Introdução
Um dos grandes problemas na obra missionaria é a falta de compreensão que temos do reino de Deus. Jesus disse que o "O Reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem, pegando dele, semeou no seu campo; o qual é realmente a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu e se aninham nos seus ramos".
É preciso semear com fé.
Este é um dos grandes problemas de todo projeto relacionado à obra de Deus. Precisamos ousar, crer que Deus é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo que pedimos e pensamos conforme o seu poder que opera em nós, quando o que fazemos está relacionado ao seu plano e traz gloria ao seu nome. Que as pequenas iniciavas, nas mãos de Deus, podem ser tornar poderosas, que a obra que hoje iniciamos pode amanhar ter um impacto profundo na vida de milhares de pessoas. Começos pequenos podem ter resultados gloriosos.
Contexto
Zacarias (cujo nome significa: o Senhor lembra), é o profeta mais citado no Novo Testamento, depois de Isaías. Penúltimo dos profetas menores, foi chamado ao ministério profético no mesmo ano de Ageu, 520. O seu ministério durou provavelmente até o término da construção do Templo de Jerusalém. Mediante visões e parábolas, anuncia o convite de Deus ao arrependimento, condição para que se realizem as promessas: “
Em 586 a.C. a cidade de Jerusalém foi tomada pelo poderoso império babilônico e se dá o cativeiro babilônico que tinha prazo de validade: O próprio Deus estabeleceu seriam 70 anos. Antes de encerrar esses 70 anos a Babilônia caiu nas mãos do império Médio-Persa e Deus inclinou o coração do rei Ciro a determinar a volta do judeu na sua terra para Jerusalém.
A restauração de Israel aconteceu em três etapas:
ü Sob a liderança de Zorobabel: Reconstrução do templo
ü Sob a liderança de Esdras: O ensino da lei
ü Sob a liderança de Neemias (Ano 444 a.C.): Reconstrução dos muros.
Quando Zorobabel chegou a Jerusalém, ele se deparou com vários problemas.
· Primeiro, a pobreza extrema do povo. Não tinham recursos financeiros.
· Segundo, os povos inimigos ao redor de Jerusalém que não queriam que o templo de Jerusalém fosse reconstruído e que a cidade fosse reerguida.
· Terceiro, os samaritanos se opunham aos judeus, e enviaram carta ao rei Medo Persa, dizendo que aqueles judeus tinham más intenções, e queriam conspirar contra o reino. Diante disto houve um embargo político para paralisar a construção do templo que estava no meio do caminho sem conclusão. Esta interrupção durou cerca de duas décadas. Me assustei quando entendi quanto tempo a obra foi interrompido.
· Quarto, o desânimo do povo. Ninguém mais acreditava que Zorobabel pudesse concluir a obra, e se tinha competência para terminar o templo. O povo, rendido pelo desânimo, sem recursos financeiros, cercado de inimigos debaixo de um embargo político estava de mãos atadas, sem perspectiva nenhuma da obra avançar.
Nesse tempo Deus levanta dois profetas: Ageu e Zacarias para trazer palavras de ânimo e encorajamento, para que o templo pudesse ser construído e inaugurado. Esse texto é uma mensagem da parte de Deus para o líder religioso Josué, e para o líder político Zorobabel, para que a obra de Deus pudesse avançar. Então vamos entender esse texto.
Sendo este livro o mais apocalíptico, messiânico e escatológico do Antigo Testamento, há mais profecias messiânicas neste livro do que em todos os outros profetas menores juntos. O livro tem uma linguagem simbólica, com oito visões e muitas profecias. Sua mensagem é clara, oportuna e desafiadora para a nossa geração. Destaca-se também neste livro a ênfase na pessoa, obra, paixão, morte, ressurreição e segunda vinda de Cristo. Ele apresenta com vívida clareza tanto a humilhação como a exaltação de Cristo, nosso glorioso Redentor
O candelabro
“Tornou o anjo que falava comigo e me despertou, como a um homem que é despertado do seu sono, e me perguntou: Que vês? Respondi: olho, e eis um candelabro todo de ouro e um vaso de azeite em cima com as suas sete lâmpadas e sete tubos, um para cada uma das lâmpadas que estão em cima do candelabro. Junto a este, duas oliveiras, uma à direita do vaso de azeite, e a outra à sua esquerda.” (Zc 4.1-3)
Este texto começa falando de um candelabro, todo de ouro, com sete tubos. Candelabro é um símbolo da igreja. Apocalipse fala dos sete candieiros de ouro, que são as sete igrejas. Esse candelabro é diferente do candelabro que ficava no santuário. Ele tem duas oliveiras, duas árvores que abastecem de forma plena e permanente. No final deste texto, em Zc 4.12, veremos que esses dois ramos se referem a Josué e Zorobabel, os dois ungidos.
O azeite, na Bíblia, é símbolo do Espírito Santo. Todo candelabro precisa de azeite. A luz não se mantém apenas com o pavio, assim como a obra de Deus não avança pela força do ou recurso do homem, mas pela própria provisão de Deus.
O candelabro é todo de ouro. O candelabro era uma das peças que ficava no lugar santo do santuário. Então você tinha a área externa, onde tinha o altar de bronze e a bacia com água. No lugar santo você tinha a mesa com os pães da proposição, o altar de incenso e o candelabro. E no lugar santíssimo ficava a arca da aliança. O candelabro que traz luz, tem sete tubos, tem azeite. Por ser de ouro nos ensina que a igreja é valorosíssima para Deus.
No candelabro comum que ficava no tabernáculo e depois lá no templo, todo dia o sacerdote precisava colocar azeite e limpar o pavio de estopa. Por quê? Porque se não limpar o pavio, ele fica encarvoado e em vez de gerar luz, gera fumaça, polui o ambiente. Não basta ser de ouro, é necessário limpar para iluminar.
Outro aspecto: A luz que brilha em nós e através de nós não procede de nós mesmos. Nós somos esse fio de estopa. Se você já viveu em zona rural, antes da eletricidade, sabe que se a lamparina não fosse alimentada por querosene, a estopa queimava e virava carvão, enfumaçando e tornando o ambiente insuportável. Não é o pavio de estopa da lamparina que produz luz, ele é o condutor. O que mantém a luz é o azeite. A obra de Deus não avança com nossos recursos e capacidade. não é o pavio, mas o azeite. A luz que brilha em nós e através de nós, não procede de nós, mas do Espírito Santo.
É o Espírito Santo quem faz a obra, quem capacita a igreja, quem faz a igreja brilhar no mundo, quem capacita a igreja para fazer a obra. A Igreja precisa ser como fio de estopa, saturada com o azeite do Espírito Santo.
Para você ter luz, você precisa ter fogo. O Deus revelado nas Escrituras, sempre se manifesta através do fogo.
ü Deus se manifestou a Moisés na sarça ardente.
ü No Sinai, quando a lei foi dada, o monte fumegava
ü Quando Salomão foi construir e dedicar o templo, o fogo de Deus desceu.
ü Deus guiava o povo pelo deserto por uma coluna de fogo durante a noite.
ü Quando Elias orou, pediu que o fogo descesse, Deus se manifestou através do fogo.
ü A Bíblia diz que Deus é fogo, que sua palavra é fogo, que Deus faz dos seus ministros labaredas de fogo.
ü O Espírito Santo, é representado pelo fogo. Jesus batiza com fogo, e quando o Espírito Santo foi derramado ele vem em línguas como de fogo.
Para que o fogo resplandeça, é preciso que a igreja, como um pavio de estopa, seja saturada do azeite do Espírito Santo de Deus, e para esta luz brilhar, precisa de pavios de estopas limpos. É por isso que o sacerdote tinha que tirar o carvão. Se você colocar querosene numa lamparina, com fio de estopa limpo, você terá luz, mas tem que tirar o carvão. Mesmo que o Espírito Santo esteja agindo na nossa vida, é preciso que haja confissão de pecado, arrependimento, abandono de pecado. É preciso limpar o pavio. Nossa vida precisa ser purificada, precisamos de santificação para que a luz possa resplandecer. E o azeite precisa ser puro. Não híbrido, misturado ou adulterado. Não podemos substituir a ação do Espírito Santo por simulacros humanos. Azeite falso produz fogo falso. Precisamos não de imitação da obra do Espírito Santo, mas da genuína obra do Espírito Santo.
A força do Espírito Santo
“Prosseguiu ele e me disse: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel: Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.” (Zc 4.4-6)
Em seguida, este texto nos mostra que a igreja faz a obra de Deus na força do Espírito Santo. Zorobabel estava construindo o templo, mas a obra foi paralisada por 20 anos. Estava sem dinheiro, sem recurso humano, com inimigos ao redor e embargos políticos. Tudo parecia conspirar. Parecia impossível. Quem poderia acreditar que Zorobabel daria conta de um desafio tão grande? O povo estava desanimado, então Deus aponta na direção correta: “não por forças, nem por violência, mas pelo meu Espírito.” Muitas vezes precisamos ser lembrados por Deus sobre quem tem a responsabilidade de edificar sua obra, e quem capacita o povo para realizar sua obra.
Às vezes olhamos as circunstâncias e ficamos assustados. Como será possível realizar obra tão grande? Pequenas igrejas que lidam com orçamento pequeno, miraculosamente conseguem realizar grandes projetos. Como? Não por força, nem por violência, mas pelo Espírito de Deus.
A obra vai avançar, a obra vai crescer, Deus quer realizar sua obra, a obra é dele, o desafio é dele, o poder vem dele, a força vem dele, os recursos vêm dele e a obra vai avançar na força do Senhor. Muitas vezes acreditamos erroneamente que estratégias, habilidade, inteligência, dinheiro, é que faz a obra, e precisamos tomar cuidado para não colocar nosso encantamento em nós mesmos: a obra é do Senhor.
A graça de Deus
“Quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel serás uma campina; porque ele colocará a pedra de remate, em meio a aclamações: Haja graça e graça para ela!” (Zc 4.7)
Outro aspecto que precisa ser mencionado aqui é que quem realiza a obra é Deus. Somos fortalecidos pela sua graça. É essencial observar que as dificuldades da obra são superadas pela intervenção de Deus.
O texto fala do “grande monte”, mas o que é um grande monte diante do grande Deus? O salmista afirma: “Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.” (Sl 121.1-2)
Muitas vezes nos assustamos com as grandes montanhas que estão diante de nós. A montanha é um obstáculo intransponível, um problema insolúvel, um beco sem saída. É uma situação que você olha e acha que não tem jeito. Ou o senhor faz um milagre, ou não acontece.
Neste texto Deus desafia o grande monte e ironiza deste grande monte. ““Quem és tu, ó grande monte?” Deus está dizendo para os montes das dificuldades, seja da pobreza, seja do desânimo, seja dos inimigos à volta, seja do embargo político que estes montes se transformarão apenas em uma campina, Deus vai derrubar os obstáculos. Quem vai fazer isso é Deus. É Deus quem faz. Quem tira os obstáculos é Deus. Louvado seja seu nome.
Mas observem ainda no texto que a obra é concluída com um senso de alegria e reconhecimento da graça. No final do versículo 7 lemos: está escrito: “ele colocará a pedra de remate, em meio a aclamações: Haja graça e graça para ela!”
Quando Zorobabel lançou o fundamento do templo e começou a levantar as paredes houve um embargo político e a obra foi paralisada. A obra pode até ser interrompida, mas se Deus está nela, no tempo e na hora de Deus ela será concluída.
As pessoas achavam que Zorobabel não conseguiria concluir a obra, mas Deus afirma que era ele mesmo quem haveria de ir até o fim. Ele lançaria a última pedra de remate em meio a aclamações, com alegria e júbilo. Ele concluiria a obra, não por sua força, mas porque o Espírito Santo lhe capacitaria. “Ele colocará a pedra de remate, em meio a aclamações: Haja graça e graça para ela!” A obra seria concluída para a glória de Deus. Com voz de júbilo, com entusiasmo.
De quem é a obra?
“Novamente, me veio a palavra do Senhor, dizendo: As mãos de Zorobabel lançaram os fundamentos desta casa, elas mesmas a acabarão, para que saibais que o Senhor dos Exércitos é quem me enviou a vós outros.” (Zc 4.8)
Este texto nos ensina que a obra de Deus avança na força do Senhor e não na força do homem. Deus está dizendo que Zorobabel havia colocado a primeira pedra, a pedra fundamental, que ele começou a obra e iria concluir. E sabe por que que ele iria concluir? Para que toda nação soubesse que foi Deus quem enviou o profeta Zacarias, e assim entendessem que quem faz a obra é Deus. Em nenhum momento a ênfase está na capacidade de Zorobabel. Ele era apenas instrumento, Deus o havia levantado para aquela obra, mas quem a realiza é Deus, os recursos vêm de Deus, o poder vem de Deus, a habilidade vem de Deus, quem impede os inimigos é Deus e quem abre os caminhos e rompe os embargos políticos é Deus, é Deus quem faz, para que a glória seja totalmente dele. “Para que saibais que o Senhor dos Exércitos é quem me enviou a vós outros.”
Começos modestos, resultados gloriosos
“Pois quem despreza o dia dos humildes começos, esse alegrar-se-á vendo o prumo na mão de Zorobabel.” (Zc 4.10)
A obra de Deus tem começos modestos, mas resultados gloriosos. Quando a reconstrução do templo foi concluída, houve choro e alegria ao mesmo tempo. Algumas pessoas que estavam na inauguração do segundo templo tinham visto a glória do templo de Salomão, um tempo suntuoso, magnificente, com muita riqueza, com muito ouro, com muita prata, com muita pompa e muito luxo e o templo que Zorobabel levantou era um templo modesto, diante da grandeza do tempo de Salomão. A comparação era inevitável.
O texto, entretanto, nos diz que não podemos desprezar o dia dos pequenos começos. O Profeta Ageu, contemporâneo de Zacarias faz uma afirmação estranha: "A glória desta última casa será maior do que a da primeira." (Ag 2.9) Do ponto de vista de estrutura e beleza, obviamente esta afirmação não faz sentido. Então, o que Deus estava querendo dizer ao seu povo através de seu profeta? O que significa isto?
De fato, a glória do segundo templo foi maior que a do primeiro. A promessa de Ageu 2.9, refere-se à superioridade espiritual, não física, do segundo templo, sobre a glória do templo de Salomão. A glória maior ocorreu devido à presença física de Jesus Cristo e sua manifestação naquele local, superando a riqueza material do primeiro. O templo construído depois do exílio, o segundo templo, é simples. Algumas pessoas antigas choraram ao ver que ele não era tão imponente quanto o primeiro, mas Deus revelou que a glória futura seria maior porque a presença de Jesus, o Salvador, visitaria este templo. Embora o templo tenha sido ampliado e embelezado por Herodes, sua "maior glória" foi espiritual, com a vinda do Messias. Essa promessa destaca que a presença de Deus e a obra de Cristo são superiores a qualquer beleza estrutural.
No segundo templo o Rei da glória entrou, aquele que é maior do que o templo entrou, aquele que matou a morte e ressurgiu gloriosamente, entrou. Profeticamente o salmista afirmou: “Levantai ó portas, as vossas cabeças, levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o rei da glória.”
Então, nunca despreze o dia dos humildes começos. Igreja é assim. Muitas vezes começa num ponto de pregação, ou com um pequeno grupo numa casa ou debaixo de uma árvore, e de repente aquela semente de mostarda vira uma árvore. Deus é poderoso para fazer. Nunca saberemos aonde ela pode chegar.
Portanto, não desprezemos o dia dos pequenos começos, uma pequena igreja hoje, poderá ser uma igreja relevante, onde muitos se converterão através de seu ministério, e muitos missionários serão levantados. Deus faz assim para que possamos dar gloria ao seu nome e entender que é ele quem faz.
Quando Deus quis salvar o seu povo da escravidão do Egito, bastou o choro de um bebê; quando Deus quis derrubar um gigante, que desafiava e insultava o exército do Deus vivo, bastou um pastor, uma funda e uma pedra. Quando o Senhor Jesus quis alimentar a multidão, bastou um lanche de um garoto, com cinco pães e dois peixinhos. Então entendamos isso, Deus pode nos levar além, Deus pode nos levar adiante. Não podemos desprezar o dia dos pequenos começos.
As duas oliveiras
“Prossegui e lhe perguntei: que são as duas oliveiras à direita e à esquerda do candelabro? Tornando a falar-lhe, perguntei: que são aqueles dois raminhos de oliveira que estão junto aos dois tubos de ouro, que vertem de si azeite dourado? Ele me respondeu: Não sabes que é isto? Eu disse: não, meu senhor. Então, ele disse: São os dois ungidos, que assistem junto ao Senhor de toda a terra.” (Zc 4.11-14)
Este último ponto nos ensina que Deus levanta para sua igreja liderança capacitada pelo Espírito Santo para fazer sua obra. Deus afirma que levantou “dois ungidos, que assistem junto ao Senhor de toda a terra.” Deus levanta dois homens para realizar sua obra naqueles dias. Eles são os “dois filhos da unção”, um é um líder religioso, outro é político.
Quem são eles? Josué, o sumo sacerdote e Zorobabel, o governador. Eles são chamados aqui de dois ungidos que assistem o Senhor de toda a terra. São colocados estrategicamente por Deus, no tempo e no espaço, para serem instrumentos de Deus e de sua graça.
Isto significa que toda autoridade constituída, seja civil ou religiosa, é constituída por Deus. São ministros de Deus. Aqui temos o poder religioso e civil. Em outras palavras, é Deus quem constitui líderes. A liderança é constituída por Deus, é isso que o texto está dizendo.
A capacitação destes homens, entretanto, não vem dos recursos humanos. A igreja tem um poder inesgotável à sua disposição, tem um azeite sempre sendo derramado e pode receber este azeite, quando tem vasilhas vazias dispostas a receber mais e mais do poder do Espírito Santo.
O que estes homens representam para nós hoje? Quem são os ungidos? Quem é o sacerdote? Quem é o rei?
Esse texto é profético, e está apontando para Jesus. Leiamos Zacarias 6.13: “Ele mesmo edificará o templo do Senhor e será revestido de glória; assentar-se-á no seu trono, e dominará, e será sacerdote no seu trono; e reinará perfeita união entre ambos os ofícios.”
Que sacerdote é rei e ao mesmo tempo sacerdote? Apenas Jesus é rei e sacerdote. Ele tem três ofícios: Profeta, sacerdote e rei. Estes dois ungidos do texto apontam para o Messias. Ele é o ungido e ao mesmo tempo rei dos reis. O nosso glorioso Senhor é o Rei dos Reis e o sumo sacerdote. Ele está no trono como Rei e está no trono como nosso intercessor maior.
Conclusão
Este texto mostra a presença de Deus caminhando com o seu povo, como afirmou o Frei Carlos Mesters, temos aqui “a história de Deus na história dos homens.” Deus não deixa de dar testemunho de si mesmo e se manifestar gloriosa e surpreendentemente no meio do seu povo. Deus está edificando sua igreja. Por esta razão, nunca podemos desprezar os dias de humildes começos, afinal, começos modestos podem trazer resultados gloriosos, quando o Rei da glória está caminhando no meio de seu povo.
Que Deus nos abençoe!

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