quinta-feira, 8 de maio de 2014

Gn 41 Grandes homens não surgem por Acaso

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Introdução:


Neste texto, Gn 41, depois de 13 anos de grandes lutas desde que havia sido vendido de forma desumana, injusta e cruel pelos seus próprios irmãos, vemos José saindo do anonimato para se tornar um dos lideres mais marcantes que este mundo já conheceu. Ele é levado à presença de Faraó, o homem mais influente e poderoso de seu tempo, para interpretar o sonho que tivera. Era apenas um sonho, mas que o deixara perturbado. Nenhum de seus magos e adivinhos puderam decifrá-lo, foi aí que, o copeiro chefe, que havia convivido com José na prisão, lembrou-se dele e passou seu currículo para Faraó.

No sonho, Faraó via sete vacas gordas saindo do Nilo, e em seguida, surgiam sete vacas magras que devoravam as primeiras. Depois, outro sonho: sete espigas cheias e boas, eram devoradas por outras sete espigas mirradas e crestadas pelo vento oriental. José é introduzido à presença de Faraó, para interpretar seu sonho. Tudo nos leva a crer que sua situação na prisão era de abandono e pobreza, pois teve que ter suas roupas trocadas e barbas feitas para se apresentar diante daquele poderoso homem.

Muitas vezes já participei de discussões sobre liderança, cuja questão é se um líder nasce ou um líder se faz. Acho esta pergunta tão inócua quanto à questão se o ovo nasce da galinha ou a galinha do ovo. No entanto, precisamos perceber que um grande homem ou mulher não surgem no vácuo. Há toda uma "narrativa" surpreendente na vida de homens vitoriosos. Ninguém apenas “acontece”. Na vida de José, existem alguns aspectos que precisam ser analisados. Aqui aprendemos alguns princípios fundamentais sobre sua vida:


1. Grandes homens e mulheres possuem caráter aprovado: O tempo e o sofrimento não o destroem, mas os fortalecem. A oposição não os diminui, mas os engrandece. 

Poucas pessoas foram tão massacradas na sua auto-estima quanto José. Ele sofreu a rejeição dos irmãos, a humilhação da escravatura, a injustiça ao ser levado para a prisão, o esquecimento e abandono de pessoas como o copeiro chefe de faraó. Mas toda esta oposição e crueldade sofridas, não destruiram seu caráter. O sofrimento, quando tratado apropriadamente, pode mudar a vida e dar grandeza. Não percebemos em José, a mínima variação de seu caráter, porque havia um sistema injusto ou pessoas injustas na sua história. Ele não se transformou em alguém auto-comiserado e vitimizado.

Não é muito difícil nos tornarmos cínicos em relação à vida. José tinha todos os motivos para se justificar, afinal a vida não lhe fora nada generosa. No entanto, diante da oposição, ele aprofunda o seu caráter. Quando a bíblia fala de fé “provada”, está se referindo às vidas que passaram pelo triturador, mas continuaram firmes. Fé provada traz aprovação de Deus. A provação demonstra qual era a natureza do caráter de José, que viveu como exilado e escravo dos 17-30 anos, sem nenhum direito a defesa, e ainda assim conseguiu fazer sua história inesquecível.

Não sabemos quanto tempo José ficou na casa de Potifar, mas pela análise textual, podemos imaginar que foram cerca de 13 anos. Depois fica mais dois anos na prisão (Gn 41.16), imaginando que José deve ter sido vendido em torno de 17 anos, e quando chegou à presença de Faraó, ele tinha exatos 30 anos (Gn 41.46). Em todo este tempo, José fez o melhor que podia, aplicou-se o quanto podia. Sua genialidade não aconteceu do "nada". 
Blaise Pascal ao enfrentar sua própria enfermidade orou: “Senhor, eu sei que o Senhor pode me curar, mas se não for da tua vontade, me ensine a sofrer como um bom cristão”. Assim era a vida de José. Seu caráter foi aprovado no meio de grandes tentações, injustiças, esquecimento e perseguição.


2. Grandes homens fazem as coisas com excelência– Tudo que passa pelas mãos de José, melhora de qualidade e prospera (Gn 39.1,2,23). 

Foi assim na casa de Potifar. A Bíblia afirma que Deus abençoou aquela casa por causa da José. Mesmo quando vai para a cadeia, para ser limpador de latrinas, ele o faz com excelência, e por isto logo se torna o administrador e contador. Ainda é um preso, sem direito à liberdade, mas seu valor é reconhecido pelo carcereiro. 

Existe um ditado que diz: “Melhores atitudes, maiores altitudes”. O que vemos em José? A capacidade de fazer sempre as coisas com excelência. Ele não faz as coisas de forma displicente. Ele investe seu melhor, e por isto tem reconhecimento por onde passa.

Excelência é o contrário de mediocridade. 
O medíocre faz as coisas “para o gasto”, para cumprir tabela. O medíocre opta por fazer as coisas “mais ou menos”; ele não quer aprimorar, nem melhorar o que faz, ele é mediano, se contenta com pouco e por baixo. Quem busca excelência vai além, procura fazer as coisas com qualidade, sair de uma condição para outra.

Uma ilustração exemplifica bem isto.
Certa mãe com seu filho de 9 anos, sofrendo com uma grave doença e com longos períodos de internação, percebeu que ele estava deprimido e resolveu conversar com um bombeiro, pedindo que fosse visitá-lo no hospital, pois o seu sonho sempre fora se tornar bombeiro. o bombeiro sensibilizado, resolveu fazer alguma coisa melhor. Como o quarto do hospital ficava no segundo andar, usou uma escada magirus e entrou pela janela, condecorando aquele menino de “bombeiro mirim”e levando-lhe de presente um uniforme mirim de bombeiro. 

Isto é excelência! Aquela mãe lhe pediu muito menos, mas ele quer fazer mais. Pessoas excelentes não se contentam com o comum. Querem fazer o melhor.

Toda estrutura organizacional abriga espaço para a excelência e para a mediocridade. Funcionários podem mostrar muita competência em estruturas ruins, elevando a qualidade de uma empresa ou de determinado ambiente. É assim com José. Ao chegar na casa de Potifar logo se torna mordomo. Quando vai para a cadeia, ele começa a melhorar seu ambiente e melhorar sua estrutura. É gente com excelência na alma. Indo sempre além, fazendo as coisas com profundidade e competência. Pessoas assim se sobressaem em quaisquer ambientes, por mais hostis que sejam.

John Maxwell fala no seu livro, O Líder 360 graus, sobre alguns mitos que impedem nosso crescimento profissional. Ele encoraja as pessoas:

a)- Desenvolver sua liderança a partir de qualquer ponto da estrutura corporativa;

b)- Afirma que 99% de toda liderança não acontece no topo, mas no escalão médio: colegas, gerentes, chefe, subordinados.

c)- Demonstra que os líderes do escalão médio podem ter um profundo impacto sobre uma organização. Muitos pensam: “Quando chegar ao topo, aprenderei a liderar”, mas segundo Maxwell, o ponto não é “quando for líder estudarei o assunto”, mas... “estudarei o assunto para ser um líder”, pois a boa liderança é aprendida nas bases. Quando a oportunidade chega, é tarde demais para se preparar para ela.

José fazia as coisas com excelência e isto abria portas para grandes oportunidades. Um grande homem ou uma grande mulher não surge por acaso, e nem se consegue vitórias sem esforço, dedicação, diligência e busca de excelência. Ao assumir qualquer tarefa, considere sempre que você pode fazer melhor!

3. Grandes homens e mulheres viram as páginas - São capazes de deixar as amarras da história, carregada tantas vezes de injustiça que poderiam mantê-los aprisionados à amargura e ao vitimismo. Isto é muito evidente neste texto quando lhe nascem os filhos. Veja o que ele diz ao nascer o primeiro, a quem ele chama de Manassés, e o segundo, cujo nome é Efraim. Vejamos o sentido destes nomes.

“Manassés” significa “esquecimento” ou, “Deus me fez esquecer todo o meu sofrimento e a casa de meus pais”. Não é significativo que ele tenha colocado este nome no seu primeiro filho? Ele está dizendo para si mesmo que precisa colocar um ponto final nas experiências negativas, que não deveria ficar chorando e se lamentando a vida inteira.

Esquecimento não é sinônimo de Amnésia. “Esquecer não significa perder a consciência do acontecimento. Isto é amnésia. Significa libertar a dor da memória” (Bob Gass). Quando perdoamos não apagamos o mal que nos fizeram, mas o mal perde o seu poder sobre nós. Ao agir desta forma José declara que as experiências do passado não exerciam força limitadora na sua vida. Ele não era mais preso do medo, do ressentimento e da injustiças. Todas estas coisas tentavam fazer José voltar e viver amarrado ao seu passado.

Paulo afirma: “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o premio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.13-14). Esta capacidade de virar as páginas das ofensas e amarguras, das raivas inconscientes e das iras sepultadas dentro de nós, são essenciais para avançarmos na vida.

Se o primeiro filho aponta para a resolução do passado, o segundo lhe dá o vislumbre de novas perspectivas: “Efraim: Deus me fez prosperar” (Gn 41.52). Esta tradução pode significar “prosperidade em dobro”. O primeiro filho tem a ver com o segundo, porque o perdão e a cura são a plataforma para gerar prosperidade.

A afirmação que ele faz, torna-se ainda mais significativa ao dizer: “Deus me fez próspero na terra da minha aflição” (Gn 41.52). Egito é lugar de más lembranças. É lugar da rejeição, do abandono, da crueldade, da injustiça, mas ele afirma que apesar da hostilidade enfrentada, Deus lhe fez próspero. A Bíblia afirma “Bem aventurado é o homem que, passando pelo vale árido, faz dele um manancial. De bençãos o cobre a primeira chuva” (Sl 84.6). Ser próspero numa terra fértil é fácil, mas é duro ser próspero na terra da aflição. Ele reconhece a ação de Deus em sua vida. Isto é gratidão: “Deus me fez prosperar” (Gn 41.52). Apesar dos homens, da situação, da oposição, Deus o tornou próspero.

Crescer na terra da aflição é ação de Deus e uma opção pessoal: “Deus me fez prosperar” (Gn 51.52), e uma ação de Deus. “Deus me fez prosperar”. Ele age em mim, fazendo em mim, me surpreendendo. Esta é uma das boas compreensões que podemos ter sobre a graça de Deus. Ele faz, de forma maravilhosa e abençoador, em contextos hostis e de oposição. Ele me libertou de meus pecados, aos quais eu me encontrava tão apegado e me trouxe à compreensão da sua salvação, eu que sempre fui tão distanciado e insensível a Deus.

É interessante verificar como Raquel, sua mãe teve atitude diferente quando José nasceu. Ela demonstra toda sua amargura e descontentamento com sua situação e com as experiências negativas: “Que o Senhor me acrescente outro filho” (Gn 30.24). Ela havia acabado de ter um filho, mas isto parece não satisfazer sua alma descontente. Ela está dizendo que ainda quer mais um. “Dê-me ainda outro filho”. José vê no filho a chance de reescrever sua história, um marco e plataforma para outra fase mais produtiva e abençoadora de sua vida.

4. Grandes homens tem clara percepção de Deus na sua vida – José tem perspectiva de Deus na história. Ao chegar diante de Faraó com status de infalível intérprete de sonhos, ele afirma: “Não está isso em mim, mas Deus dará resposta favorável a Faraó” (Gn 41.16). Ele não coloca ênfase em qualquer potencialidade inerente que tivesse, mas na ação graciosa de Deus sobre sua vida.

Outro texto que demonstra isto de forma mais clara é sua conhecida declaração aos irmãos em Gn 50.20: “Vós intentastes o mal, mas Deus transformou o mal em bem como hoje vedes”. José reconhece que Deus sempre esteve presente na sua história.

Um grande líder percebe os atos de Deus na história. Isto amplia sua leitura da vida e das oportunidades. A Bíblia afirma que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”(Rm 8.38). A melhor tradução deste texto é: “Todas as coisas, juntamente, cooperam juntamente...” Um homem de Deus aprende que sua vida não é feita de eventos desconectados e isolados, antes aprende a conectar os fatos e percebe o Senhor presente em todos os eventos de sua história.

Pensar na soberania de Deus traz descanso para a alma e nos livra do desespero. 
Viver nesta vida debaixo da sombra do acaso, da coincidência, do fatalismo cego, das circunstâncias trágicas e imprevisíveis ou das pessoas com suas variações de humor, predileções e injustiças, torna-se grande estorvo. José fazia a leitura dos fatos e das situações na perspectiva de um Deus que conduz a história segundo o seu propósito, isto nos faz ficar numa santa expectativa da direção e cuidados de Deus. 

Pierre Teilhard de Chardin afirmou: 
“Não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual, somos seres espirituais vivendo uma experiência humana." 

A história de José nos surpreende pelas manifestações das coisas sobrenaturais nos eventos comuns e ordinários. Em José não existem aparições de anjos, visões, profecias. Deus não vem conversar com ele, como fez com Abraão e Jacó. Todos os eventos de sua vida são corriqueiros, fazem parte do dia a dia, no mercado de trabalho, nas injustiças da vida. É assim que acontece em todas as culturas: lidamos com pessoas corruptas, com provocações, somos desafiados à sensualidade barata, à injustiça e crueldade – e José se encontra neste redemoinho de fatos aparentemente desconexos e cruéis, mas nunca ignorou que Deus estava acima das circunstâncias.

Faraó decide contratar José, pela percepção de sua espiritualidade e sua capacidade administrativa ao lhe dar os rumos que a economia de um país deveria seguir. Faraó fica surpreso: “Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus?” (Gn 41.38). É maravilhoso ver a espiritualidade se aliando à competência e à capacidade administrativa. Que benção para uma nação e para uma instituição, quando surgem homens lúcidos, empresários, fazendeiros, profissionais liberais, que tem capacidade de administrar, e em quem há o Espírito de Deus. A excelência de José se revela na capacidade de resolver os problemas e desafios de um dado novo que surge na conjuntura política daquele povo. José é proativo. É muito fácil encontrar pessoas que trazem problemas e dificuldades, mas muito difícil encontrar pessoas que trazem soluções.

José reconhece a soberania de Deus em sua história e reafirma sua visão diante de Faraó e de seus irmãos. Deus está no controle. Ele sempre conduziu a história para o objetivo que ele tinha em mente. Ele se percebe como instrumento de Deus. “Vós intentastes o mal, mas Deus transformou o mal em bem” (Gn 50.20).

5. Grandes homens e mulheres tem a clara percepção da graça sobre suas vidas - José entendia que não era sua competência que fazia isto, mas a graça de Deus. Ele sabia que estava onde estava, na posição que estava, por causa da graça de Deus em sua vida.

Dois textos demonstram isto de forma clara:
Em Gn 41.52 vimos sua afirmação: "Deus me fez próspero na terra da aflição". Ele reconhece que Deus o abençoou. Não foi sua mão, nem sua inteligência, nem sua capacidade intelectual, mas Deus intervindo na sua vida.

Em Gn 45.5,7,8, ele afirma esta compreensão por três vezes:
"Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós...Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra e para vos preservar a vida por um grande livramento. Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito". 

Em todas estas situações, José discerne que o que lhe acontece, tinha a ver com a graça de Deus. 
O inferno havia conspirado, o sistema familiar falido havia conspirado de forma cruel e desumana, a família assumiu um pacto de mentira e silêncio. Deus intervém, libertando-o do diabo, dos homens maus, da mulher lasciva, da sua própria amargura (num primeiro momento), e da vaidade (quando assumiu a posição de destaque). 

Quando olhamos para Gn 50.21, vemos um José não vingativo, mas perdoador, porque ele entende a graça de Deus; vemos um José amável e não arrogante.

Assim acontece com todo que entende o que Cristo fez no Calvário. Ali ele nos perdoou os pecados, nos limpou da nossa condenação e amargura, nos deu um novo coração, nos fez nova criatura, nos reconciliou com Deus.

Isto tudo gera gratidão.
Quem não entende a graça, não sente necessidade de louvar a Deus e exaltar sua glória. Tal pessoa entende que tudo o que lhe aconteceu é fruto de sua competência e esforço. Ele conquistou! Ele mereceu! Ele conseguiu!
Quem entende a graça diz: Deus esteve comigo! Eu entendo seu cuidado. Eu posso vê-lo cuidando pessoalmente de minha vida em cada área. Ele estava lá, forjando meu caráter, conduzindo minha história. Na vida de José, cada vez que ele sofria um golpe, ele estava se aproximando mais de Faraó e de seu sucesso. Na nossa vida, cada embate que temos, nos aproxima mais de Deus, e de seu reino. 

Tudo isto nos torna agradecidos...

Conclusão:

Deus precisa levantar homens e mulheres no meio do caos. 
Temos orado por uma nação mais justa, mais lúcida, e eventualmente chegamos a nos desesperar com o descaso, o mau uso dos recursos públicos, a inabilidade e incompetência e a mediocridade. 

Arnaldo Jabor, num artigo publicado pelo Jornal o Globo, no dia 06 de Maio de 2014, afirmou: “O Brasil está com ódio de si mesmo”. Seu tom ácido e pessimista torna-se desesperador. Ele cita a metáfora de Oswald de Andrade de que “as locomotivas estavam prontas para partir, mas alguém torceu uma alavanca e elas partiram na direção oposta”. Afirma ainda que há uma grande neurose no ar, e cita a frase de Lévi-Strauss de que o Brasil “chegaria à barbárie sem conhecer a civilização”, criando assim um desespero de autodestruição, quando o país começa a se atacar, criando um pensamento fatalista: “É assim mesmo, não tem jeito, não.” Para Jabor, “o fatalismo é a aceitação da desgraça. O Brasil está triste e envergonhado. 

Certamente Jabor não traduz nossa visão cristã. Talvez quem melhor traduza a visão cristã seja um homem, ateu, filósofo da USP, chamado Luiz Filipe Pondé. Numa entrevista à Veja (13.7.2014), ele afirmou:
"A hipótese do Deus bíblico na qual estamos ligados a um enredo e um drama moral muito maior que o átomo, me atraiu. Sou basicamente pessimista, cético, descrente, quase na fronteira da melancolia. mas tenho sorte em merecê-la. Percebo uma certa beleza, uma certa misericórdia no mundo, que não consigo deduzir a partir dos seres humanos, tampouco de mim mesmo. Tenho a clara sensação de que, às vezes, acontecem milagres. Só encontro isso na tradição teológica".

Precisamos de grandes homens e mulheres. Ficamos ansiosos em ver uma geração se levantando com o coração encharcado de uma percepção de Deus, de jovens dispostos a pagarem o preço da excelência, da competência, da capacidade administrativa, mas que não tirem os olhos de Deus. De pessoas que descubram a excelência, mas não ignorem a graça maravilhosa de um Deus, que nos abençoa sempre e empresta sentido à nossa humanidade.

Que Deus nos ajude!

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