domingo, 18 de outubro de 2015

2 CO 2.14-17 Vida autêntica



Muitas são as descrições da vida cristã. Muitos indagam sobre as características que poderiam autenticar a forma de ser e viver o cristianismo. Separar o falso do verdadeiro não é sempre falso. Moisés transformou sua vara em cobra pelo poder de Deus, mas os magos fizeram o mesmo pelo poder do diabo.
Apesar de muitas características serem positivas em si mesmas, elas não são a Essência da Autêntica. Paulo, neste texto, inspirado pelo Espírito de Deus, revela três características irrefutáveis dos seguidores verdadeiros de Cristo. São as características irrefutáveis. Apenas os discípulos de Cristo podem ter, e elas não podem ser imitadas.
A Igreja de Corinto era complicada. Marcada por divisões (1 Co 1.10), sérios problemas morais (1 Co 5.1); Relativista moral (2 Co 5); escândalos culturais (1 Co 11); falta de compreensão da Santa Ceia (1 Co 11); mau uso dos dons (1 Co 12,14) e dificuldades com doutrinas essenciais como a ressurreição dos mortos (1 Co 15.12).  Todas as vezes que ouço pessoas afirmando que deveríamos voltar a ser como a igreja primitiva, e eu me recordo de Corinto, tenho calafrios. Não gostaria de ser pastor de uma igreja tão complicada como esta.
Na segunda carta, Paulo faz uma defesa do apostolado. Irmãos questionando seu chamado, sua autoridade e vocação. Isto não é fácil de nenhum pastor ouvir.
Para separar o joio do trigo, o falso do verdadeiro, Paulo fala aqui de três marcas irrefutáveis da vida autêntica.
           
  1. Sucesso constante
Graças a Deus, que por meio de Cristo, sempre nos
conduz em triunfo” (2 Co 2.14-17).

A palavra sempre é radical. Não se trata de vitória esporádica ou eventual, ou algo que acontece uma vez ou outra. Ele afirma que em Cristo sempre somos conduzidos em triunfo, em Jesus nossa vida será sempre vitoriosa.
Se analisarmos a própria vida de Paulo, esta afirmação parece sem consistência. Afinal, ele mesmo teve muitas situações de perseguições, açoites, injustiça, prisão. Como ele pode afirmar que em Cristo somos sempre vitoriosos? Os discípulos de Cristo atualmente, passam por perseguições religiosas, lutos, falências, contraem enfermidades, isto é marca de pessoas vitoriosas?
Paulo mesmo descreve a sua experiência de seguir a Cristo de forma nada romântica, e podemos até dizer, que do ponto de vista humano, ele foi um fracasso, basta ver a descrição que ele faz de sua trajetória (2 Co 6.4-5). Todos apóstolos, segundo a tradição, morreram pela sua fé. Muitos profetas também tiveram fim semelhante. Daniel foi jogado numa cova de leões, por causa de sua fé. Isaias, segundo a tradição, foi serrado ao meio. Jesus foi crucificado como ladrão e malfeitor, aos 33 anos. Quais são, portanto, as bases da afirmação bíblica que “Deus sempre nos conduz em triunfo?”
O texto não fala de triunfo humano, mas “Em Cristo”. Quando temos a perspectiva de Jesus, somos sempre conduzidos à vitória. Sempre. Em Cristo jamais seremos derrotados.
Pense numa adversidade que você enfrentou, e que se parecia uma tragédia, se você está em Cristo, esta perda foi um sucesso. O que está em jogo, não é o seu sucesso, mas o sucesso de Cristo em sua vida.
Por que vivemos em tanta ansiedade? Buscamos o nosso sucesso e não o de Cristo. Deus trabalha por meio das crises.
Em Fp 1.12 Paulo afirma que Deus o mandou para a cadeia. Isto parece fracasso, Naquela cadeia, no entanto, Deus estava usando seu servo para comunicar o evangelho aos futuros líderes de Roma, e dando-lhe tempo para sistematizar a doutrina cristã com cartas excepcionais como aos Romanos, Filipenses, etc. Quem olhasse para a vida de Paulo naqueles dias poderia achar que aquilo era fracasso, mas veja o que ele diz: “As coisas que me tem acontecido tem contribuído para o progresso do Evangelho” (Fp 1.13). Mais tarde ele vai afirmar que até mesmo os da guarda pretoriana, filhos dos senadores romanos estavam se convertendo a Jesus. Eles eram obrigados a fazer o tiro de guerra, serviços militares, e nada menos perigoso que um velho pregador que falava de um Deus que resolveu viver no meio dos homens, foi pregado numa cruz e ressuscitou dos mortos. Sabe qual foi o resultado da sua prisão? Sucesso total. No final da carta aos Filipenses ele afirma: “Todos os santos vos saúdam, especialmente os da casa de César” (Fp 4.22). O que significa isto? Aqueles jovens convertidos, que viviam no palácio, estavam testemunhando o evangelho.
Você consegue ver a vitória de Deus em sua vida? Mesmo em meio às lutas? Já parou para considerar o que Deus está planejando para sua vida? O projeto que ele tem em mente para você e sua família?
Como estaríamos se estivéssemos na pelo de Paulo? Certamente murmuraríamos, argumentaríamos, ficaríamos zangados, discutindo com ele. Mas o que fez Paulo, ele usava cada momento desta atribulada experiência para ver a obra de Deus se realizando na sua vida e no povo de Roma. Isto é o que chamamos de “reação em cadeias”.
Considere ainda a vida de José. Ele foi vendido como escravo. Posteriormente injustiçado por uma falsa denúncia, vai para a prisão. Mas ele jamais teria condições de prover sustento para uma nação inteira, e para a sua própria, se Deus não o tivesse conduzido em triunfo, nesta estrada da tantos sobressaltos.
Se nossa vida está nas mãos de Deus, e nos submetemos aos seus propósitos, veremos que ele está sempre nos conduzindo em triunfo. A experiência de dor do momento, pode ser a única forma que Deus poderia usar para salvar sua vida e família.  

  1. Impressão inesquecível
Somos para com Deus, o bom perfume de Cristo” (2.15)

Cheiro é algo contagiante, é algo que enche o ambiente. Quem não se lembra daquele gostoso perfume da comida caseira da vovó ou da mamãe? Ou do inebriante perfume de um “beautiful” ou “chanel no. 5?” Cheiros evocam lembranças. Eu sempre me recordo do Seminário de Campinas, onde estudei 30 anos atrás, todas as vezes que sinto o cheiro de grama cortada.
O que este texto está dizendo é algo grandioso e assustador. “Somos para com Deus, o bom perfume de Cristo, tanto nos que se perdem, como nos que se salvam” (2.15). O que significa isto?
Ser o bom perfume de Cristo nos que se salvam não é muito difícil de entender. Muitas pessoas foram marcadas eternamente por causa da presença de Cristo que exala em nós. Muitos já foram atraídos à Jesus por causa desta essência divina que seu espírito pôs em nossas vidas, de tal forma que isto é inconfundível, já que os conduz à salvação eterna e ao entendimento do plano da salvação para suas vidas.
No dia do sepultamento de meu sogro (25 Junho 2009), apareceu um homem que tivera contacto com ele quando ainda era seminarista, isto é, cerca de 50 anos atrás, e desde aquele dia, aquele homem nunca se esqueceu do que meu sogro pregou, nem dos hinos cantados. O impacto do evangelho foi duradouro e eterno sobre sua vida.
Este é o lado positivo da mensagem. Mas o texto vai além: "tanto nos que se salvam, quanto nos que se perdem". E diz mais, “para uns, cheiro de vida para vida, para outros, cheiro de morte para morte”.
Paulo usa aqui uma figura muito conhecida naqueles dias. Quando os exércitos iam para guerras, ao vencerem a batalha, voltavam com preciosos despojos e eram recebidos como heróis pelas ruas da cidade. Na frente vinham os generais e comandantes, atrás os oficiais, os soldados e por fim, acorrentados, os guerreiros derrotados. As pessoas faziam festas nas ruas e jogavam flores, essências aromáticas, e quando os vencedores inalavam estas essências, sabiam que ela era sinal de vitória, mas para os perdedores tais essências significavam condenação. Para uns, o cheiro era para vida, para outros, para morte.
Assim faz o Evangelho. Ao ser pregado não apenas salva, mas também condena.
Jo 3.36 é uma palavra dura de Jesus: “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho, não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus”. No mesmo capitulo afirma: “Quem crê não é julgado, mas quem não crê, já está julgado, porquanto não crê no unigênito filho de Deus” (Jo 3.14).
Ao relatar a parábolas do semeador, Jesus afirma que ele narrava o reino de Deus daquela forma para que alguns, ao ouvirem a palavra, não a compreendessem e não viessem a crer (Mt 13.14-17). A mensagem do Evangelho não é apenas para salvação, mas para condenação. No dia do juízo, muitos ouvirão a sentença do reto juiz e vão tentar se defender, mas Deus lhes dirá, “O que se mantém rebelde contra o Filho, não verá a vida”.

  1. Integridade irrefutável
Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus;
antes, em Cristo, é que falamos na presença de Deus, com sinceridade
e da parte do próprio Deus” (2 Co 2.17).

Esta é a terceira característica da vida cristã autêntica, que não pode ser imitada, nem falsificada. Integridade! Esta marca não é apenas um acessório da vida cristã, mas sua essência.
Paulo afirma que o Evangelho não é mercadoria (2 Co 4.2), um produto atraente, mas bugiganga de feira do Paraguai. Muitos testemunhos são mentirosos, e uma forma de vender o evangelho, como um que circula na internet onde um pregador fala da unção da galinha e dos galos no seu galinheiro, dando profecias e falando em línguas. Isto é bugiganga! Existem pessoas que se tornam “vendedoras” de determinados aspectos da fé cristã, que dizem ser verdade, mas se trata mercadores. Ganham a vida vendendo estes artigos como o homem da cobra faz com as pessoas incautas nas praças das grandes cidades.
Existem muitos pregoeiros da teologia da prosperidade, que vendem bençãos de Deus. Explorada mercantilmente através de movimentos de cura, ou atraem pessoas que não querem crescer espiritualmente, e vivem fascinadas por profecias e visões, correndo atrás de respostas rápidas para questões difíceis.
Mercadejar é adulterar. Vender algo que não corresponde com a aquilo que dizemos ser. Quando as pessoas levam isto para seu dia a dia, descobrem que não funcionam, porque são bugigangas, meras imitações daquilo que é verdadeiro.
Quando era menino, meu pai me levou a Brasília para comprar um carro. Eu me senti muito importante, numa cidade grande, cheia de atrativos, era tudo o que eu queria. As pessoas, os prédios, o movimento da cidade, tudo me fascinava. Ao passarmos pela torre de TV em Brasília, meu pai viu um lindo paraquedinha que era vendido e resolveu levar de presente para meu irmão mais novo. Realmente era muito bom na mão do vendedor, mas jamais funcionou em casa. Isto foi uma verdadeira frustração para todos.
Já viu aquelas “escadas mágicas” que os vendedores, rodeados de homens fortes e mulheres bonitas querem vender? Ou aquelas furadeiras impressionantes que são manuseadas por aqueles homens atléticos? Não compre! A não ser que você leve também o atlético e habilidoso homem que lida com a máquina. Elas não funcionam. São bugigangas atraentes, mas prometem o que não podem dar.  É assim que os mercadores fazem com o Evangelho. Eles mercadejam.
Paulo fala de três características desta integridade:

·         Falamos com sinceridade – Aquilo que dizemos tem que ser aquilo que pensamos. A palavra sinceridade vem do latim, “sem cera”. O mínimo que se espera de um crente é que ele creia naquilo que prega, e busque sempre praticar o que diz.

·         Falamos na presença de Deus – Isso sugere uma abertura de total franqueza aos olhos de Deus. Caminhar à vista dos homens e enganá-los pode não ser difícil, mas enganar a Deus, não dá. A pessoa que anda na presença de Deus não está interessada em colocar uma fachada. É perfeitamente digno de confiança.

·         Falamos da parte do próprio Deus – Temos uma tarefa específica. Dizer aquilo que Deus diz. Não inventamos fábulas, nem usamos argumentos filosóficos que não se coadunam com o pensamento de Deus. Nossa tarefa é declarar: “Assim diz o Senhor!”.

Esta marca da vida cristã autêntica repele a tentativa de se usar dos cosméticos diante de Deus, de se maquiar a verdade.
Conclusão:

Estas marcas acima tentarão ser imitadas, mas elas só estarão presentes, naqueles que conheceram o autêntico. Determinados modelos de cristianismo que encontramos hoje estão gerando profunda crise no significado do que significa “vida cristã”. O resultado tem sido o vazio das experiências. Pessoas aparentemente “espirituais” mostram seus desvios simplesmente porque não experimentaram aquilo que é real.

Certo expert em dólar americano foi entrevista por um comentarista americano. Existem centenas de dólares falsificados ao redor do mundo, algumas destas imitações são quase perfeitas, mas este homem possui a destreza de não se confundir. Quando lhe perguntaram como fazia para reconhecer as notas falsas, ele afirmou: “Eu não conheço nenhuma nota falsa. Eu simplesmente conheço as verdadeiras. Isto é o bastante!”

2 Co 3.1.11 O Grande impulso




Introdução

Este texto é um texto de contrastes - Paulo quer ensinar o que é a nova aliança, fazendo um paralelo com a velha.
Paulo diz que há duas alianças.
Velha - Tudo vem de mim;
Nova - Tudo vem de Deus.
O que é aliança? Acordo ou parte entre duas pessoas. O casamento é uma aliança na qual as pessoas assumem os compromissos do ato. As alianças sempre existiram na humanidade, mas uma é básica. A aliança com Deus.

Eis alguns contrastes:

1. Contraste do material
- Escrita com tintas - escrita pelo Espírito (3.3)
- Escrita com tábuas de pedra - Escrita nos corações (3.3)

2. Contraste na intensidade
Uma desvanescente, outra permanente (3.11)

3. Contraste nas fontes
Uma vem do homem, outra vem de Deus (3.15)

4. Contraste nos resultados
Morte x vida (3.7,8)

Contexto.
A segunda carta aos Coríntios é uma das cartas mais pessoas de Paulo. Ele defende seu apostolado e estabelece as bases do ministério cristão. A Igreja de Corinto estava assediada por líderes de sucesso, mas que não tinham procedimento correto.

Contrastes

1.      No material
Escrita com tintas - escrita pelo Espírito (3.3)
Escrita com tábuas de pedra - Escrita nos corações (3.3)


Neste texto, por duas vezes Paulo enfatiza o meio como a lei fora dada: Pedras. A Nova aliança, porém, Deus prometeu que seria escrita no coração (Ez 36.25-27). A Antiga aliança relaciona-se a pedras, a nova, pessoas. Deus está interessado não nas coisas exteriores, mas no nosso ser mais profundo.
O cristianismo falso é sempre preocupado com a importância das coisas: Pedras, rituais, templos, vitrais, órgãos, tradições, roupas, se o pastor vem de paletó, toga. Tudo se relaciona ao exterior, às formas. Na nova Aliança, o importante sãos as pessoas. As coisas são importantes como auxílio às pessoas. Por isto quando Jesus curou no sábado isto se transformou num escândalo. As tradições e a lei diziam que nada poderia ser feito, mesmo abençoar as pessoas. Os fariseus se preocupavam com coisas. Quantas vezes vemos esta atitude na Igreja. A reputação vem antes da pessoa. Tradições são mantidas para atender necessidades individuais. O que está em jogo é o status e a aceitação de alguém.


2. Na intensidade -
Desvanescente  x permanente (3.11).
Maior e menor glória (3.8)

A Lei, atrai, fascina e cativa. Os homens sonham em atingir um estágio de consagração pessoal que os capacite a cumprir seus gloriosos ideais de lei moral. Esta é a figura do rosto de Moisés. Quando seu rosto se iluminou, depois do encontro com Deus no Monte Sinai, ele manteve o véu mesmo quando o seu brilho já havia desaparecido. Paulo fala aqui também do rosto de Cristo, e o brilho permanente que ele dá. Simbolizam duas alianças.
No rosto de Moisés, as pessoas ainda acreditam que seus esforços são capazes de alcançar a Deus e estão constantemente olhando  para sua capacidade humana ( 3.15,16). Quando as pessoas miram no rosto de Cristo elas se colocam como instrumentos, mas reconhecem sua total incapacidade, não confiam em si mesmas, mas esperam em Deus (3.15).

Por que ainda costumamos optar pela lei, mesmo depois de convertidos?  Por causa da falsa justiça da carne. A Igreja da Galácia, 30 anos depois de ser fundada com base na nova aliança, já havia perdido completamente a referência do rosto de Cristo. “Oh Gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado?” (Gl 3.1)

Como eu sei que tipo de rosto estou mirando ?
As obras da Lei (Moisés) servem ao meu próprio Eu, à carne, mesmo tendo toda aparência da nova aliança. Podemos Amar, trabalhar, criar, servir, mas sendo sempre dirigido para o proveito do Ego!
A fonte está contaminada!
Satanás toma o que você faz e inverte os motivos. Ao invés de fazer para Deus ele o distorce para dentro (satisfação da carne). É a carnalidade mais rebuscada, porque até os gestos mais sagrados: oração, dons, serviço ao próximo, são usados para exaltação do Eu, são carnais. O exemplo clássico é o do fariseu, que dava dízimos, jejuava, orava, mas sempre “de si para si”. É a vida distorcida - torna-se rival de Deus. O centro é você, que se acha merecedor de todo louvor. Nada é feito genuinamente para Deus, ainda que você utilize a falsa humildade.

2.      Na fonte
Justiça própria x justiça divina

Existem também esta grande diferença. As pessoas que vivem na lei estão sempre acentuando sua justiça própria. Os fariseus se orgulhavam de guardar os 327 mandamentos e 240 prescrições do VT, e isto minuciosamente ao invés de ser benção, trouxe maldição. Ficaram com orgulho espiritual.
O que o texto nos mostra aqui é exatamente diferente. “Nossa suficiência vem de Deus” (3.5). Mais adiante Paulo afirma: "Temos este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós" (4.7) Vasos de barro, material simples, de pouco valor (nada de orgulho). Quem vive na nova aliança reconhece que é de barro, às vezes rachado, mas há alguma coisa dentro, um poder sobrenatural, um tesouro inestimável. São recipientes das riquezas mais notáveis e do maior poder que se conhece, mas tudo vem de Deus!. "Não que por nós mesmos sejamos capazes de pensar algo, como se partisse de nós, pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus"  (3.5).

4.   Nos resultados
 Justiça própria x justiça divina
Morte x Vida

Os resultados espirituais são completamente distintos. Quando miramos no rosto de Moisés temos um resultado completamente distinto de mirar no rosto de Cristo.

Ministério da Morte
x
Ministério da Vida

Vida ou morte? (2.1,6). São ideias fortes. 
Morte é, em si mesma um termo negativo. ausência de vida. O enfermo, não tendo sinal de vida está morto...  A vida possui características distintas. A morte é a ausência delas. Quais atitudes revelam a morte a morte?
A ausência de vida traz infelicidade, desalento, medo, frustração, enfado. A fonte determina todas as demais coisas. Em geral pensamos que nossas qualidades negativas resultem de momentâneas variações de humor, ou circunstâncias desfavoráveis, mas tanto Paulo como Jesus afirmam algo mais profundo. Revelam que estamos dependendo de algo que provém de nós, não de Deus. Ao falarmos de sentimentos negativos que revelam a carne em ação, pensamos numa ação maléfica patente, ou pecados que são socialmente discriminados. bebedices, tumultos, adultérios, etc.  Mas as manifestações da carne são mais sutis, e na maioria, aprovadas: Auto confiança, auto piedade, auto afirmação. Precisamos buscar a causa. Sempre na velha aliança, o eu está governando.
Em geral a carne traz depressão e revela nosso egoísmo. Queremos que a atenção esteja voltada para nós. A auto piedade tem a mesma fonte, e geram sentimentos de frustração ou rejeição.
Da mesma forma, a solidão. Ela demonstra uma preocupação excessiva comigo mesmo, que me impede de me dar e amparar as outras pessoas, já que estou preocupado comigo.  
A morte é a ausência das características da vida que Jesus veio dar. Vida é satisfação pessoal. A insatisfação pessoal, auto confiança, depressão, auto piedade, solidão, preocupação comigo mesmo, hipersensibilidade, revelam a ausência desta vida.
A lei, conquanto seja um ministério de morte, ainda assim, possui sua glória. Algumas pessoas não querem deixar a autopiedade, porque assim os outros dão atenção.

Culpa ou justiça?

A Antiga aliança produz senso de condenação, de culpa. Parece que quanto mais você faz, mas está vazio, menos reconhecimento você tem, e ama menos você.
A Nova Aliança produz justiça. Justiça não é apenas fazer o que é certo, mas ser o que é certo. Justiça é a qualidade de quem é aceitável e é aceito por Deus. A Bíblia diz que no Antigo Testamento, as pessoas faziam sacrifícios e holocaustos, Sacrifícios pelos pecados, sacrifícios pacíficos, sacrifícios anuais. Nada daquilo conseguia ainda realizar a pessoa. Ainda hoje, existem milhares de pessoas vivendo sob a culpa, fazendo rituais pesadíssimos, ofertante a deuses irados ou tentando agradar os deuses (religiões animistas e orientais). Trazem alimentos, constroem altares, fazem sacrifícios para receber favor das entidades. No Novo Testamente, porém, vemos que os sacrifícios acabaram. Jesus se fez maldição para nós, ele foi o sacrifício exigido por Deus e por isto ele tomou nosso lugar e assumiu nossa condição. “Pelas suas pisaduras fomos sarados” (Is 53.4). A Bíblia diz mais, que em Jesus nós fomos “justificados”.  Declarados justos. Deus declara nossa justiça mediante Jesus. Somos aceitos por ele. Não precisamos lutar para fazer, mas fazer as coisas para Deus porque sermos amados, mas porque somos amados de Deus. A motivação não é a culpa, mas gratidão. Muitos cristãos estão querendo fazer de tudo para serem aceitos, quando Deus quer que façamos porque somos aceitos.
Você pode fazer tudo certo, e ainda assim ser um fracasso, por não encontrar a vida, pela tensão de realizar. Marta fazia, não foi aceita. Maria ouvia (tinha certeza de que era justa), e recebeu elogios de Cristo.
A glória possui momentâneo prazer. Uma obra bem feita produz auto aprovação que é agradável de se experimentar, mas logo vem a frustração. Na velha aliança, o EU é quem faz, somos auto-centrados. Quantos não tem procurado conselheiros sentindo-se culpados, pecadores e perdidos, porque não se lembrar que Deus já lhes ofereceu sua maravilhosa graça?  Se a pessoa soubesse que Deus a ama, teria paz interior suficiente para glorificar a Deus.

Desvanescente ou permanente?

A experiência de Moisés revela como a Lei produz glória passageira, e gera hipocrisia. Ao subir ao monte, viu seu rosto brilhar e para conversar com o povo de Israel, teve que colocar um veu. Com o passar dos dias o brilho acabou, mas ele continuou a manter o véu para que os filhos de Israel pensassem que a glória de Deus ainda estava lá. O véu nos protege e dá aos outros a impressão de espiritualidade. Muitos fazem as coisas para Deus, experimentam entusiasmo, mas logo perdem o estímulo e o interesse e desvanece a alegria.
O ministério de Jesus é da glória. Os que confiam em si mesmos, logo perdem o entusiasmo, os que confiam no Senhor, mesmo quando cansados são revigorados no Senhor e renovados para a obra. O apelo para que as pessoas confiem em seus recursos e habilidades naturais, muitas vezes pode provocar uma enorme onda de entusiasmo e vibração, mas dura apenas um determinado tempo, é temporário.

Condenação ou justiça?

A antiga aliança produz um inevitável senso de condenação e culpa. A Nova traz sensação de justiça - o que é justiça na Bíblia ?
Para corrigirmos a distorção tão presente neste conceito, temos que corrigir distorções; Justiça não é "fazer o que é certo" - Esse é um aspecto do seu significado. Mas, "ser o que é certo". A pessoa faz o que é justo, porque é justa. A nossa justiça está em Cristo (Rm.5.1).

A grande tensão
Por sermos facilmente seduzidos para a antiga aliança, é fácil vivermos debaixo da graça mas sob o estigma da culpa. A culpa surge quando achamos que as depende de nós (personalidade, força de vontade, dinheiro, coragem). Esta é a tendência Ocidental, afinal queremos ser um homem de ação. You can do it! Ou just do it! Como Marta. Vemos numa frenética atividade, com a sensação de frustração e cansaço. Não é o número de atividades que determina o fracasso de uma vida ou de uma Igreja - é a fonte da atividade. É carnal?  É para satisfação do ego, para "parecer" espiritual? É você quem opera ou Deus quem opera? Onde está o dedo de Deus nisto tudo? Fazer no Espírito traz paz. O que Deus quer de nós é a fidelidade. A nova aliança revigora nossas almas. "Tudo vem de Deus" (3.5)

O Grande impulso

Ray Stedman afirma que muitas vezes parecemos um homem que comprou um carro, mas não sabe que ele vem com motor. Esse homem empurra seu carro até sua casa, convida seus parentes para um passeio. Esposa ao lado, filhos no banco traseiro. Até que alguém indaga o que ele acha do carro. Ele responde que é maravilhoso, mostra o estofamento, a cor, aperta a buzina, mas apesar de tudo se sente muito cansado porque tem que empurrar o carro. Na descida sente-se bem, mas em qualquer subidinha, fica arquejando, suando e cansado. Então o amigo boquiaberto afirma: “meu amigo, você precisa de uma ajudazinha, e em nossa igreja, estamos realizando uma série de conferências, e esta semana o pregador falará sobre os seguintes assuntos.
2a. feira - Como se empurra o carro com o braço direito;
3a. feira – Como alavancar o carro com o ombro esquerdo;
4a. feira – Serão apresentados slides a cores, utilização de retro projetor para empurrar melhor com as costas
5a. feira - Estudos práticos com as costas, para empurrar com maior eficiência.
6a. feira  - Culto de consagração, no qual todos se dedicarão a empurrar os carros!

Não parece ridículo?
Não seria mais fácil abrir o motor do carro, explicar seu funcionamento, dar a partida, receber o combustível adequado e desfrutar da riqueza e conforto que um carro pode dar? Prá que empurrar se a força, a potência vem do motor. Não é esforço humano, é o poder que vem de dentro.
É exatamente assim que o cristianismo em grande parte está sendo vivido hoje. Temos empregado horas e horas procurando ensinar as pessoas a reunirem todos os seus recursos para realizar a obra de Deus, mas isto são vozes de sereia, do tipo "3 passos para ser feliz", 5 pontos para ser bem-sucedido, "Como transformar-se num fenômeno" e “Eficientes passos para se sentir realizado”. Tudo centralizado no homem. Todos oferecem vida vitoriosa, mas quando você chega aos 30 anos, sabe que é tudo mentira.
Por isto Paulo faz esta afirmação radical: O segredo não está em nós (3.4-6).  Nada vem de nós, tudo vem de Deus. Este é o segredo da suficiência humana. O que Paulo afirma é que a atividade que depender de recursos humanos para alcançar sucesso, no fim, resultará em frustração e futilidade.
Contudo, o que temos mobilizado é a carne, o recurso do espírito humano e as possibilidades da força de vontade. Mas o que precisamos fazer. Mostrar o motor, o gerador de força. Depois que aprender as noções básicas acerca do motor, conhecer sua potência. Toda a força é do gerador - Jesus. Você terá que girar o volante, mas a força é do Senhor. Temos que aprender a aplicar corretamente a força e fazer as decisões acertadas ao volante.

Conclusão.

Precisamos lembrar: A suficiência vem de Deus!
Você certamente vai querer fazer um pouquinho para Deus, afinal, você tem a impressão de que as coisas dependem de você. Mas tranquilize-se, quem faz é Deus! Paulo afirma que o segredo de uma vida plena e significativa reside na nova aliança (vs. 6).  Ele relembra o ato de Jesus tomando o cálice, e cuja verdade é. Jesus morreu por nós, para que possam viver em nós. É sua vida em nós que constitui o poder que nos capacita a viver a verdadeira vida cristã - Isto é nova aliança.
A Antiga é da letra, causa morte. A Nova, do Espírito, vivifica.
Os brilhos são diferentes. A velha, desvanescente. Há certo brilho, que rapidamente se desgasta. A nova é permanente, otimista, expressa integridade, gratidão, triunfo impactante.

O problema é que acreditamos que quem faz a obra somos nós. Velha aliança!  Quem faz é o Senhor... Como somos atraídos, ou melhor dizendo, fascinados, pelas obras da lei. No entanto, quem faz é Deus.

domingo, 4 de outubro de 2015

Pv 16.1-9,33 Como tomar sábias decisões?



Você tem dificuldades em tomar decisões?
Particularmente não sei porque Deus afirma que o cabeça da casa é o homem, porque lá em casa minha mulher tem todas as respostas prontas, e eu sofro para tomar as decisões necessárias. Respostas fisiológicas como angústia, ansiedade e diarreia não são incomuns nestas horas mais complexas.
Todos nós nos deparamos com a pressão e angústia de tomar decisões. Diante de tais situações eventualmente passamos por muita ansiedade, porque sabemos que toda decisão, é, uma de-cisão (ruptura). Ninguém pode ter o melhor dos dois mundos, se decidirmos em uma direção, devemos ignorar a outra, e quase sempre, decisões trazem perdas e ganhos. Por isto decisões podem se tornar pesadas e angustiantes.
Este texto de Provérbios 16 dá importantes diretrizes sobre decisão, por isto vale a pena considerar seus princípios. Aliás, o livro de provérbios é pratico em seu conteúdo. Toda vez que estivermos buscando uma direção de Deus, vale a pena estudá-lo cuidadosamente, em oração, tentando discernir o propósito de Deus para nossa vida.
Quais são os princípios que encontramos sobre decisão, considerando apenas este capitulo 16 de Provérbios?

1.       Não há pecado em fazer planos – “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios, vem do Senhor” (Pv 16.1).

Muitas pessoas podem sentir que estão fazendo algo errado quando fazem planos, afinal, não deveriam apenas orar? Se Deus não quiser ele não vai permitir, e se ele quiser, ele vai permitir. Este argumento parece muito espiritual, mas biblicamente carece de fundamentos.
Certa vez, um missionário estava falando a um grupo de pessoas simples sobre a necessidade de planejamento, e um deles retrucou, afirmando que o futuro pertencia a Deus e que eles não deveriam perder tempo com isto. Curiosamente, numa reunião de planejamento de uma igreja que pastoreei, estávamos fazendo planos e no material que entreguei a cada um dos líderes, citei este relato da experiência do missionário por escrito, mas antes que começasse a reunião, um dos líderes teve a mesma reação: “Deveríamos apenas orar... porque fazer planejamento?” Naturalmente, fiquei numa situação muito desconfortável, porque já havia citado este fato no material que havia sido entregue...
O fato é que a Bíblia afirma: “O coração do homem pode fazer planos”. Não há nenhum pecado nisto. Mas é preciso entender que todo planejamento deve depender de Deus. Que a última palavra é do Senhor, ja que a resposta certa dos lábios vem do Senhor, que poderá pegar este planejamento e jogá-lo no lixo, se assim o desejar.

Natural ou intencionalmente?
Um dos problemas na vida da igreja é a tendência de achar que as coisas devem acontecer “naturalmente”. Tenho insistido que não! Precisamos colocar intencionalidade no que fazemos. As coisas precisam ser feitas intencionalmente. Isto dá ideia de meta, objetivo, direção. Naturalmente, na prática, é sempre uma forma de deixar a vida sem direção, como diz a música de Zeca pagodinho: “Deixa a vida me levar, vida leva eu”. A falta de objetivo na vida, pode se tornar um grave problema na nossa caminhada e crescimento.

2.       Há uma enorme diferença entre a forma que vemos, e a percepção de Deus – “Todos os caminhos dos homens são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espirito” (16.2). Outra tradução afirma: “O homem fica satisfeito com o que lhe parece bom, mas o que é realmente bom, só o Eterno pode avaliar” (A mensagem).
 
O homem pode pensar que determinado caminho é certo e puro, mas eventualmente existem implicações e riscos que apenas o Senhor pode discernir. Deus, porém, considera as coisas num nível mais profundo.
Considere a decisão de Ló em mudar-se para Sodoma.
Quando ele viu as campinas de Moabe, com seus pastos verdes, ele que era um pecuarista, decidiu logo mudar-se para lá (G. 13.10), no entanto, havia aspectos complexos na cultura, na espiritualidade e na ética daquela cidade. “Ora, os homens de Sodoma eram maus, e grandes pecadores contra Deus” (Gn 13.13). Ló não viu esta camada mais profunda de sua decisão. Ele não “pesou o espírito”, como Deus faz. Como Ló, consideramos o exterior, o que vemos, mas Deus vê a essência, e o que se encontra por detrás da superfície. Deus vê as coisas com toda largueza. Por isto precisamos orar e pedir a direção de Deus quando estamos no processo de decisão.

3.       Não decida sem entregar seus desígnios a Deus – “Confia ao Senhor as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos” (Pv 16.3).

É preciso confiar ao senhor aquilo que fazemos.
Isto significa dependência de Deus, dar os direitos que julgamos ter, a Deus, colocar a segurança da vida em suas mãos. Isto é mais que apropriado, porque queremos que Deus nos oriente, mas não transferimos as coisas para suas mãos.
Certa vez conversei com uma família que sempre vivia com problemas financeiros. As contas não fechavam. Aqueles irmãos me procuraram para pedir conselhos. Perguntei-lhes como estava a questão da fidelidade deles quanto aos seus recursos, se eram dizimistas, se adoravam a Deus com seus bens. A resposta foi negativa. Eu os desafiei a confiarem a Deus seus bens, e colocarem nas mãos do Senhor seus bens, porque acredito que isto é prova de confiança no caráter de Deus e uma das formas que temos para adorá-lo. Fazendo isto transferimos nossa vida a Deus, deixamos de confiar em nós mesmos e passamos a confiar em Deus. O versículo três afirma: “confia ao Senhor as tuas obras”. 

4.       Não decida comprometendo integridade e consciência. “Melhor é o pouco, havendo justiça, do que grandes rendimentos com injustiça” (Pv 16.8).

Se sua consciência precisa ser sacrificada, ou se é necessário comprometer a integridade moral, mesmo que isto abra grandes portas e traga muitos recursos, não tenha dúvida em optar pelo que é puro, verdadeiro e boa fama, como nos exorta a Palavra de Deus (Fp 4.8).
Algumas pessoas ainda ficam tentadas a orar por uma proposta, mesmo quando sabem que ela é indecente e imoral. Se você se encontre nesta situação, não precisa orar. Decida pelo que é certo e justo. Se você quebrar um valor ou princípio de Deus, certamente sua decisão não está alinhada com a vontade de Deus. Não precisa orar pedindo para que Deus aprove seu pecado e desobediência. Deus não tem compromisso com a sua infidelidade. Andy Stanley afirma: “Nunca viole um princípio de Deus, se você deseja ganhar ou manter as bençãos de deus”.

5.       Faca planos, mas deixe um espaço em branco para Deus, e somente ele, preencher. O coração do homem traça o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos” (16.9).

Planeje, estude, avalie, considere o mercado, as tendências, o momento, faça projeção, mas deixe em branco aquele lugar que só Deus, pode e deve preencher. É o Senhor quem deve dirigir os passos.
Sara e eu temos conversado, feito planos, elaborado ideias, para depois volta à realidade e dizer: “O céu domina!” (Dn 4.26). Quando determinadas propostas interessantes vem até nós, estamos sempre dizendo às pessoas que não estamos fechados à nada que Deus queira dizer, mas o Departamento de RH (relações humanas) é lá em cima, e é o nosso chefe quem deve decidir.
Alguns dias atrás estávamos andando de carro, e tentamos lembrar um texto da Bíblia que nos vinha à mente de uma forma incompleta, e não conseguíamos reproduzi-lo na sua integralidade, então abrimos a Bíblia para decorá-lo: “Eu sei, ó Senhor, que não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem o que caminha, o dirigir os seus passos” (Jr 10.23).
Portanto, nos seus planos, deixe espaço em branco para que Deus preencha.
Veja a exortação de Tiago: “Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo. Entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões. Toda jactância semelhante a essa é maligna” (Tg 4.13-16).
O capitulo 16 de provérbios termina com a seguinte afirmação: “A sorte se lança no regaço, mas do Senhor procede toda a decisão”. (Pv 16.33). Regaço é colo. Adivinhos e videntes antigos tinham o habito pagão de jogar sementes no colo para tomarem decisões, como fazem os macumbeiros nos dias de hoje jogando búzios. Este comportamento pagão, não tem valor algum, porque a decisão procede do Senhor. Os homens não controlam o futuro, como pretende a feitiçaria, mas o Senhor.

Conclusão
Por que sábias decisões são importantes?
Porque decisões determinam a nossa história, e o rumo que ela seguirá.
Se mudarmos para tal cidade, nossa história será uma, se formos para outra cidade, teremos um novo e diferente fim.
Se casarmos com Isabela e não com Andreia, nossa história será diferente.
Se trabalharmos nesta empresa e não naquela, a direção de nossa história será completamente diferente.
Jean Paul Sartre afirma: “Eu sou a minha decisão”. É isto mesmo. Somos o que decidimos.
Boas escolhas trazem paz, serenidade, vida, alegria, benção.
Más decisões trazem angústia, pesar, tristeza, confusão e dor.

A mais importante decisão
Existe, porém, uma decisão que encontra-se acima de qualquer outra decisão: tem a ver com a eternidade.
Por isto Josué diz ao povo: “Escolhei hoje a quem sirvais, aos Deuses do Egito, ou aos deuses dos amorreus. Eu e minha casa seguiremos ao Senhor” (Js 24.15). Sua palavra é estranha, porque ele não dá a opção ao povo de seguir a Iawé. No entanto, a resposta do povo foi a seguinte: “Não, antes seguiremos ao Senhor”.
Quando Elias luta contra os profetas de Baal no Monte Carmelo, ele afirma o seguinte: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se Deus é Senhor, segui-o; se Baal é Senhor, segui-o”. (1 Rs 18.21). Interessante linguagem: “Até quando coxeareis?”. Coxear é o andar manco, claudicante, inseguro. Gente que não assume posição, não diz de qual lado quer andar.
Esta atitude de claudicância e incerteza, este andar coxo, é perigoso para a alma, porque no reino de Deus não há neutralidade. Veja o que diz Jesus: “O julgamento é este: Quem crê não é julgado, mas quem não crê (passividade), já está julgado, porquanto não crê no unigênito Filho de Deus” (Jo 3.19). Em outras palavras: você não precisa fazer nada para ir ao inferno, mas precisa tomar uma decisão, se deseja ir para o céu.

Que Deus o ajude nesta tomada de posição. Que ela seja hoje. Que você não adie esta decisão que fará a diferença entre a sua vida e a sua morte eterna.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Dn 5.27 O Mais duro veredicto

No século XX, o mundo acompanhou atentamente alguns dos maiores tribunais já vistos da história, o conhecido Julgamento de Nuremberg, estabelecido pelo Tribunal Militar Internacional na cidade alemã com o mesmo nome para julgar, inicialmente, os 24 principais criminosos da Segunda Guerra Mundial. O julgamento começou no dia 20 de novembro de 1945 contando com importantes personagens da promoção do genocídio judeu, como o líder do Partido Nazista Hermann Göring. O tribunal ouviu mais de 240 depoimentos até o dia primeiro de outubro de 1946. O procedimento do julgamento foi todo previamente acordado entre as potências vencedoras da guerra, EUA, URRS, Grã Bretanha e França. O estatuto do tribunal foi assinado em Londres no mês de agosto de 1945, oferecendo oportunidade para a plena defesa dos acusados. 

Foram decretadas 12 condenações à morte, três prisões perpétuas e 17 condenações até 20 anos de cadeia. Hermann Göring, foi condenado à morte por enforcamento, mas cometeu suicídio do mesmo modo que Hitler, ingerindo cianeto na véspera da execução. Já os três absolvidos foram Franz von Papen, Hans Fritzsche e Hjalmar Schacht. O primeiro foi um opositor dos nazistas antes que estes chegassem ao poder, mas um grande aliado após sua ascensão. O segundo era ajudante de Goebbels no Ministério da Propaganda. E o terceiro foi um banqueiro alemão responsável pela recuperação econômica da Alemanha na década de 1930. Participou da formulação de um atentado a Hitler junto com a resistência alemã e foi enviado também aos campos de concentração, de onde só saiu com o fim da guerra. 
As sentenças do Julgamento de Nuremberg foram executadas no presídio da cidade, onde foi montado um cadafalso para execução das penas de morte. Dez das sentenças de morte foram executadas na manhã do dia 16 de outubro de 1946, já que os outros dois condenados cometeram suicídio. (Fonte Wikipedia). 

Outro tribunal que chamou a atenção do mundo, sendo chamado o júri do século, foi o caso envolvendo o famoso jogador de futebol americano, O. J. Simpson, que está para os EUA, como o Zico para o Brasil no futebol. Ele foi o principal suspeito de ter matado sua ex-esposa e seu amante, e todas as provas pareciam apontar para sua execução, no entanto, o experiente advogado, Shapiro, conseguiu numa manobra jurídica, transformar o caso num conflito racial, e as acusações perderam o efeito, e Simpson absolvido.

No Brasil acompanhamos atentos aos julgamentos do Mensalão, no qual o governo comprava apoio político de deputados igualmente corruptos, para conseguir a aprovação de seus projetos. Entre os condenados, o Ex-ministro da casa civil do presidente Lula, seu principal assessor e interlocutor, José Dirceu. Em seguida, outro escândalo em 2015, manchou diretamente o governo, com o escandaloso suborno envolvendo a Petrobras, até então considerada a maior empresa da América Latina. As cifras envolvidas eram assustadoras e descaradas, e o Brasil acompanhou de perto o desenrolar destes processos. 

Quando ocorrem tais julgamentos, sempre fica a indagação e os questionamentos: Que sentenças serão dadas? Elas serão consideradas culpadas ou inocentes? Qual será o veredito do júri? Qual a sentença do juiz? Estas coisas despertam as mais diversas reações.

Um olhar sobre o texto

Neste texto temos o veredito dado pelo próprio Deus a um famoso líder mundial, Belsazar, herdeiro do trono de mais poderosos homens que ja surgiram na face da terra.
O julgamento mais pesado, sem dúvida alguma é o que vem de Deus. O julgamento dos homens nunca é decisivo e final. Eventualmente servem a jogos políticos e interesses de poderosos, e ainda se pode recorrer às instâncias superiores; o julgamento de Deus, porém, é definitivo e final. Não podemos recorrer a mais ninguém.
Certa vez fui procurado por um irmão que estava sendo acusado de coisas que não havia praticado, sentindo-se injustiçado por interesses escusos e nuances jurídicas, e eu lhe disse que mesmo que os homens o considerassem culpado, se ele não o fosse, nada estava perdido. Lembrei-me de uma frase de John E. Haggai: “Você pode perder dinheiro, posições, status social, mas se não perder sua integridade, tudo poderá ser reconstruído”.
Quando, porém, o julgamento vem de Deus, recebemos o veredito de alguém em quem não há trevas, ele é justo para avaliar e coligar os dados. Diante dele não se esconde nada de bom ou de ruim. Ele é justo e onisciente. Este é o veredito que Belsazar recebe.
Ele foi sucessor de Nabucodonozor, que invadiu Jerusalém em 596 a.C., arrasando toda Judéia, e levando cativos prisioneiros para Babilônia, bem como todos os espólios e riquezas encontradas no templo de Salomão. Este texto registra uma festa que ele resolveu dar, a 1000 dos seus oficiais, trazendo os objetos sagrados do templo para nele beberem. Nesta hora, surgem nas paredes do Salão real, mãos que escreviam algumas palavras que nenhum dos sábios da Babilônia conseguia decifrar: Mene, Mene, Tequel e Parsim. Daniel é trazido para a presença do rei e dá o veredito publicado pelo próprio Deus. O Império Babilônico chegava ao seu fim naquela noite. A sentença fora dada, e era irrevogável, pois era proveniente do próprio Deus.

O veredito dado por Deus torna-se pesado, por três razões:

i. Não tem apelação. Não há como recorrer à segunda instância;
ii. Não tem equívoco. Quando a sentença é dada, não existem motivos escusos ou dados nebulosos. Ele sabe todas as coisas.
iii. Deus é justo. Por causa do seu caráter, todo julgamento é eterno. Ele pode julgar.

Quanto tempo durou o Império Babilônico?

O Império Babilônico compreende dois períodos distintos: De 1728 a.C., a 1513 a.C, e o segundo, registrado na Bíblia, de 614 a.C., a 539 a.C. Embora a civilização babilônica remonte a 3000 anos a.C, com a chegada dos povos semitas à Mesopotâmia, região entre os rios Tigre e Eufrates, no atual Iraque.
Nabucodonozor começou a reinar no ano 604 a.C., era um líder militar de grande energia e crueldade, ficando no poder por 42 anos. Herdou o trono de Nabopolozar, e durante o seu reinado esta nação se transformou na “Rainha da Ásia”. Seu filho Belsazar, assumiu a dinastia, e no seu governo, conforme o relato deste texto bíblico, o império é destruído.

Quais foram as bases destas tão duras sentenças contra o rei?

1. Belsazar desconsiderou a história – Daniel é chamado, e ao interpretar a escrita na parede e é introduzido apressadamente ao salão de festa. Pela forma como responde ao rei, temos a impressão nítida da sua irritabilidade com a maneira que as coisas eram conduzidas no império, porque quando o rei fala dos prêmios que ele iria receber ele os recusa veementemente.
Antes de dar o veredito, Daniel ainda faz uma avaliação da situação do rei. Relata o fracasso de seu pai depois de toda glória que teve, e seu estado mental por ter ignorado a Deus e por sua arrogância. Nabucodonozor teve um surto psicótico, e ficou assim por seis anos, “Até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre o reino dos homens, e a quem quer constitui sobre ele” (Dn 5.31).
Apesar de tudo o que viu acontecendo dentro de sua própria casa, com seu pai, Daniel observa: “Tu, Belsazar, que és seu filho, não humilhaste o teu coração, ainda que sabias de tudo isto” (Dn 5.33). Daniel demonstra que ele tinha as informações, sabia dos fatos, no entanto, insistiu nos mesmos erros. Quantas vezes agimos assim.
Muitos vivem de forma arrogante, desprezando princípios de Deus, ignorando a grave advertência de Deus: “O homem que muitas vezes repreendido, endurece a sua cerviz, cairá de repente, sem que haja cura” (Pv 29.1). Belsazar sabia, mas desconsiderou. Ele não apenas era ignorante, era teimoso.
Desconsiderar a Deus traz graves consequências. Muitos na sua teimosia, sem prestar atenção às advertências ouvidas, aos conselhos recebidos ou à instrução da Palavra de Deus.
Belsazar desprezou as lições da história (Dn 5. 18,22). Sabia de tudo mas resolveu ignorar. Esta é a triste realidade de muitos “filhos de crentes” que sabem de tudo, mas ignoram as implicações dos seus atos históricos. Pessoas que rejeitam a Deus e fazem opção pelo pecado. 
Nestes casos, somos tentados a pensar como Hegel: “Se a história nos ensina alguma coisa, nos ensina que não nos ensina nada”. São pessoas que caem, parecem ter ignorado os riscos de se viver no limite. Ignoram os alertas. Pensam que o mal não lhes sobreviverá. O apóstolo Pedro fala de pessoas que “deliberadamente esquecem” o que Deus falou (2 Pe 3.1-5). Desprezar a história, pode ser fatal, tanto para culturas, nações, igrejas, famílias e indivíduos. Isto aconteceu a Belsazar.


2. Belsazar desvalorizou as coisas sagradas. “E te levantaste contra o Senhor do céu, pois foram trazidos utensílios da casa dele perante ti, e tu e teus grandes, e as tuas mulheres, das tuas concubinas bebestes vinho neles” (Dn 5.27).
Quando seu pai, Nabucodonozor, invadiu Jerusalém, saqueou o templo e trouxe as obras de arte, objetos de culto de grande valor artístico, como espólio de guerra. No dia da grande festa que Belsazar resolveu fazer, ele trouxe tais objetos sagrados para neles beber e festejar. Daniel afirma que ele “se levantara contra o Senhor do céu”. O que ele fez foi uma afronta, trazendo a indignação e a ira de Deus.
Naturalmente precisamos fazer uma transição hermenêutica sobre este assunto, porque ainda hoje, muitos sacralizam objetos, locais, templos, etc., e embora o Antigo Testamento fale de objetos sagrados, no Novo Testamento, esta ideia deixa de existir. O Sagrado no NT não são coisas, objetos e locais, mas pessoas. Deus não habita em construções e catedrais, templo feitos por mãos humanas, mas no coração daqueles que recebem a Jesus pela fé. “Não sabeis que sois o templo do Espirito Santo, e que o Espirito de Deus habita em vós?”. 
No entanto, o mesmo princípio ainda prevalece. Assim como Belsazar, temos desconsiderado coisas sagradas, menosprezado as coisas de Deus. Lamentavelmente sacralizamos o profano e dessacralizamos o sagrado. Valores e princípios que deveriam ser considerados santos tem sido desprezados. Dessacralizamos o corpo, local sagrado, onde o Espirito Santo decidiu morar; profanamos a sacralidade da aliança do casamento, considerando apenas um contrato social e humano; temos vulgarizado a sexualidade, sem temer ou considerar a Deus, e desta forma zombamos das coisas sagradas.
Belsazar recebeu o terrível veredito de Deus porque entre outras coisas, desvalorizou coisas santas. “Não vos deixeis enganar, de Deus não se zomba, porque aquilo que o homem semear, isto também ceifará”. Não podemos brincar com a santidade do sexo, do casamento, da família e dos valores espirituais.
Belsazar profanou o sagrado (Dn 5.2-4). Ele manda buscar os utensílios do templo de Jerusalém, numa atitude frontal de sacrilégio e agressão a Deus. Como homens e mulheres que desprezam coisas santas, e brincam com as coisas de Deus. 
Assim viveu Esaú. Desvalorizou seu direito de primogenitura (Gn 25). Este também foi o procedimento de Nadabe e Abiú, que ofereceram fogo estranho no altar (Lv 10.1), e ainda os filhos de Eli, que profanaram o altar do Senhor (1 Sm 2.22-25).

Um dos personagens folclóricos do futebol brasileiro foi Vampeta, jogador do Corinthians. Certa vez, estando brigado com os dirigentes do clube que ele defendia, e jogando muito mal, justificou-se dizendo: “Eles fazem de conta que nos pagam, e nós fazemos de conta que jogamos”. Tenho as vezes a impressão de que estamos fazendo de conta que cultuamos a Deus. Simulamos louvor e adoração. Você pode estar na igreja fazendo de conta que adora, mas estar numa atitude sacrílega.

3. Belsazar criou pressupostos religiosos, e ignorou a Deus- Daniel demonstra que o veredito vem sobre ele, porque ele fez aquilo que a raça humana sempre é tentada a fazer. Como afirma Manning: “Deus fez o homem à sua imagem e semelhança, mas os homens desprezaram a Deus e resolveram construir seus próprios Deuses, à sua imagem e semelhança”.

Veja o que diz Paulo: “Portanto, tendo conhecimento de Deus, não o trataram como Deus, nem lhe deram graças, adorando a criatura em lugar do criador, se tornando nulos em seu próprio coração”.

Curiosamente, Belsazar não era incrédulo – ele era idólatra.

Seu problema não era a falta de aceitação da existência de realidades espirituais e de seres espirituais, mas um desvio na espiritualidade que o levou a considerar outros Deuses, em lugar do Deus verdadeiro. O problema não estava na sua falta de fé, mas em depositar fé na direção errada.

Além disto, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não veem, não ouvem, nem sabem, mas a Deus, cuja mão está a tua vida e todos os teus caminhos, a ele não glorificaste” (Dn 5.23). 

A maior ameaça humana não é a falta de fé, mas a fé depositada em coisas e pessoas erradas. A isto a Bíblia chama de idolatria.
Idolatria não precisa ter uma representação material, de imagem, diante da qual as pessoas se curvam e dirigem suas preces. Esta é a idolatria grosseira, que se constitui na quebra do segundo mandamento. “Não farás para ti imagem de escultura...” (Ex 20.4-5).

Existe ainda uma idolatria sutil, que em Ezequiel 14 é tratada como “ídolos do coração”. O primeiro mandamento parece sugerir este tipo de idolatria quando diz: “Não terás outros deuses diante de mim”, expressão esta que que pareça estranha. É possível trazer outros deuses para se interpor entre nós e o Deus verdadeiro? Sim. E parece que esta é a razão de ser o primeiro dos mandamentos, e como Lutero afirmou, de onde deriva a quebra de todos os demais mandamentos.

Não é exatamente isto que fazemos? Colocamos outros deuses diante de Deus, oramos a Deus que não nos deixe perder tai ídolos, e eventualmente até pedimos que este ídolo do coração nos seja dado, porque o desejamos profundamente, mas Deus está dizendo: “Não coloquem diante de mim o seu Deus falso”.
Estes ídolos nos controlam e geram falsas esperanças, acreditamos que eles podem nos dar segurança, mas eles são falsos, meras representações do Deus verdadeiro. 

Existe uma pergunta clássica para diagnosticar os ídolos do coração: em que confio,

O que desejo, 
Temo, 
Confio e 
Amo mais que a Deus?

Este é o critério!

Belsazar não era incrédulo. Era idólatra.
Seu problema não era falta de fé, mas fé deslocada.
Esta é a essência da idolatria.

Conclusão:

Ser julgado por Deus e encontrado em falta é terrível para nossa existência. Nada pode ser tão negativo para a vida do que ter uma avaliação negativa do próprio Deus. “De que adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”
Belsazar foi pesado na balança e achado em falta. Faltou consistência. Por isto o veredito foi dado: “Dividido foi o teu reino e dado aos medos e persas”.
Naquela noite o império babilônico deixou de existir. Foi-se toda glória e glamour, dos lugares luxuosos, dos jardins suspensos, da opulência e poder. Apesar da grande beleza natural que o Iraque possui até hoje e sua grande riqueza em petróleo, este país ainda hoje é insignificante no cenário mundial. Terra de abandono, desértica e permeado de conflitos.

O veredito foi pronunciado.

Podemos concluir com uma avaliação negativa e outra positiva. 


1. Deus vai julgar – Ele não julga o exterior, aquilo que é visível e externo. Deus julga intenções e motivações, Deus exige arrependimento e mudança: “Põe em ordem a tua casa, porque morrerás”. Acerte os detalhes, arrume sua vida, volte-se para o Senhor. Sua volta será como nos dias de Noé: casavam-se, davam-se em casamento, até que entraram na arca. Deus. Deus já estabeleceu um dia em que haverá de julgar vivos e mortos. Seu juízo virá! O problema: Ninguém é encontrado digno. “Deus não encontrou nenhum justo, nem um sequer. Não há quem entenda, não há quem busque a Deus, todos se extraviaram e a uma se fizeram inúteis” (Rm 3.9-10). 

Várias perguntas na Bíblia são feitas em relação a esta questão: 
A. “Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo nome?” (Sl 15.1), e a lista que ele dá para que isto aconteça é simplesmente impossível de ser atingida por qualquer um de nós.
B. Paulo: “Quem, porém, é suficiente para estas coisas?” (2 Co 2.17).
C. João: “Chegou o grande dia da ira, e quem é que pode suster-se?”. Ap 6.17

2. Deus já providenciou um recurso para nós: Paulo responde a mesma pergunta que fez dizendo: “Não que por nós mesmos sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós, pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus” (2 Co 3.5). João afirma que ele chorava, porque ninguém era digno de abrir o livro da vida, nem mesmo de olhar para ele, quando um dos anciãos veio até ele e disse: “Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos” (Ap 5.4-5). Ninguém é competente para se manter firme diante do juízo de Deus, mas Jesus já providenciou todos os recursos para que, na hora da avaliação, estes recursos sejam colocados a nosso dispor.

Paulo, servo de Cristo, antecipa o seu julgamento com outros olhos: “Combati o bom combate, completei a carreira e guardei a fé; já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” (2 Tm 4.7-8).

Paulo antecipava outra sentença.
Não a de um condenado, não a de alguém achado em falta, mas de alguém que havia sido declarado justo, pelo sangue de Cristo, e aprovado pelo Pai, mediante a obra de Cristo Jesus.

Qual veredito você está esperando?