quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Daniel 3 Como ser diferente?

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Introdução:

A geração atual possui algumas contradições explícitas na intelectualidade:

A.    Defendem o direito à expressão e arte mas não o direito de outros pensarem de forma diferentes quanto a arte e expressão que eles querem defender.
Este fenômeno se repetiu reiteradas vezes recentemente, tanto na exposição do Queermuseum, que se mostrava desenhos de homens tendo relações com animais e pedofilia, levando crianças para a sala de exposição,  tanto do MAM, quando um homem deita nu e uma mulher leva sua filha de 3 anos para passar a mão naquele homem que se encontra deitado e pelado.

Quando os questionamentos se levantam eles não gostam, acusam de estreiteza de mente, conservadorismo. Mas se o direito à expressão deve ser livre, deixe que outros que possuem formas diferentes de expressão sejam livres para se manifestar quanto às suas convicções, caso contrário isto se parece que aquele que diz: “Tudo é relativo!”, mas não quer reconhecer a relatividade da sua afirmação. Se tudo é relativo, sua expressão já é errônea, porque o “tudo” se absolutiza, negando a sua própria expressão.
Defendem a liberdade de expressão mas não querem que ninguém se manifeste contra a suposta expressão artística.

B.     Desenvolvem uma ditadura do saber – Isto aconteceu com minha esposa, logo após seu mestrado em Literatura na Universidade Federal de Goiás, e ao mudarmos para o Rio ela decidiu aplicar para o Doutorado na PUC-Rio, e o celebrado Dr. Afrânio Coutinho que a entrevistou disse que estava aberta a recebê-la, desde que ela falasse dos assuntos que eles queriam, e minha esposa então questionou se eles não estariam desenvolvendo uma “ditadura do saber”.

C.    Imposição do Ensino - Um dos homens mais admiráveis do meio evangélico atualmente é o presbiteriano Adauto Lourenco. Ele é doutor em biologia, e defende a linha do design inteligente uma tendência muito forte hoje entre cientistas que afirmam crer, que há um Ser superior e inteligente por detrás da criação, porque não há explicação razoável para a complexidade da criatura. Uma simples ameba, que seria o princípio da vida na concepção do evolucionismo, tem tantas informações quanto 100 compêndios da Enciclopédia Britânica. Ele não defende o criacionismo bíblico, mas o criacionismo cientifico, que é hoje altamente presente em rodas de doutores na área da biologia moderna. O design inteligente, porém, é contrário do pensamento Darwiniano da geração espontânea,  e os defensores do evolucionismo simplesmente se recusam a ouvir o Dr. Adauto, sob pretexto de uma suposta ciência. Ele já foi vedado em algumas universidades brasileiras, que não admitiam que ele falasse sobre o assunto. Se o Darwinianismo é tão bem fundamentado, porque não ouvir o outro lado da questão?

D.    Você tem preconceito? Esta pergunta foi feita a uma jovem da minha igreja, numa rodada de discussão sobre a ideologia do gênero. Ela respondeu: “Não, eu tenho conceitos”. Não discrimino nem hostilizo aqueles que pensam e agem de forma diferente do que eu creio, mas isto não significa que preciso concordar sobre este assunto. Posso ter opinião diferente.
Estes três rapazes do texto, Hananias Mizael e Azarias, eram articulados e inteligentes. Por esta razão foram trazidos para “Ensinar a língua e a cultura dos caldeus”, aos caldeus (Dn 1.4). Não é impressionante!

Eles são capazes de ser diferentes, por algumas razões:

  1. Não negociam suas convicções, caráter e princípios – É fácil barganhar, quando privilégios estão sendo dados. Vivemos na cultura das negociações. Aqueles jovens não estariam “prejudicando ninguém” e só precisavam se curvar. Não foi esta a mesma proposta feita pelo diabo a Jesus? “tudo isto te darei se prostrado me adorares?”.

Para uma cultura politeísta, um deus a mais ou a menos não faria qualquer diferença, mas não para aqueles rapazes, que provavelmente viam seus pais repetindo o Shemah Hebraico: “Ouve, oh Israel, o Senhor teu Deus é o único Senhor”.
Num mundo no qual a cultura exerce tanta pressão, e as vantagens para aquele que cede se tornam tão explicitas, não faz sentido continuar firmado em valores e princípios. A mulher de Jó fez isto quando as coisas se tornaram complicadas: “Por que conservas ainda a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morra!”.

  1. Não ficam exigindo provas de Deus para serem fieis – (3.15-18). Não era fidelidade “condicionada” a determinadas exigências de adoradores. Não pediam um “sinal”. Muitos na história foram fieis e morreram por Jesus. Se tornaram mártires. Não houve livramento, Deus não os livrou da oposição politica, mas ainda assim eles morreram por sua fé. Deus estava no centro, e isto era o que importava.

Admite-se que houve mais mártires na história do cristianismo no Sec XX, do que todos os demais séculos acumulados (do Sec I ao XIX). Na cortina de ferro (URSS), dominada pelo comunismo, e na Cortina de Bambu na China sob o domínio de Mao Tse Tung milhões de cristãos perderam seus bens, foram privados dos privilégios de cidadãos e eventualmente perderam sua família e a própria vida. Nenhum deles condicionou sua obediência a nada. Deram-se a si mesmos em sacrifício por amor a Deus.
O Salmista fala sobre a atitude do povo de Deus quando caminhava para Canaã: “Tentaram a Deus no deserto” (Sl 78.18). Como se tenta a Deus? Quando se exige sinais de sua fidelidade, e acham que só são amados se Deus não permitir que nada de ruim lhes aconteça. Satanás instigou isto em Jesus quando ele estava na cruz: “Se és filho de Deus, desça desta cruz”. Quando estava no dserto, Satanás lhe encheu de promessas, mas a resposta de Jesus foi sempre clara. “Não tentarás ao Senhor teu Deus”. Deus está no centro de suas decisões – antes de tudo ele é Deus... Jesus fugiu desta tentação de querer que Deus prove algo.
Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não servimos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste” (Dn 3.18).

  1. Não temem poderes transitórios porque o seu temor é o de ferir a Deus – (Dn 4.16-18). Se Deus quer... fará... se não... não serviremos a outros deuses...

A história está repleta de malucos como Nabucodonozor, mas a fornalha revela qualidade e o quilate da fé. Revela se esta soberania de Deus é algo que faz sentido quando a vida traz o absurdo. A fornalha nos mostra qual é o preço para salvar minha pele, porque quanto eu minto, traio ou nego a minha fé é isto que estou tentando fazer. Até onde a verdade do Evangelho realmente faz parte da minha vida?
Tem gente que nunca vai para a fornalha, nem para a cova dos leões, porque é capaz de negociar. Tais pessoas consideram o “salvar a pele”, mais importante que a fidelidade. Por isto Jesus afirmou que seus discípulos deveriam estar dispostos a serem mártires (At 1.8), e “quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á, mas quem perder a vida por minha causa, acha-la-á”. Hebreus 11 nos relata os heróis da Bíblia, descreve o time, o naipe destes personagens, gente de garra, fé (Hb 11.35-38). Estes foram salvos da fornalha, mas milhares morreram nela.
Estes jovens escravizados na Babilônia ( e se você acha a sociedade moderna complicada é porque não entende o contexto que eles viveram), no entanto, não se submetem ao rei, porque sabem que esta é uma boa razão para morrer. Muitos possuem uma fé light, flexível, que se move entre a verdade e a mentira, com pusilanimidade e ambiguidade. Só a fornalha diz se nossa fé é incondicional, porque a fé corajosa não se escandaliza com a dor. A fornalha revela se estamos atrás de Deus ou atrás dos benefícios que ele pode nos dar. A fé capacita a verdade revelada de Deus ao invés da verdade oculta. Fornalha diz se eu quero pagar o preço ou não. A fornalha não está preocupada se a coisa “dá certo”, ou não, mas se glorifica a Deus ou não.

4.     Reconhecem que o enfrentamento é única forma de experimentar o conforto e a presença do Quarto Homem.

A fornalha os coloca mais perto de Deus. Se negociassem, Deus não poderia revelar sua glória naquele lugar. A atitude deles vai gerar um descompasso no meio daqueles homens pagãos, cria um hiato na história da Babilônia. Existem outros aspectos a serem considerados naquela cultura, que estavam até então desconhecidos. Aquele quarto homem que aparece na fornalha não era dos filhos dos deuses, mas era o Filho de Deus. Davi só pode escrever o Sl 23.4 “Ainda que eu ande no vale da sombra da morte, não temerei mal algum”, porque já havia experimentado a presença de Deus no meio da oposição. A única coisa que a fornalha pode queimar foram as cordas os prendia e os amarrava. “Só quem sofreu pode avaliar quem sofre” (Sérgio Pimenta). Aqueles homens pagãos começam a entender que Deus conhecia o povo de Israel.
Toda pessoa temente a Deus, num determinado momento na vida, precisa fazer uma opção radical: ou decide andar com o quarto homem, ou se submente e se atrela ao rei. Nem sempre, ou quase nunca, o rei e Deus seguem na mesma direção. Sistemas políticos, estruturas humanas, que a Bíblia chama de “mundo”, facilmente se tornam inimigas de Deus.
Hananias, Misael e Azarias decidiram que não andariam com o rei. Assim fizeram centenas de homens de fé: “Outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios e acoites, sem, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e cabras, necessitados, afligidos, maltratados” (Hb 11.36-37). Não lhes interessava a glória humana ou a aprovação dos palácios, mas a adoração a Deus.

Muitos querem ter a experiência de andar com o “Quarto Homem”, mas quantos querem pagar o preço de andar com ele?

Andar com o rei traz muitos privilégios: honra, reconhecimento, status, holofotes, dinheiro,  mas pode trazer morte espiritual. No seu ministério terreno, Jesus teve muitos admiradores secretos, homens que o procuravam para ouvi-lo, ou querendo ser curados, mas que não tiveram coragem de tomar uma posição de ruptura, por temer a perda dos privilégios que possuíam. Por isto afirmou: “A luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas que a luz, porque as suas obras eram más”.
Em muitos países ao redor do mundo, seguir a Cristo significa perder privilégios financeiros, políticos e sociais, eventualmente, a própria vida. Em muitas autarquias e órgãos públicos do Brasil, há uma pressão imensa para conluios, e já vi gente integra, perdendo boas promoções pela tenacidade em fazer a coisa certa porque é certo fazer.
Estes jovens decidiram romper com o rei. Eles não se curvaram. A ordem do rei era frontalmente oposta à ordem de Deus contida no segundo mandamento que ensinava o seu povo a não fazer nem se curvar diante de imagens de escultura (Ex 20.4-5).

5.     Compreendem que a glória de Deus é mais importante que a auto-preservação. Estes rapazes, judeus exilados, não condicionaram sua fidelidade a nada, nem mesmo à sua sobrevivência. “Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste” (Dn 3.17-18). Eles relativizam a vida.

A fórmula “se”, “se não”, deixa claro que aqueles rapazes não eram fieis porque Deus ia dar livramento. A expressão “quanto a isto” (vs. 16), foi a maneira que encontraram para afirmar que qualquer decisão não os faria mudar de postura em relação a Deus, e daí para frente, o que lhes acontecesse, não era problema deles, mas de Deus. Fidelidade é deixar Deus ser Deus, sem ser preciso dizer o que, como, e quando algo deve ser feito. É deixar o Soberano exercer seu domínio como quiser, até mesmo quando o seu desejo inclui o nosso martírio.

A Bíblia relata um diferente tipo de fidelidade. Ela é condicional e perigosa. Foi o que aconteceu com Jacó.

Quando estava fugindo de sua casa, indo em direção aos parentes de sua mãe, Jacó teve uma visão que o desestabilizou. Quando acordou percebeu que tinha sido uma revelação de Deus para sua vida. Impactado, reagiu: “Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta jornada que empreendo, e me der pão para comer e roupa que me vista, de maneira que eu volte em paz a casa de meu pai, então, o Senhor será o meu Deus; e a pedra que erigi por coluna, será a casa de Deus; e de tudo quanto me concederes, certamente eu darei o meu dízimo”(Gn 28.20-22).   Jacó condiciona sua fidelidade ao tratamento que Deus dará. Veja quantas vezes ele coloca a sua fidelidade dependendo do tratamento de Deus. Farei isto, se... Ele será o meu Deus, se ele me guardar... se me der pão para comer e roupa para vestir... eu o seguirei, se ele me proteger na estrada... e eu darei meu dizimo, se tudo der certo na vida... Esta é uma adoração condicionada ou barganhada. Isto é muito comum principalmente quando se trata de dízimos e ofertas. Eu darei o meu dízimo se Deus...

Ananias, Misael e Azarias, não condicionavam fidelidade ao que Deus faria nem faziam as coisas para Deus por causa da recompensa, mas faziam o que faziam por serem fieis, e isto era algo inerente à sua natureza. Fidelidade não condicionada. Se Deus quiser livrar, ele livrará; se ele nos quer como holocausto, seremos oferecidos como libação. Deus é livre para fazer o que quer com a vida deles, porque, eles são do Senhor.

6.     Ignoram as pressões histórica e mantém os olhos fitos em Deus. Estes jovens haviam sido abusado em todos os níveis, foram trazidos como escravos, castrados, e colocados à serviço da Babilônia. Não bastasse a orfandade, a cassação dos direitos políticos, a agressão e mutilação, envolvendo a castração, transformando-os em eunucos, eles ainda tiveram seus nomes trocados, os babilônios tentaram mudar até suas identidades.

Eles tentaram mudar a identidade espiritual, dando-lhes outros nomes. Seria como se pegássemos jovens tementes a Deus, discípulos de Cristo, e o submetêssemos a um ritual de sangue na macumba ou a ritos de candomblé, atribuindo-lhes relação com entidades e ídolos, chamando-os de “servos de exu” ou “filhos de ogum. Mas a reação deles demonstra que isto não foi possível. Eles rejeitaram todos os deuses falsos ao se recusarem a curvar-se diante deles, e não se mostraram assim tão amigos do rei, quando não se curvaram diante dele nem se submeteram aos seus decretos esdrúxulos. 

Conclusão
Quem tem coragem para ser diferente experimenta o poder do quarto homem. 

Viram que o fogo não teve poder algum sobre os corpos destes homens; nem foram chamuscados os cabelos de sua cabeça, nem os seus mantos se mudaram, nem cheiro de fogo passava sobre eles”. (Dn 3.27). O quarto homem neutraliza e relativiza aquilo que parecia absoluto. Nabucodonozor estava aparentemente certo ao perguntar: “Quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?”  (Dn 3.15). Existem aqui dois poderes que dão a impressão de que nada pode detê-los: o monarca e o fogo.
O imperador tinha poder sobre a vida e a morte das pessoas. Nas mãos destes homens a vida nada valia ou valia muito pouco. Ele era soberano. O fogo também parece indestrutível, devastador, o texto diz que as labaredas queimaram os soldados que atiraram estes três jovens na fornalha. No entanto, tais poderes são agora frágeis demais, impotentes, se relativizam. “Os lugares perigosos são lindos para aquele que anda com o Filho de Deus ao seu lado”(Shedd).  

Quem é este quarto homem?
O texto impõe uma pergunta hermenêutica direta: Quem é este Quarto Homem?

Para a maioria dos comentaristas, esta é mais uma manifestação teofânica de Deus, em Cristo, no Antigo Testamento. Teofania é a manifestação histórica de Deus. Muitas vezes a Bíblia usa a expressão o Anjo do Senhor, que por estar no singular é entendida como se tratando de Jesus. Na verdade, Jesus está presente em muitos relatos bíblicos, e todas as vezes que aparece esta expressão é possivelmente, uma manifestação cristológica. Então, estes homens estiveram, nada mais nada menos, com o Senhor, naquele momento de tribulação e angústia. Shedd afirma que a expressão “semelhante a um filho dos deuses” (Dn 3.15), seria melhor se fosse “Semelhante ao filho de Deus”.

Estes jovens tiveram uma experiência fora da época, com o Cristo de Nazaré. A segunda pessoa da Trindade se revelou a eles, andou com eles e os protegeu. Assim é ainda hoje. Pessoas submetidas a martírio, e que sobreviveram miraculosamente, atestam a doçura e graça que experimentaram no meio da tortura e do escárnio. Andar com Jesus nos capacita a resistir à fornalha mais quente, às acusações mais absurdas, e ao martírio. Quando Estevao, o primeiro mártir do cristianismo estava sendo apedrejado, ele declarou: “Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do Homem, em pé, à destra de Deus” (At 7.56).

Quem anda com o Quarto Homem, menospreza a morte, zomba dos algozes, porque o gozo antecipado da eternidade já está presente em seus corações: “Mas Estevão, cheio do Espirito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à sua direita” (At 7.55). Assim foi com estes fieis adoradores. Eles não precisavam ter medo de nada, porque experimentaram o gozo de andar com o Filho de Deus, no meio da tempestade. “Os lugares perigosos são lindos para aquele que anda com o Filho de Deus ao seu lado” (Shedd). 

A cruz de Cristo

Tudo isto aponta para oEvangelho. a cruz nos fala do enfrentamento de Cristo ao ser julgado por um sistema cruel e corruptível. Pilatos tentou demonstrar que tinha o poder. Jesus afirmou que nenhum poder lhe teria sido dado se não viesse daquele que de fato tem o controle. No julgamento Jesus sofreu escárnio e zombaria. a cruz, lugar maldito o aguardava. Nenhum medo, a morte era tão relativa... Ali na cruz, Jesus esmagou a cabeça da serpente e nos deu plena redenção. A cruz relativiza poderes supostamente absolutos. Relativiza o Sinédrio, zomba de Roma. O sacrificio de Cristo mostra como a morte parece tão pequena quando os olhos estão postos na Eternidade. "Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso". Três dias depois, ele se levanta com poder da morte, ressuscitando e espantando os fortes que julgavam ter o controle. Por isto Pedro afirma em Atos 2, no discurso do Pentecoste: "Vós matastes o autor da vida". Que irona. O autor da vida - morto! A cruz zomba dos homens, destitui o inferno, e relativiza a morte. 

Liberdade!
No dia 10 de Fevereiro de 1614, a Igreja Católica autorizou a publicação de uma biografia de Edmund Genninges (1567-1591), escrita pelo seu irmão, John Genninges. Edmund foi um padre cruelmente martirizado durante o reinado da Rainha Elizabeth I. Uma das mais comoventes passagens desta biografia é encontrada numa carta escrita por Swithune Welles, outro sacerdote que esteve preso com Edmund e foi executado junto com ele. Nesta carta, Welles discute a questão da liberdade, o significado que seu sofrimento e prisão teve em sua vida. Esta passagem ecoa nos sentimentos de muitos outros cristãos aprisionados por sua fé em muitas épocas, de Paulo a João Bunyan, de Alexander Solzhenitsyn a Jean Jaques Lê Balleur, que foi executado no Brasil numa expedição missionária Calvinista, no inicio da colonização brasileira, na Ilha de Villegaignon, no Rio de Janeiro.

Sua carta diz:


“Eu não tenho razão para reclamar da brutalidade da prisão, considerando os seus efeitos, porque eu não tenho depositado meus afetos neste mundo vão. Eu renunciei ao mundo antes de ter sido aprisionado, quando tomei a minha decisão de seguir a Cristo e me batizar. Portanto, não me interessa em que lugar eu esteja, porque eu fiz um voto de nunca pertencer a este mundo. Minha expectativa no tempo que se aproxima, é que Deus me assista com sua graça para realizar minha missão, para continuar a viver até o final de minha existência. Finalmente, eu recuso todas as comodidades, prazeres, deleites, para me dedicar à prazerosa tarefa de servir ao Senhor, onde se encontram toda a perfeição e todos verdadeiros prazeres. Além do mais, na minha forma de avaliar, é melhor ter o corpo preso que nossa alma escravizada”. 

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