compreender sua obra, o que ele fez na cruz, recebê-lo como salvador pessoal.

Você já entendeu o sacrifício de Cristo Jesus por você? Já foi crucificado com ele na sua morte? Você já entendeu o valor de seu sangue e o sacrifício de remissão que ele fez a seu favor na cruz?

A.      Reconhecer Jesus como Senhor de sua vida – Este é outro nível de fé, que aprofunda ainda mais.
O cego de nascença foi curado e abençoado, mas ainda não reconhecia a divindade de Cristo, mas quando Jesus clarificou o seu ministério e disse quem ele era, uma confissão maravilhosa saiu de seus lábios:
Então, afirmou ele: creio, Senhor; e o adorou” (Jo 9.38).

Sua compreensão sobre a identidade de Jesus e a confissão o leva a outro nível de relação. Não era apenas um admirador, mas seguidor. Ele se prostrou diante dele e o “adorou”, submetendo-se à Cristo.

Infelizmente somos uma geração que se declara cristã, mas não reconhece o senhorio de Cristo, nem sua autoridade, por isto não nos submetemos como servos. Quando afirmamos: “sou senhor da minha história”, ou “eu decido o que fazer de minha vida”, estamos afirmando nossa independência. Isto mostra que eu sou senhor e não servo de Cristo.

Você reconhece Jesus como senhor?
Já transferiu a ele seus direitos?
Tem obedecido incondicionalmente?
Já entregou planos, desejos e vontade a Ele?
Tem permitido que Ele governe seu lar, estudos, finanças, trabalho, amizades, sua agenda?

Quarto, princípio da surpreendente abundância – “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de agua viva” (Jo 8.38).

Na verdade, a abundância é descrita como resultado e não objetivo. Jesus afirma que, aqueles que crerem nele como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva (Jo 8.38).

Talvez seja esta a razão de não experimentarmos a riqueza e abundante vida em Cristo.

Isto tem a ver com o fato de que amamos a Jesus da forma como decidimos amar e não como ele diz que devemos crer. Isto tem a ver com o fato de que o povo de Deus tem abandonado as riquezas insondáveis de Cristo indo atrás de cantos de sereia. “A mim me deixaram, o manancial de aguas vivas, e cavaram para si, cisternas rotas, que não retém as águas” (Jr 2.13). Temos buscado abundância nos entretenimentos, prosperidade, lazer, viagem, conforto – deuses modernos – mas nada disto satisfaz a alma. A busca está na direção errada.

Jesus fala de algo surpreendente para aqueles que o buscam: “Do seu interior fluirão rios de água viva”.

O Evangelho de João faz questão de explicar o significado desta palavra.
Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem” (Jo 8.39)

A fonte de água viva, é, nada menos que o próprio Espírito Santo. A vida abundante não é prosperidade como alguns afirmam; nem ausência de conflito ou conforto, mas a terceira pessoa da Trindade que passa a habitar em nós, quando recebemos a Cristo, pela fé, em nossos corações.

É isto que nos diz a Palavra de Deus:
Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa” (Ef 1.13).
Este Espírito, é o que enche nosso coração da graça indizível, nos antecipa com os gozos celestiais da vida eterna e da comunhão com Jesus. Esta surpreendente graça transforma radicalmente nossa história. Isto é vida abundante!

Conclusão:
Você tem sentido vazio, desencorajado, sem sentido e propósito, coração seco, angústia ou mesmo desespero?
Creia em cristo. Não do seu jeito, não como você acha que deve ser. Não estabeleça as condições, mas aceite as condições do discipulado.

Jesus promete que “do seu interior fluirão rios de agua viva”.
Você não gostaria de ser surpreendido por esta abundante vida?

Saciar sua alma nas fontes de água viva?